Diga sim à amamentação! Conheça todos os seus benefícios!

· 31 de outubro de 2016

A melhor opção de alimentação em todo o planeta é a que se inicia com a amamentação materna durante a primeira hora de vida, é um fato comprovado cientificamente. A amamentação materna exclusiva durante seis meses completos oferece ao bebê os nutrientes e anticorpos necessários para a sua idade. Acredite, não há nada melhor!

O corpo humano é tão maravilhoso que uma mãe pode satisfazer a fome de seu bebê imediatamente amamentando-o. Isso não é só uma vantagem prática, pois durante as últimas décadas acumularam-se provas sobre as vantagens sanitárias da amamentação materna.

Agora, depois de corroborar centenas de estudos, a Organização Mundial da Saúde (OMS) pôde afirmar com plena segurança que a amamentação materna reduz a mortalidade infantil e tem benefícios sanitários que chegam até a idade adulta.

De fato, a OMS recomendam a amamentação materna exclusiva durante os seis primeiros meses de vida e a partir de então seu reforço com alimentos complementares pelo menos até a criança completar os dois anos. Também é feito assim por milhares de pediatras, mamães e avós ao redor do mundo. É muito pouco provável que a ciência e a experiência estejam equivocados.

Para que as mães possam praticar a amamentação exclusiva durante os seis primeiros meses, a OMS e a UNICEF recomendam:

  • Iniciar a amamentação durante a primeira hora de vida.
  • Praticar a amamentação exclusiva, ou seja, proporcionar unicamente leite materno, sem outros alimentos ou bebidas, nem sequer água.
  • Dar o peito quando a criança pedir, seja de dia ou a noite.
  • Não usar mamadeiras, chupetas ou chuquinhas.

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Benefícios para ambos

A amamentação melhora a saúde materna a curto e longo prazo; pode contribuir para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio com os quais muitos países e agências estão comprometidos, em particular os que querem reduzir a mortalidade das crianças e melhorar a saúde materna.

As vantagens de dar peito não só se resumem a dados numéricos e provas científicas, também têm a ver com o amor e os momentos aconchegantes entre a mãe e seu bebê, visto que a amamentação requer que a mãe dedique algum tempo silencioso e relaxado para ela mesma e seu bebê.

Este tempo os ajuda a estreitar seu vínculo. O contato físico é importante para os recém-nascidos porque os ajuda a se sentir mais seguros, quentes e confortáveis.

As mães que amamentam podem ter uma confiança maior em si mesmas e a se sentirem mais próximas e unidas a seus bebês.

Porém, é preciso considerar que nem a amamentação garante que a relação afetiva entre mãe e filho vai ser adequada e nem que a falta de amamentação impossibilita que assim seja.

Mas, quando a amamentação é desfrutada por ambos, é um elemento de reforço muito positivo.

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Pontualmente, o leite materno previne o bebê de sofrer de:

  • Infecções de ouvido
  • Vírus estomacais
  • Diarreia
  • Infecções respiratórias
  • Dermatite atópica
  • Asma
  • Obesidade
  • Diabetes

Os benefícios mais importantes e mais visíveis da amamentação materna consistem na saúde imediata e sobrevivência do bebê. As taxas de diarreia, as infecções das vias respiratórias, a otite média e outras infecções, assim como as desfunções causadas por estas doenças, são menores nas crianças amamentadas do que naquelas que não são.

– Organização Pan-americana de Saúde – 

O leite materno é o suficiente

O leite materno difere do leite de fórmula. O colostro, que é o primeiro leite materno, amarelado e espesso, produzido durante a gravidez e imediatamente após o parto, dá ao bebê o melhor início na vida.

Ele contém nutrientes e anticorpos que protegem o bebê quando ele chega ao mundo.

Para a maioria dos bebês, o leite materno é mais fácil de digerir do que o leite de fórmula. O estômago dos bebês demora a se adaptar à digestão das proteínas presentes no leite de fórmula porque elas provêm do leite de vaca.

E não se preocupe com a quantidade de leite, ainda que o bebê só receba uma pequena quantidade de colostro em cada alimentação, essa quantidade equivale ao que seu pequeno estômago pode armazenar. O estômago de um recém-nascido é pequeno.

Um dos temores ou preocupações mais comuns das mães é a quantidade de leite que o bebê está tomando; lembre-se que seu estômago é pequeno e que ele tomará o que for necessário para saciar sua fome.

Os pediatras de todo o mundo recomendam que os bebês recebam só leite materno durante os primeiros meses de vida. Isso significa não dar ao bebê nenhum outro tipo de alimento sólido e nem líquido – nem sequer água – durante esse tempo.

Nem tudo é cor de rosa

O apoio das mães é essencial, afirma a OMS. A lactância materna requer aprendizagem e muitas mulheres têm dificuldades no início. As dores nos mamilos são frequentes e o medo de que o leite não seja suficiente para manter a criança.

Considere que para fomentá-la há centros sanitários que prestam apoio à amamentação materna, colocando assessores qualificados à disposição das mães.

Graças à uma iniciativa da OMS e da UNICEF, atualmente há em 152 países mais de 20.000 centros “amigos das crianças” que prestam esse apoio e contribuem para melhorar a atenção às mães e aos recém-nascidos.