5 coisas que ensinam seus filhos a serem bons pais

17 de novembro de 2016

Ser bons pais leva a uma transformação de hábitos e de espírito. Como você pedirá que seus filhos sejam bons se você mesmo não o é? Como os ensinará a não mentir se eles o veem fazendo isso? Como os pedirá respeito se os desrespeitar, se os violentar? Ensina-se com exemplo. Observar sua conduta lhe servirá mais do que 1.000 sermões.

As palavras convencem, mas o exemplo arrasta

Ditado popular

Ser bons pais não é uma tarefa fácil

Nos perguntamos, o que fazer para que nossos filhos sejam bons pais? Inclusive nos inquieta saber como ser bons pais. Mas, primeiro devemos nos esforçar para ser melhores, para trabalhar a nossa personalidade. Os seres humanos são um projeto em construção, sempre podemos nos cultivar.

Ensinamos com o exemplo; enxergue o fato de ser pai como um apostolado, isso lhe será muito útil. Agora, deixamos alguns conselhos extraídos da Criança Feliz, de Rosa Jove.

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Evite o “adultocentrismo”

O adultocentrismo trata-se da forma de pensar e agir de alguns adultos que acreditam ser superiores às crianças e consideram que têm mais direitos do que eles.

É uma maneira de educar baseada na obediência cega e na ideia de que as normas são impostas de cima para baixo, ou seja, dos pais para os filhos.

Um conceito pelo qual o pai não erra nunca; e se o faz, tenta ocultar; e se o erro é muito evidente, arruma justificativas. Tudo com o objetivo de nunca pedir desculpas.

Muitos pais acreditam também que eles são os únicos que estão em possessão da verdade e não escutam as magníficas ideias que seus filhos lhes dão. Em uma família não há necessidade de atacar e nem de se defender, mas sim de conversar e compreender.

Tente fazer um exercício de humildade de quantas vezes essas coisas lhe acontecem e procure solucioná-las para conseguir criar uma criança feliz e também para fazer de seu filho uma pessoa humilde.

Compreenda-o

De 2 a 4 anos devemos deixar muito claro para nossos filhos que os compreendemos (ainda que às vezes não aceitemos seus atos).

É a época em que a independência começa (à sua maneira, claro) e é um momento em que pretendem fazer tudo sozinhos, contrariando o que querem que eles façam.

Devemos compreender isso antes de corrigir seus atos, visto que ainda que seja contrários aos nossos princípios, eles não os fazem para “irritar”, mas sim para provar coisas novas e experimentar seu entorno.

Deixá-los experimentar e compreendê-los os ajudará a serem seguros e independentes.

Compartilhe hábitos e rotinas

Aprender a tomar banho, fazer a comida, organizar seu próprio quarto é importante. O melhor é que estejam motivados a fazer as coisas porque gostam e não como um hábito.

A psicóloga Rosa Jove recomenda que deve-se instaurar os hábitos somente quando é imprescindível fazer algo e é impossível ensiná-los de forma agradável e motivadora.

Também explica que o papai deve participar ativamente nas tarefas domésticas, isto é importante para dar um bom exemplos aos filhos e é um ponto básico na conciliação da vida laboral e familiar do casal.

Esse conselho nos faz lembrar de uma imagem que rodou as redes sociais. A foto mostra meninos pequenos brincado com bonecas, dando-as de comer, carregando bebês. E adverte: a única coisa que você vai conseguir deixando seus filhos brincarem com bebês é que sejam bons pais.

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Exerça sua autoridade horizontal

Há duas classes de autoridade: uma se exerce desde a ótica da força e se impõe de cima para os que estão embaixo. A autoridade vertical: se baseia no convencimento do adulto de que ele não erra e a criança sim.

Por isso é uma autoridade que vai censurar totalmente diante de um fato negligente e o anulará mediante uma conduta imposta ou um castigo.

A outra se ganha e se trabalha com a criança ombro a ombro. Trata-se da autoridade horizontal.

Baseia-se na ideia de que diante de uma conduta negligente é preciso aproveitar as coisas boas que a criança fez (sempre há algo positivo, procure) e orientá-la sobre como melhorar sua atuação.

Se nosso filho aprende que diante de qualquer eventualidade sabemos orientá-lo, valorizando o que há de bom em sua conduta, ele mudará conscientemente seu comportamento.

Um comportamento tirânico para com as crianças, cria tiranos. A indiferença com relação ao choro da criança criará adultos indiferentes não só à dor, mas também à simples existência do outro.

– F. GRAU CODINA –

Respeite para que o respeitem

Um adulto jamais pode faltar ao respeito com uma criança. Se toleramos que um adulto não respeite, também temos de tolerar que a criança possa fazer o mesmo; porém, ninguém tem direito de faltar ao respeito com outro.

Aconteça o que acontecer somos pais e educamos com os melhores valores. Se queremos transmitir respeito não podemos perdê-lo quando nos convier, porque será o que eles farão no futuro.

A partir daí, pode ser que eles nos imitem sempre ou que às vezes não seja assim. Então é preciso educar e não perder o repeito. É preciso explicar o que se espera deles nesse momento e dar a nós mesmos como exemplo (“eu também estou com raiva, mas nunca agiria como você”).