As crianças não nascem egoístas…elas se tornam

· 15 de janeiro de 2017

Crianças egoístas são resultado de uma criação ruim.

É preciso ter consciência disso.

Egoístas por natureza

Alguma vez todos nós já fomos egoístas porque  ser humano perfeito não existe.

Quando não queremos emprestar nossos pertences, ficamos bravos quando outra pessoa se beneficia com alguma coisa que poderia ser somente nossa, quando negamos alguma coisa simples que ajuda a melhorar a vida de outra pessoa…nos comportamos de forma egoísta.

Algumas pesquisas demonstram que o comportamento de pensar sempre em si mesmo antes dos outros e de se aproveitar das fraquezas daqueles que nos cercam… isto é, ser egoísta, é uma consequência genética.

A descoberta do gene egoísta é uma nova contribuição à teoria moderna da evolução e nos mostra o porquê desse sentimento estar presente nos seres humanos.

Entretanto, não é porque nascemos projetados para ser egoístas que devemos tomar esse fato como pretexto para agir dessa forma.

Ajudar o próximo é uma das premissas que deveríamos ter na vida. O altruísmo nos transforma em pessoas melhores.

Voltemos ao início: nós, seres humanos, somos egoístas por natureza. Mas também somos amigáveis e solidários.

Somos constituídos por uma mistura de sentimentos e valores que afloram em determinadas ocasiões.

É por isso que dizemos que está nas mãos dos pais a maneira de encontrar um equilíbrio no comportamento das crianças.

egoístas

Rede social X egoísmo

Se você tem mais de um filho deve estar acostumada a mediar as discussões deles.

Um brinquedo, um doce, um lugar na frente da televisão, seu carinho e até a folha amarelada que caiu da árvore despertam discussões nos pequenos.

Quando duas crianças querem a mesma coisa ao mesmo tempo, elas sem dúvidas discutem.

Mas ter vários filhos também pode servir para mostrar aos pequenos o valor e a importância de dividir.

Quando as crianças têm irmãos crescem dividindo os pertences e compartilhando o amor dos pais. Até mesmo um pedaço de pão se transforma em pequenos pedaços para cada um.

Algo parecido acontece na escolinha.

Uma criança que se relaciona diariamente com outras crianças da mesma idade, que brinca e divide os brinquedos e o espaço de um determinado lugar vai formando a ideia da necessidade de dividir.

Então, enfatizamos que o comportamento de uma criança não depende exclusivamente da educação dos pais.

A seguir, apresentaremos uma das causas que levam uma criança a ser egoísta.

A superproteção

A superproteção nas primeiras fases da vida produz muitos transtornos sentimentais e comportamentais.

Mas o fato de deixar de superproteger uma criança repentinamente, digamos por causa da morte do pai superprotetor, ou do nascimento de um bebê que precisa de cuidados especiais, pode despertar o sentimento de abandono naquela criança.

Os pequenos desenvolvem um sentimento de perda que muitas vezes acaba por despertar o egoísmo.

Quando tornam a conseguir a atenção desmedida de outro membro da família não a dividem com mais ninguém, por motivo nenhum.

Outra face da superproteção aparece quando a criança em questão nasce com algum transtorno físico.

Uma criança surda, por exemplo, que cresce exclusivamente entre adultos e outras crianças com plenas faculdades auditivas tende a ser superprotegida.

Os outros membros da família, inclusive as outras crianças, podem conceder um tratamento especial a essa criança. Por conseguinte, com o passar do tempo a criança em questão vai se sentir confortável somente recebendo esse tipo de tratamento.

Uma hora vai chegar o momento em que essa criança deficiente vai se sentir mais privilegiada dentro e fora de casa. Assim, ela vai acreditar que sempre deve receber um tratamento especial acima dos outros.

Isso, sem dúvidas, vai despertar o egoísmo nela.

As crianças não nascem egoístas…elas se tornam

egoístas

A fim de contribuir com a criação do seu pequeno e, sobretudo, evitar que ele se transforme em uma criança egoísta, temos alguns conselhos para dar.

A primeira coisa a fazer é demonstrar à criança a importância da amizade e como ser uma boa amiga.

Portanto, mude sua atitude e diga “não” para a superproteção.

Se seu filho apresenta algum transtorno ou dificuldade física, de nada vai adiantar criá-lo debaixo das suas asas.

Cedo ou tarde ele vai precisar se relacionar com a sociedade e ser autossuficiente, assumindo os próprios erros e aprendendo com eles.

Querendo você ou não, seu filho vai tomar decisões, que poderão ou não ser as mais corretas. Ele vai amar, sofrer e experimentar tudo o que a vida tiver para dar ou tomar dele.

Não crie uma criança egoísta. Desde muito pequeno ensine seu filho a dividir, amar seus semelhantes, ter empatia e ser altruísta.

Ensine-o a aprender a dar sem esperar receber algo em troca. Ensine seu filho a presentear e a dividir as alegrias com aqueles com quem divide a vida.