Como agir em casos de soluço, febre ou vômito

· 7 de novembro de 2016

Entre os sustos mais comuns que os pais costumam receber  nos primeiros meses de vida de seu filho e se prolongam por vários anos, estão, sem dúvidas, o soluço, a febre ou o vômito; mas estas condições também se encontram entre as mais normais, porque são uma reação do corpo contra algum agente estranho.

Ainda que não estejam relacionados entre si estes estados são tratados em conjunto porque são a principal causa de alarme em crianças saudáveis. Embora não se possa comparar soluços com febre, porque um é mais grave do que o outro, ambos devem ser controlados adequadamente para que não prejudiquem a criança posteriormente.

Uma das características que estes estados têm em comum, é que não podem ser prevenidos, pois uma criança apresenta febre depois que foi afetada por algum vírus ou bactéria que, em geral, não sabemos como chegou em seu organismo.

O vômito, por sua vez, também é uma resposta a algum agente que já se encontra presente no corpo, e o soluço é um movimento involuntário que exerce pressão no diafragma e que começa sem razão aparente.

Nesse artigo falaremos mais sobre como atuar diante de casos de soluço, febre e vômito. Confira.

Um inimigo perigoso: a febre na criança

Ainda que não seja uma doença em si, a febre é um perigoso indicativo de que algo mais grave está acontecendo no corpo. Em geral se apresenta em crianças pequenas quando algum agente patógeno entra em seu organismo.

febre no bebê

A febre é sempre digna de preocupação, mas só quando é persistente e quando a temperatura fica acima dos 37 graus é que estamos falando de algo mais sério.

As infecções virais que são muito comuns na maioria dos casos são as que dão origem à febre; mas elas não são causa de alarme e em geral não requerem tratamento.

O que se deve fazer em caso de febre?

Dependendo do tipo de febre, a criança pode estar mais ou menos decaída; por isso é preciso observar que outros sinais de mal estar ela apresenta. Uma febre que passa dos 38º, mas é do tipo viral, é normal que desapareça em um prazo não maior do que 32 horas. Se persistir por mais de dois dias, deve-se consultar um especialista.

Enquanto a criança tem febre recomenda-se:

  • Diminuir a temperatura corporal por meio de remédios caseiros, além de abaná-la, despi-la e umedecê-la.
  • Controlar a temperatura constantemente.
  • Administrar doses mínimas de acetaminofen, segundo indicação médica.
  • Algumas mães dão banho em seus filhos para diminuir a temperatura, esta ação é recomendável só se usar água à temperatura ambiente ou morna, nunca fria.
  • Dar muito líquido para beber.

O vômito em crianças

É um sinal de que existe algum agente patógeno no organismo ainda que possa estar relacionado a algum elemento que afeta o estômago, na realidade é alarme de um vírus, da presença de alguma bactéria ou infecção em geral.

O vômito em crianças muito pequenas é um motivo de preocupação para os pais, porque como sabemos, é sintoma de algo maior e eles não podem expressar como se sentem. Além disso o vômito pode causar o esgotamento da criança.

Apesar de que nem todas as causas do vômito são graves é preciso distinguir que a intervenção de um adulto ou um especialista deve ser imediata, porque a criança deve ser assistida enquanto expulsa o conteúdo de seu estômago.

É provável que a criança melhore consideravelmente depois de vomitar, o problema é quando isso se repete por um amplo espaço de tempo. Por exemplo, se a criança vomitou por mais de dois dias é preciso a intervenção de um especialista.

o que fazer em caso de soluço da criança

Como manejar um caso de vômito?

  • Regular os horários de alimentação.
  • Procurar fazer com que o a criança não coma mais do que o correspondente ao seu tamanho.
  • Cuidar da higiene das mãos.
  • Ser restrito com a esterilização dos objetos que entram em contato com o bebê.
  • Cumprir com a limpeza dos alimentos.
  • Manter a criança hidratada.
  • Nunca deixá-la sozinha enquanto vomita.
  • Ficar atenta a qualquer outro sinal de mal estar, febre, perda de apetite, dor ou diarreia.

Porque nos preocupamos com o soluço?

O soluço em geral é transitório e quase nunca é causado por uma condição grave, algum tipo de problema de saúde preocupante ou de cuidado; mas quando é prolongado pode ser alarme de doenças neurológicas, gástricas ou metabólicas.

Um bebê tem soluço pelas mesmas razões que os adultos tem, mas os pais costumam se preocupar mais porque as contrações de seu pequeno corpo não parecem normais e isso parece excessivamente incômodo para ele.

Como agir diante de um caso de soluço?

Assim como o soluço aparece de forma estranha, o método pra detê-lo também o é; ou seja, não se sabe com precisão qual das opções pode funcionar melhor em cada caso.

Para lhe ajudar a resolver esta inquietude com o bebê, recomendamos que atue da seguinte maneira:

  • Evite que o bebê coma ou beba muito rápido.
  • Não deite-o imediatamente depois de comer.
  • Tenha o costume de colocá-lo para arrotar durante e depois de comer.
  • Facilite a respiração adequada.
  • Mantenha-o hidratado.