Anestesia epidural ou raquidiana, qual é a diferença?

10 Setembro, 2018
Existe uma grande diferença nos tipos de anestesia neuroaxial, mas também há confusão neste caso. A anestesia epidural ou raquidiana são fármacos manipulados por um anestesista.

O anestesista é o médico responsável por aplicar as anestesias por meio de injeção na coluna vertebral ou ao seu redor para bloquear ou insensibilizar a dor no corpo.

Nos casos mais conhecidos, a anestesia epidural serve para evitar a dor no parto. No entanto, a epidural ou raquidiana podem ser utilizadas em operações na região do abdômen, da pélvis, das pernas e dos pés. Ao aplicar essas anestesias, o paciente fica acordado. Elas também são de peridural e espinhal, respectivamente.

Como sabemos, dentro da coluna vertebral, em seu canal semicentral está a medula espinhal, que é revestida por várias camadas. A este respeito, é indispensável saber que essas anestesias são utilizadas em dois lugares específicos. Um é dentro da dura-máter onde há líquido cefalorraquidiano, e o outro fora dela, onde permanece sempre seco.

Anestesia epidural

Anestesia epidural ou raquidiana e suas diferenças

  • O lugar. A anestesia epidural é introduzida no paciente por fora da dura-máter, ou seja, na camada mais espessa das que revestem a medula espinhal. Em contrapartida a raquidiana, se administra ao paciente no espaço raquidiano, como o nome indica, dentro da dura-máter.
    • Outra diferença do lugar onde se administra ao paciente é que a epidural é aplicada na camada que já está seca. Por outro lado, a raquidiana é aplicada num lugar úmido. Ou seja, é preciso esperar que saia um pouco de líquido para ter certeza de que a agulha entrou na dura-máter para aplicar a anestesia.
  • O tempo. A epidural é muito mais lenta. Leva aproximadamente 20 minutos para que faça efeito. No entanto, é de efeito longo e se utiliza principalmente em parto normal. Em contrapartida, a raquidiana é muito mais rápida, demora poucos segundos para fazer efeito. No entanto, sua duração é limitada e é utilizada para a cesárea.
  • A quantidade. Como foi dito anteriormente, a camada da dura-máter é mais espessa e resistente. Por essa razão, a anestesia epidural precisa de maior quantidade para alcançar o objetivo final. Ao passo que a quantidade de anestesia raquidiana é pouca porque vai diretamente dentro da dura-máter, banhando a medula espinhal.
  • A espessura da perfuração. Para administrar a anestesia epidural, é preciso realizar uma perfuração mais grossa, frequentemente se deixa um cateter no local. Portanto, deve-se administrar o medicamento em doses repetidas para lidar com as dores prolongadas. Utiliza-se comumente nos trabalhos de parto por esse motivo.
    • Na raquidiana utiliza-se uma perfuração menor que na epidural. O anestesista injeta dentro do líquido da medula espinhal, o que geralmente é feito somente uma vez. Assim, o cateter não é necessário. Mas durante o procedimento devem-se revisar os níveis de oxigênio no sangue, o pulso e a pressão arterial.
Anestesia epidural

Ambas as anestesias requerem cuidados posteriores

Depois de um parto ou operação, com a anestesia epidural o paciente ficará de cama até recuperar força nas pernas para caminhar de forma segura. No caso da anestesia raquidiana, deve-se deixar o paciente de cama por várias horas para evitar dores de cabeça. Também se sabe que ambas as anestesias podem causar náuseas, tonturas e cansaço.

Embora essas anestesias sejam muitos seguras, a anestesia epidural ou raquidiana podem causar outras complicações, como as seguintes:

  • Hérnias na área da aplicação
  • Alergia à anestesia
  • Pré-eclâmpsia, pressão arterial elevada
  • Dor de cabeça forte
  • Dificuldade para urinar
  • Danos pneumológicos
  • Queda da pressão arterial

Esclarecer muitas dúvidas ajudará a tornar a operação ou o parto mais seguros, rápidos e sem nenhum tipo de risco. É recomendável fazer todas as perguntas necessárias ao médico especialista que tratará da situação.