O que é a toxoplasmose?

17 de novembro de 2016

É uma infecção que se espalha através da ação de um parasita chamado Toxoplasma gondii que pode afetar qualquer adulto saudável, mas que precisa de cuidado em mulheres grávidas. Esta condição não merece uma atenção especial quando afeta uma pessoa em condições normais, mas representa um risco potencial para o feto quando a mãe está infectada.

A toxoplasmose também é perigosa quando ataca pessoas que possuem um sistema imunológico fraco, mesmo quando é benigna em todos os casos. No entanto, ser benigna não significa que não seja capaz de trazer consequências graves; uma vez que gera uma série de efeitos adversos, especialmente nas grávidas.

No entanto, esta infecção é comum em todos os países e afeta cerca de dez fetos entre dez mil, mas a maior preocupação que existe com este problema é que o organismo infeccioso está presente em muitos lares.
O parasita que a causa está presente principalmente em gatos e é transmitida aos humanos por meio dos ovos que deposita nas fezes dos gatos.

Mas não é suficiente que existam gatos na casa, mas também que tenham dentro de si o parasita. Porém, para que os ovos da toxoplasmose cheguem ao organismo humano é necessário:

  • Descuidar da higiene no preparo dos alimentos, especialmente os de origem vegetal.
  • Comer a carne de algum animal infectado, sem cozinhar o suficiente. A carne de cordeiro é particularmente afetada.
  • Não lavar as mãos corretamente quando entrar em contato com o animal, suas fezes, solo ou locais onde o animal repousa.

Sintomas, diagnóstico e tratamento da toxoplasmose

Os sintomas desta infecção são muito leves, geralmente não são se percebe nada além de febre de 38 ºC, o desenvolvimento de pequenas glândulas do pescoço, vermelhidão moderada da retina ou dores musculares. Os sintomas geralmente desaparecem espontaneamente.

Para diagnosticar a presença de toxoplasmose, é necessário realizar um exame de sangue que dê resultados positivos para a presença do anticorpo antitoxoplasma. Após a detecção não é habitual um tratamento específico e não existe vacina; Geralmente esta doença começa a desaparecer por conta própria.

No caso de mulheres grávidas, se o diagnóstico mostra uma sorologia positiva não é motivo de preocupação, pois já padeceu da infecção e portanto não tem nenhum risco.
Mas se o positivo ocorre durante a gravidez, ou seja, se a mãe é infectada durante a gravidez é obrigatório o controle de infecção.

Um diagnóstico preventivo deve ser realizado obrigatoriamente nas mulheres grávidas do mundo todo, esta avaliação é permanente durante a aplicação do teste pré-natal; pois a maior complicação surge quando a gravidez já ocorreu e não antes.

As ações nestes casos são a avaliação regular do feto e da mãe por meio de ultra-sons e da obtenção de sangue do cordão umbilical perto de vinte semanas de gestação. O tratamento durante a gravidez é aplicado para evitar a contaminação do feto e se realiza com antibióticos, que também são administrados para o recém-nascido, se este vier a ser afetado.

Complicações da toxoplasmose em mulheres grávidas

As complicações em caso de gravidez são produzidas quando a infecção se espalha para o feto, isso não acontece em todos os casos; porque se for detectado a tempo, o controle de seu avanço impede que o organismo ultrapasse a placenta. Mas pode causar problemas graves se for infectado.

Quando a gravidez está no primeiro trimestre ocorre o período de maior risco para o feto se for infectado com a toxoplasmose. Uma eventual contaminação poderia levar ao aparecimento de alterações neurológicas ou cardíacas e inclusive pode levar à morte do feto.

A infecção do feto pode produzir especialmente danos cerebrais, tais como retardo mental, convulsões, deficiência motora e determinadas condições de doença hepática definitivas.

Da mesma forma os bebês podem ter apresentar malformações oculares após vários anos da infecção, isto é, que embora o bebê nasça normal, com o tempo pode ficar doente. Isto é conhecido como a toxoplasmose congênita, que envolve o acompanhamento da doença por pelo menos durante o primeiro ano após o nascimento.

Sabe-se que em 50% dos casos, a mãe não chega a infectar o feto e também que quase 80% das infecções não resultam em problemas sérios; portanto o bebê  mesmo infectado pode nascer normal.