Descubra a dor que as mães sentem durante o parto

· 20 de dezembro de 2018
Profundo, intenso, envolvente. Realmente é muito complexo tentar definir o parto ou, pelo menos, descrevê-lo.

“Agonia pura”, geralmente muitas mulheres definem assim a dor que a maioria sente durante o parto. É inexplicável como o amor anestesia nosso corpo para que esse momento único seja tolerável.

Como vocês podem deduzir, a ciência se pronunciou a respeito.

Inclusive forneceu interessantes comparações que nos aproximam de uma abordagem superficial do que sente toda mãe no dia mais importante da sua vida.

“Da mesma dor, virá o novo amanhecer”, reza a poesia de uma canção popular. Nada melhor para descrever essa data na qual se conhece o verdadeiro amor de nossas vida.

“O mundo exige resultados. Não conte aos outros as tuas dores do parto. Mostre a criança”

– Indira Ganghi –

A dor das gestantes, em números

Segundo diversos estudos científicos, o corpo humano pode tolerar até 45 unidades de dor. No entanto, as mulheres que dão à luz mediante um parto natural ultrapassam amplamente tal valor.

Durante o parto, uma mãe pode chegar a experimentar aproximadamente 57 unidades de dor. Mas isso não é nada. Porque mesmo que esse dado possa parecer ínfimo ou se você está profundamente surpreendida, mesmo assim, não pode ignorar suas equivalências.

Segundo os pesquisadores, a dor que toda mãe sente durante o parto normal se equipara ao da quebra simultânea de 20 ossos. Nada mais, nada menos. Tão assombroso e curioso, como sinceramente admirável é a valentia e a força feminina nesse maravilhoso ato de amor.

durante o parto

“Dar à luz é a única dor da vida que vale a pena sofrer”

– Anônimo –

Com certeza você agora está se perguntando: “é possível medir a dor alheia?”. A verdade é que existe outro estudo no qual se afirma que, quando falamos de tal sofrimento, nos referimos à resposta das células nervosas (nociceptores).

Elas reagem às dores que ultrapassam determinado limiar, enviando sinais para a medula espinhal e ao cérebro.

É daí que resulta a dor, em uma reação que tenta acalmar esse incômodo ou mal-estar. O estudo conclui que é muito complexo medir a dor, visto que é uma sensação subjetiva.

Tudo pelo amor da mãe pelo filho

Seja como for, a grande maioria das mãe que enfrentaram esse – ainda mágico – momento, sabem perfeitamente do que falamos.

Por isso, acreditarão totalmente em certas equivalências estabelecidas. Mas sabem muito bem que isso não é o mais importante, ou o que mais se lembram do “seu dia especial”.

Porque definitivamente o amor de uma mãe pelos filhos é bem mais forte que qualquer sofrimento. Trata-se da força motriz que nos empurra a conseguir aquilo que pensávamos ser impossível.

Nos dota de uma coragem e uma fortaleza que desconhecíamos profundamente. Nos impulsiona a seguir, a vencer todos os obstáculos. A esquecer as dores, a derrubar temores e desfazer dúvidas.

Nossos filhos, dessa maneira, se transformam nessa fraqueza que nos torna seres realmente poderosos. Nos enchem de energia, nos empurram para conseguir coisas impossíveis.

durante o parto

“Existem lugares no coração que você não descobre até amar um filho”

– Anne Lamott –

Por isso e por muito mais, estamos diante de uma nova oportunidade para agradecer nossas mães por nos dar a vida. Guerreiras do amor, artesãs da vida, protetoras de sonhos. Graças a elas, chegamos a esse mundo e também devido a elas somos o que somos. 

Definitivamente, celebramos mais do que uma questão meramente biológica, mas também social. Visto que tanto faz se o filho nasceu por parto natural ou cesárea. Afinal de contas, no fundo se esconde esse mesmo amor que não conhece limites, mas sim que sabe o que é o esforço, sacrifício e dedicação.