Criar um filho sozinha: uma experiência difícil, mas maravilhosa

· 15 de junho de 2017

Criar um filho sozinha não é o fim do mundo. São muitos os pais e mães que assim o quiseram, outros, no entanto, enfrentam este desafio após experimentar o abandono do companheiro (a) ou inclusive a perda física da pessoa amada. De qualquer forma, devemos ser claros: criar um filho sendo solteiro (a), é uma experiência complexa, mas pode converter-se no melhor de nossas vidas.

Embora seja verdade que até há pouco tempo criar um filho sozinha  era mal visto, hoje em dia as coisas mudaram bastante. Existem pessoas que assim o escolhem, existe quem não deseja essa educação compartilhada, e existe quem busca viver a experiência sem um (a) companheiro (a). É uma opção respeitável que cada vez vemos com mais frequência.

Por outro lado, e talvez em maior número, existem os que sofreram o abandono de quem até há pouco tempo atrás, era tudo; que nos prometeu amor eterno e eterna cumplicidade até que chegou a gravidez. Momento diante do qual, somente os valentes e quem entende de responsabilidade e de amor sábio e digno, o enfrentam, e não por obrigação, mas por desejo, ilusão e felicidade.

Seja como for, não é nosso objetivo aprofundar-nos na razão pela qual uma mãe (as vezes um pai) se vê na obrigação de cumprir ambos os papéis. Hoje em “Sou Mamãe”  queremos lhe falar sobre algumas estratégias que podem lhe ajudar no dia a dia, e com as quais você pode conseguir algo que já sabe: ser mais forte do que parece e viver o que será a melhor etapa da sua vida.

A verdade sobre criar um filho sozinha

A verdade sobre criar um filho sozinha não é simples: é algo difícil. É possível que os outros vejam uma mulher valente, uma mãe que sempre tem um sorriso no rosto quando leva seu filho daqui para lá, mas em seu interior ocorrem muitas coisas, muitíssimos pensamentos e sensações nas quais vamos a refletir um pouco.

como criar um filho sozinha

O medo de não ser capaz de tudo está presente

A mãe que cria seu filho sozinha dá o melhor de si mesma ao bebê ou a essas crianças ainda que sejam pequenas. Se sente feliz ao vê-las descansar tranquilas em suas camas, mas quando ela o faz, quando ela se deita, é comum que acorde mais de uma vez com uma sensação de sufoco no peito.

A ansiedade e o medo estão presentes e se eu não for capaz de tudo? E se este mês me demitirem do trabalho? E se eu tiver que pedir ajuda aos meus pais outra vez? E se agora meu filho adoecer novamente, o que me dirão no trabalho?

● Estes pensamentos são normais, não são medos irracionais, são medos reais que a mãe que cria seus filhos sozinha terá mais de uma vez. No entanto, cada dia é uma nova oportunidade, e em cada dia você consegue coisas incríveis.

Criar um filho sozinha pode nós dar a obrigação de ser “mãe” e “pai” ao mesmo tempo

Este é um erro muito comum que podem cometer muitas mães e pais que criam seus filhos sozinhos: pensar que devem cumprir os dois papéis ao mesmo tempo.

Temos de ser claros sobre algo muito simples: nós já somos tudo para nossos filhos. Não há necessidade de exercer o clássico papel do pai que é autoritário e que vai trabalhar e da mãe que fica em casa, que é acolhedora e carinhosa. Temos que aceitar que tanto os homens como as mulheres podemos realizar todas essas ações.

● Podemos ser seus confidentes, seus guias, seremos os que colocam limites, os que lhes digam o que é certo e o que é errado, seremos sua principal fonte de amor… Seremos tudo.

A mãe que cria um filho sozinha também precisa de uma vida social

A mãe que cria um filho sozinha corre o risco de concentrar toda a sua atenção, sentimentos, pensamentos, e preocupações nessa criança, até o ponto de esquecer-se de si mesma.

● Você deve ter muito cuidado com esta abordagem porque se não cuidamos de nós mesmas, se não dispormos de pequenos momentos para relaxar, e para ter uma vida social, podemos acabar desenvolvendo uma depressão.

Permita que sua família lhe ajude, descanse de vez em quando, aceite o apoio dos familiares.

Seria bom que você tivesse um bom grupo de amigas, pessoas com as quais possa desabafar, rir, dar uma saída, compartilhar experiências.

Por sua vez, também não tenha medo de conhecer outras pessoas, possíveis parceiros…. Ser mãe solteira não lhe exclui do mercado afetivo, você pode amar de novo se assim o desejar.

A figura do pai ausente e como devemos falar dele para nossos filhos

Cedo ou tarde nosso filho perguntará pelo pai ausente ou pela mãe ausente. Pelo seu bem, e pelo seu desenvolvimento emocional adequado é conveniente não transmitir-lhe um ódio por essa figura, e também não cair na ‘idealização”.

● As crianças precisam de sinceridade e acima de tudo que se transmita essa calma emocional onde não se desenvolvam ódios precoces ou idéias infundadas.

● Devemos transmitir maturidade e equilíbrio, ensinar à criança que formam uma boa equipe, que estão bem sendo dois.

Criar um filho sozinha

 

Para concluir, ser um pai solteiro ou uma mãe solteira não é fácil e todo dia é um desafio, mas a união que estabelecemos como nossos filhos é maravilhosa, e isso é algo do qual você deve se orgulhar todos os dias: de estar fazendo-o muito bem.