Comer por dois não é necessário

· 11 de junho de 2017

Embora às vezes você realmente sinta vontade de comer em dobro isso não é recomendado. A crença de que agora você deve comer por dois, além de errônea, também é desnecessária uma vez que os médicos recomendam por unanimidade que você seja mais cuidadosa quanto à qualidade do alimento que come mais do que à quantidade.

A natureza é sábia e não deixar nada ao acaso. Durante a gravidez o seu corpo se torna mais eficiente em extrair os nutrientes do que você come. Consumir o dobro de alimentos não aumenta a chance de que você tenha um bebê saudável, mas resulta em um aumento de peso excessivo para você, o que levanta a possibilidade de que desenvolva certas complicações durante a gravidez.

A saúde e o crescimento de seu bebê estão diretamente relacionadas com o que você se alimenta antes e durante a gravidez. Ter uma dieta adequada é muito importante, por isso antes de cair na tentação de comer demais, lembre-se que você está comendo para um bebê, não mais para um adulto; portanto você deve procurar sempre comer alimentos de qualidade e não em quantidade.

Comer de forma saudável é o importante

Comer bem é uma das melhores medidas que você pode tomar para ajudar o bebê a crescer e se desenvolver adequadamente. Consumir uma alimentação equilibrada e saudável pode ajudar a prevenir: aumento excessivo de peso, diabetes gestacional, as chances de precisar de uma cesariana, anemia e infecções em seu corpo, também impede que você sofra de cicatrização inadequada, um parto prematuro, entre outras complicações.

Se o seu peso era o adequado na hora de engravidar o mais recomendado é o seguinte: não é necessário consumir calorias adicionais durante o primeiro trimestre, acrescente cerca de 300 calorias por dia durante o segundo trimestre, e cerca de 450 no terceiro. Se você está um pouco acima de seu peso ideal ou abaixo dele, irá precisar ajustar estas recomendações (300 calorias) de acordo com a meta de aumento de peso que o seu médico de confiança lhe aconselhar.

Você deve considerar que estas 300 e 450 calorias adicionais se somam ao seu corpo mais facilmente do que pensa. Por exemplo, com dois copos de leite desnatado e duas tortinhas de farinha, ou um sanduíche de atum, você já tem as calorias diárias adicionais que precisa durante o último trimestre.

Durante a gravidez coma o necessário

Não se sabe exatamente como o corpo de uma mulher grávida reparte os nutrientes entre ela e o bebê, os quais não só provêm da dieta, mas também das reservas nos ossos e de outros tecidos maternos. O que está comprovado é que tanto a alimentação antes da gravidez como durante, se relacionam diretamente com o desenvolvimento do bebê.

Ou seja, para garantir que o bebê receba todos os nutrientes que necessita para crescer saudável é essencial que você tenha uma alimentação adequada. Isso deverá incluir alimentos de todos os grupos e em porções apropriadas para não passar fome nem exceder as calorias necessárias.

Além disso é muito importante garantir a preparação e o consumo dos alimentos com boa higiene, pois isso irá reduzir o risco de adquirir várias doenças.

Em estudos científicos anteriores se acreditava que o bebê era o hóspede perfeito, capaz de tomar do corpo da mãe tudo o que necessitava sem importar qual fosse a alimentação da mãe. Essa crença promulgava que se em sua dieta faltava o cálcio, por exemplo, isso não prejudicaria o bebê, mas a você, porque o pequeno bebê o extrairia a partir das reservas armazenadas em seus ossos e dentes, debilitando seu organismo.

Hoje em dia os especialistas pensam que ele é quem sofre quando há escassez de nutrientes na dieta da mãe, é o bebê quem está se desenvolvendo. Inclusive acredita-se que as deficiências nutricionais durante a gravidez afetam a saúde do bebê durante toda a sua vida, o mesmo acontece com os excessos de nutrientes; por isso os especialistas fazem ênfase especial em que a alimentação seja o mais balanceada quanto possível para garantir o equilíbrio perfeito no desenvolvimento do bebê.

Algo altamente recomendado para todas as mães nesse estado é evitar totalmente as “junk foods”, pelo contrário, devem ser escolhidos alimentos que sejam ricos em proteínas, com baixo teor de gordura, baixo teor de açúcar (o açúcar só fornece calorias vazias) ou carboidratos. Os nutrientes fundamentais que seu bebê necessita são:

  • Cálcio, que ajuda no crescimento saudável do bebê.
  • Ferro, que ajuda na irrigação sanguínea do bebê e também evita a anemia na mãe.
  • Ácido fólico, que ajuda a reduzir o risco de espinha bífida (fechamento incompleto da medula espinhal), anencefalia (anomalia do cérebro) e outros defeitos de nascimento.