O egoísmo nas crianças

31 de outubro de 2016

Muitas crianças se transformam em príncipes e princesas dos seus lares. Mas as coisas se complicam quando elas apresentam dificuldades em compartilhar com seus irmãos, ou se não tem irmãos, com outras crianças na escola ou no parque.

As crianças egoístas pensam que seus desejos e necessidades são mais importantes que os das outras pessoas. Assim, nas próximas fases da vida costumam apresentar problemas de socialização porque não sabem se relacionar gentilmente.

Seguindo os cinco passos a seguir você poderá ajudar as crianças egoístas a superar pouco a pouco essa condição e a estabilizar o egoísmo em um nível saudável e controlável.

Quais são os tipos de egoísmo?

Os tipos de egoísmo que veremos a seguir se aplicam a crianças e pessoas adultas. Conheça as características que distinguem cada tipo de egoísmo:

  • Tipo 1: São pessoas que se caracterizam pela agressividade, capacidade de manipulação e desejo de ter o controle. Além disso, esse tipo pessoa dá mais importância a si mesma e costuma passar por cima dos outros. Elas não se sentem culpadas por suas ações e tendem a colocar a culpa nos outros.
  • Tipo 2: Caracteriza-se por assumir atitude defensiva, apresentando altos níveis de ansiedade e de exagero em relação aos sentimentos negativos. Elas se fazem de vitimas e apresentam dificuldades para administrar suas relações afetivas.
  • Tipo 3: Opostas ao tipo anterior, essas pessoas costumam exagerar nos pontos positivos e omitir suas fraquezas. São muito sociáveis, mas chegam ao sucesso às custas do seu egoísmo.
  • Tipo 4: É o tipo mais comum nas crianças. Apresentam uma necessidade muito grande de controlar os outros e pode aparecer em qualquer idade. Se continuar até a adolescência pode se transformar em alguma das variações já mencionadas.
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5 passos para “curar” o egoísmo

  • Primeiro, é preciso censurar os comportamentos egoístas e não ceder ou desculpar esse tipo de comportamento. Não é uma tarefa fácil, principalmente se se tratar de uma criança que sempre teve o que quis. É preciso ser persistente se quiser ver alguma mudança, e deixar claro para a criança quais são as atitudes permitidas e esperadas dela.
  • Estimular o desenvolvimento da empatia. Com essa virtude a criança conseguirá se colocar no lugar do outro e compartilhar de alguma forma seus sentimentos. Faça com que ela se sinta motivada a ajudar os outros e a entender as emoções e as reações das pessoas em determinadas situações. Pergunte como ela se sentiria se… e aplique em casos reais.
  • Uma razão pela qual as crianças se tornam egoístas é o fato de estarem acostumadas a ganhar tudo o que querem e a agir sem consequências. Estabeleça limites bem claros e faça com que esse limites sejam válidos com todas as pessoas que estão ao redor, seja na família ou na escola. Assim, a criança perceberá que deve seguir um protocolo único e claro.
  • Estimule quando a criança realizar uma ação de “não-egoísmo”. Quando ela for atenciosa com irmãos, pais ou colegas enfatize o comportamento positivo para impactar no seu modo de agir. Com certeza o comportamento positivo passará a ser muito mais frequente e a criança irá realizá-lo espontaneamente.
  • Reforce as atitudes positivas para que pouco a pouco a criança se transforme em uma pessoa desapegada e atenciosa com os outros. Ajude seus filhos a perceber todas as consequências positivas resultantes de uma boa ação, seja para ele ou para quem a recebe.
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Guia de ações rápidas para evitar o egoísmo:

  • Ser modelo de generosidade e desapego.
  • Corrigir os comportamentos egoístas.
  • Delegar tarefas de forma proporcional.
  • Mostrar os danos que o egoísmo pode causar nas relações.
  • Motivar as crianças a tratar os outros com respeito.
  • Envolver as crianças em projetos sociais que ajudem os outros.
  • Manifestar abertamente sentimentos de gratidão às pessoas.
  • Proporcionar espaços nos quais as crianças podem compartilhar e cooperar com as pessoas.
  • Incentivar a participação em um esporte que promova o trabalho em equipe.
  • Agradecer e dar valor às ações cotidianas realizadas em família.