Mudanças psicológicas das mães durante a gravidez

6 de março de 2019
A gravidez é um estágio especial na vida da mulher, mas algumas grávidas têm dificuldade para lidar com a pressão. De fato, esse período é caracterizado por distúrbios e mudanças físicas, fisiológicas e psicológicas.

Não há dúvida de que a gravidez é um momento de pura felicidade, embora também se deva ter em mente que é um estágio de fragilidade emocional. Certamente, a gestante sofre muitos distúrbios e mudanças psicológicas, tais como a sensação de cansaço ou a depressão intensa.

As mudanças do corpo, o medo do parto e as dúvidas sobre a capacidade de ser mãe provocam ansiedade nas futuras mamães. Infelizmente, as mudanças psicológicas durante esse período são intensas e, muitas vezes, preocupantes.

Quais são as mudanças psicológicas da gestante a que estamos nos referindo? Como elas se manifestam? E quais são os remédios recomendados? A seguir, respondemos a todas essas perguntas.

Mudanças psicológicas das mães durante a gravidez

A gravidez é um período cheio de mudanças físicas e fisiológicas. No decorrer dessa fase, é possível experimentar grandes distúrbios psicológicos, tais como ansiedade, depressão ou fadiga psicológica.

1. Mudanças de humor da gravidez

As mudanças de humor da gestante geralmente aparecem sem qualquer lógica particular. Elas são fortemente influenciadas por distúrbios hormonais durante o primeiro trimestre da gravidez, responsáveis por alterar o comportamento da mulher, sua percepção das coisas e seu humor.

No entanto, as mudanças de humor da gravidez podem ser difíceis de lidar, pois geralmente se manifestam por meio de desejos estranhos, tais como a aversão a certos odores ou alimentos, náuseas e vômitos no período inicial.

Essa fase geralmente é marcada por questionamentos, dúvidas sobre a gravidez, emoções, ansiedades e medos que podem causar distúrbios sérios.

 Mudanças de humor da gravidez

2. Depressão

A depressão é uma doença que afeta pensamentos, ações e sentimentos. Algumas mulheres grávidas são mais vulneráveis à depressão nessa fase de suas vidas e passam a experimentar um sofrimento real.

Além disso, as alterações hormonais durante a gravidez muitas vezes causam depressão e ansiedade. Tensões na relação ou dificuldades entre o casal, juntamente com o desconforto físico, podem causar depressão na gestante.

É necessário tratar a depressão durante a gravidez porque ela pode causar sérios problemas para a mãe, tais como aborto espontâneo ou parto prematuro. Por consequência, também traz problemas para a criança, como dar à luz um bebê com pouco peso.

3. Ansiedade

A gravidez não é necessariamente um momento de alegria absoluta. É também, para muitas mulheres, uma fase de ansiedade e medo.

O corpo da mulher passa por transformações e mudanças que podem interromper a sua vida cotidiana. Além disso, as alterações hormonais às vezes aumentam a instabilidade emocional. Por isso, algumas mulheres sofrem de ansiedade.

Como mencionamos anteriormente, as mulheres grávidas experimentam intensos distúrbios psicológicos durante os últimos meses de gravidez. Esse período traz muitas questões e preocupações, entre as quais podemos destacar:

  • Medo de aborto espontâneo.
  • Medo do parto.
  • Preocupar-se com o bebê não ter uma boa saúde.
  • Medo de perder o bebê.
  • Incerteza quanto à possibilidade de não ser uma boa mãe.

As mudanças do corpo, o medo do parto e as dúvidas sobre a capacidade de ser mãe provocam ansiedade nas futuras mamães.

Em resumo, a ansiedade da gestante pode aumentar o risco de parto prematuro ou de ter um bebê com peso muito baixo ao nascer. Portanto, é importante administrar esse estado durante os meses de gestação. Felizmente, na maioria dos casos, a ansiedade da mulher não causa grandes consequências.

4. Fadiga psicológica

As futuras mães experimentam mudanças no seu estado físico e psicológico durante os três trimestres da gravidez. Estas são as principais características de cada etapa:

  • Primeiro trimestre de gravidez: hormônios como a progesterona causam mudanças nos padrões de sono. Além disso, náuseas e vômitos são comuns durante esse período. As mulheres sentem uma forte fadiga fisiológica, com uma vontade irresistível de dormir.
  • Segundo trimestre de gravidez: o nível de progesterona diminui. Assim, as gestantes experimentam menos fadiga, os vômitos finalmente param e os distúrbios do sono são menos frequentes. No entanto, a fadiga pode aumentar em caso de deficiência de ferro.
Fadiga psicológica

  • Terceiro trimestre: geralmente é marcado pelo retorno da fadiga e o sono também pode ser prejudicado. Nesse ponto, o útero e o bebê começam a pesar para o corpo da mãe. Portanto, é natural sentir cansaço na reta final da gravidez.

Em resumo, a gestante sofre com uma acentuada fragilidade emocional e grandes alterações hormonais durante esses nove meses. A futura mamãe está sujeita a mudanças importantes e a distúrbios psicológicos intensos. Por isso, ela precisa de apoio, tanto físico quanto emocional. O papel desempenhado pelo parceiro é essencial!