A falta de estímulos no bebê pode causar atrasos em seu desenvolvimento

· 14 de novembro de 2016

Nem todas as crianças são estimuladas corretamente ou com a frequência necessária. A falta de estímulos no bebê pode causar atrasos em seu desenvolvimento. Aqui está como identificar a falta de estímulos e como podemos resolver este problema à tempo.

Os bebês precisam de cuidado, amor e atenção, principalmente de seus pais e irmãos (se os tiver), pois do contrário, aqueles bebês que não têm essa interação fundamental que os motiva e entusiasma, geralmente tendem a ter diferentes níveis e tipos de atrasos em seu desenvolvimento.

A fala de estímulo pode causar leves consequências no aspecto psicológico, emocional e social, que podem ficar evidenciadas em diversos tipos de estancamentos durante seu crescimento, tais como: retrocesso com as habilidades intelectuais, dificuldade para se interessar pela sociedade, mal manejo das emoções ou autocontrole deficiente.

As reações agressivas de nosso pequeno filho em eventuais momentos são demonstrações de algumas carências que podem ter em seus primeiros meses de vida e geralmente são consequências da frustração causada pela falta de atenção, motivação e estimulação precoce.

O que é a estimulação precoce e para que serve?

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“A estimulação ou atenção precoce consiste em proporcionar ao bebê e à criança as melhores oportunidades de desenvolvimento físico, intelectual e social para que suas capacidades e habilidades lhe permitam serem melhor do que teriam sido sem esse ambiente rico em estímulos intelectuais e físicos de qualidade”.

A estimulação é uma ferramenta que todas as mães devem aprender a desenvolver durante o crescimento do bebê e serve para solidificar a personalidade, autoestima e integração social.

É imperativo que as crianças sejam muito bem estimuladas desde quando estão no ventre materno até os 7 anos de idade, devido ao fato de que nesse período de tempo seu cérebro é muito moldável.

O amor é o principal estímulo positivo de um bebê, sua carência pode repercutir negativamente em sua integração com a sociedade e favorecer o déficit de atenção.

Como identificar a falta de estímulos no bebê?

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As mães conhecem de forma instintiva seus bebês, mas às vezes não se dão conta de certos aspectos que talvez não ocorram com absoluta normalidade. Algumas formas de reconhecer se nosso filho precisa de estímulos são as que mencionaremos a seguir:

  • Processo lento de motricidade grossa.
  • Manipulação deficiente da motricidade fina para a sua idade.
  • Dificuldades para superar atividades básicas como engatinhar.
  • Timidez extrema.
  • Problemas de linguagem ou lentidão para começar a falar.
  • Baixa autoestima (o uso frequente de palavras tais como: não posso, é porque não sei, etc…).
  • Pouca relação interpessoal.

O que fazer diante da falta de estímulos?

Uma vez que tenhamos detectado alguma conduta de nosso pequenino que nos indique que existe uma falta de estímulos e dependendo de seu nível ou complexidade, podemos tomar algumas ações em casa e/ou combiná-las com ferramentas sugeridas por algum profissional da área segundo a descoberta.

  • Em cada etapa do crescimento de nosso bebê é possível aplicar estímulos ou atividades que podem desenvolver segundo sua idade, tais como: dançar, cantar canções infantis e brincar de esconde-esconde.
  • Os abraços, beijos, massagens, sorrisos e conversas, são estímulos que representam amor, paciência e serenidade. Essas ferramentas servirão para fortalecer o vínculo que há com o seu bebê.
  • O estado de humor de seu bebê pode mudar apenas pelo fato de ele sentir que não está recebendo atenção o suficiente. Sob nenhuma circunstância se educa ignorando, podemos oferecer ajuda explicando, repetindo e demonstrando.
  • A forma mais fácil de mudar o humor de nosso filho é abraçando-o e tendo uma aproximação prolongada; quanto mais tempo ele queira ficar aninhado em seus braços, melhores serão os resultados, mais positivos e satisfatórios.
  • A ajuda profissional é uma excelente opção para casos mais complexos que poderiam ajudar nosso filho em áreas psicomotora, cognitiva e emocional.
  • As terapias de grupos permitem a socialização com outros pequenos com as mesmas dificuldades, integrando música, formas, cores e exercícios específicos para a aprendizagem que podem ser aplicados depois, em casa.

Desde que um bebê nasce, tem a necessidade de conhecer e descobrir o mundo que o rodeia, apoiá-lo durante esta etapa com uma boa estimulação (cheia de muito amor) terá um retorno positivo em muitos aspectos de sua vida e do círculo de pessoas que o rodeia.