Os perigos da desidratação infantil

10 de abril de 2017

Cuidar de uma criança não é tarefa simples porque é preciso ficar atento a milhões de fatores que podem prejudicar seu bem-estar. Por essa razão, quando apresentam certas doenças ou a atividade física deles é mais dura, não podemos descuidar deles, é necessário dar água para eles regularmente para evitar a desidratação.

Essa deficiência é mais recorrente nos pequeninhos do que nos adultos, por isso é preciso prestar atenção a isso. Mas com certeza você deve estar se perguntando: o que é a desidratação?

O que é a desidratação

A desidratação é a falta de líquido necessário que o nosso corpo exige, isso acontece, principalmente, se aparecem náuseas, diarreia, transpiração ou febre.

Esse problema pode ser leve ou fácil de ser solucionado; Se moderado aí que se deve recorrer ao pediatra; ou severo com resultados complicados e em alguns casos críticos.

A desidratação se acentua principalmente em casos de vômito e diarreia

Desde muito pequeninhos, as crianças precisam beber água, sobretudo, se não seguem uma dieta baseada exclusivamente na amamentação.

Geralmente, as fórmulas lácteas contêm mais ferro do que o leite materno e as crianças poderiam apresentar dificuldades para evacuar. Por esse motivo, os pediatras insistem que é preciso oferecer-lhes água para ativar o processo digestivo das crianças.

Agora bem, na medida em que os pequeninos de casa vão crescendo e começam a descobrir o mundo que os rodeia, começam a gastar mais energia e, consequentemente, a ingestão de água se torna cada vez mais importante.

Quantos litros de água o meu filho deve beber?

O corpo de nossos filhos é composto por mais ou menos 80% de água; diferentemente dos adultos que é formado por apenas 65%. Isso quer dizer que as crianças precisam de uma reposição hídrica maior.

Quando a mãe decide iniciar o processo de desmame é fundamental acrescentar água à alimentação do bebê. Nesse ponto, é normal que surja a dúvida: quanta água meu filho deve beber? Isso vai variar em fundação de seu peso:

  • Um amamentado de três meses, com peso médio de 5,5 kg, precisa beber entre 750 e 850 ml.
  • Aos seis meses, deveriam tomar aproximadamente 1.100 ml.
  • Ao chegar ao primeiro ano, pelo menos, uns 1.3000 ml.

Como reconhecer a desidratação infantil?

Pois bem, nunca devemos nos esquecer de manter nossos filhos sob observação para saber se estão bem ou não. Por isso, vamos mostrar a você quais são os sinais claros de desidratação e como agir diante desse quadro:

  • Boca e lábios secos
  • Falta de energia e estado de letargia
  • Quando chora, não saem lágrimas
  • Passa mais de seis horas sem urinar
  • A urina é eliminada com a coloração amarelada escura e tem um forte odor

Se além desses sintomas, ele apresentar olhos profundos, enjoo, mãos e pés frios, sonolência e nervosismo, vá imediatamente ao hospital porque seu bebê poder estar apresentando um quadro grave de desidratação.

A saúde dos menores não é brincadeira, por isso nunca será um exagero levá-los ao médico para que ele examine sua condição física. Em casos que não são graves, com certeza, o pediatra vai recomendar a você que ofereça aos seus filhos uma quantidade suficiente de água, e outros líquidos, como soro para repor a quantidade perdida de eletrólitos.

Algumas bebidas eletrolíticas ajudarão seu filho a se recuperar mais rápido

Sob nenhuma circunstancia trate de substituir essa preparação pelas bebidas isotônicas que ajudam a recuperar o equilíbrio corporal, devido ao fato de possuírem uma concentração de açúcar maior.

Casos especiais

Dependendo de como se sinta a criança, lembre-se de prestar atenção aos sintomas que já mencionamos, conforme os seguintes casos:

  • Diarreia: evite oferecer-lhes sucos ou medicamentos de venda livre para diarreia. Tente garantir que ele vá beber a quantidade suficiente de água e, se o médico considerar necessário você poderá dar-lhe uma bebida eletrolítica.
  • Febre: garanta que ele beba muitos líquidos. Se ele tiver dificuldade para ingerir, fale com seu pediatra.
  • Vômito: tente fazer com que ele tome com uma colherinha, a cada dez minutos. Se em duas horas você observar que ele recusa o líquido, dobre a dose.
  • Não quer ingerir água: provavelmente, esteja sentindo dor de garganta ou outro incômodo que devemos descobrir. Pergunte ao seu médico de confiança e convença-o a tentar fazer a criança beber pequenos goles desse líquido vital.

É preciso levar em consideração que as bebidas frias podem lhe trazer um pouco mais de alívio, mas sugerimos a você que evite sucos cítricos porque podem causar uma sensação de ardência na garganta ou piorar o mal-estar estomacal dele.

A saúde de nossos bebês depende de nós e, pouco a pouco, vamos aprendendo a cuidar deles melhor. Não fique desesperada em momento algum, se você não souber o que fazer, faça uma consulta com outras mamães ou com o médico e verá que eles ajudarão você a encontrar uma solução para cada caso.