Meu filho tem medo de fogos de artifício: o que devo fazer?

21 Outubro, 2020
O medo é uma emoção normal, mas às vezes pode ser paralisante. Vamos falar sobre o medo de fogos de artifício em crianças e dar algumas dicas para ajudar o seu filho a superá-lo.

Em muitos países, é comum usar fogos de artifício em festas e eventos com comemorações. Mas nem todos gostam desses ruídos altos e estridentes. Na verdade, muitas crianças têm medo dos fogos de artifício. O seu filho é uma delas? Se esse for o caso, você deve ler este artigo com atenção, pois vamos explicar o que você pode fazer nesses casos.

Antes de abordar esse assunto, devemos esclarecer que o medo é uma emoção completamente normal e natural do ser humano. Trata-se de uma resposta adaptativa do corpo diante de uma situação considerada perigosa ou ameaçadora e que, portanto, atenta contra a própria sobrevivência.

Meu filho tem medo de fogos de artifício: o que devo fazer?

Se o seu filho tem medo de fogos de artifício, primeiramente você deve saber que não é conveniente fugir ou evitar as situações em que esses pequenos explosivos são utilizados, tais como festas, festivais, comemorações particulares, etc.

Meu filho tem medo de fogos de artifício

Isso pode ser contraproducente. É verdade que a criança ficará momentaneamente aliviada, mas se ela nunca for exposta aos seus medos irracionais, será impossível conseguir superá-los. E isso pode afetá-la enormemente a longo prazo.

Então, o que você pode fazer para ajudar o seu filho a lidar com o medo dos fogos de artifício? A seguir, vamos dar algumas ideias.

Antecipar eventos

Se você for a um local onde haverá fogos de artifício, é importante que o pequeno seja informado disso com antecedência. Explique que, em um determinado momento, ele vai ouvir ruídos altos produzidos pela pólvora. No entanto, ele não deve se preocupar, porque isso faz parte da festa ou comemoração da qual vocês vão participar.

Além disso, para que a exposição não seja tão agressiva, antes de viver a experiência real, vocês podem ver juntos em casa, alguns vídeos de festas em que são usados fogos de artifício.

Agir normalmente

Acima de tudo, mantenha a calma. Se o seu filho tiver medo de fogos de artifício, ele provavelmente vai ficar nervoso e até mesmo pode começar a chorar descontroladamente.

Diante dessa situação, é preciso agir com total normalidade, pois se a criança perceber que as outras pessoas não ficam assustadas com o barulho, ela vai entender que não se trata de algo perigoso e, aos poucos, ela pode deixar de sentir esse medo irracional em relação aos fogos de artifício.

Mostre compreensão diante da situação

É preciso ter empatia e entender que o pequeno realmente pode estar passando por um momento difícil. Nesse caso, a comunicação é essencial. Converse com o seu filho cara a cara e explique que você também sente medo em certas situações, mas que está ao lado dele para protegê-lo e garantir que nada de ruim aconteça com ele.

Medo ou fobia dos fogos de artifício?

Se você acha que o medo que o seu filho sente diante do barulho dos fogos de artifício é excessivo e incapacitante, pode ser que não seja um simples medo infantil, e sim uma fobia. Mais especificamente, ele pode sofrer de ligirofobia. Nesse caso, a melhor opção é pedir ajuda a um psicólogo especializado no tratamento de fobias.

O que é a ligirofobia?

Ligirofobia é o termo usado para descrever um tipo específico de fobia que consiste em sentir um medo extremo e irracional diante de ruídos altos, intensos e geralmente repentinos, tais como os que são produzidos pelos fogos de artifício.

Meu filho tem medo de fogos de artifício

Assim, em situações com ruído excessivo, as pessoas com ligirofobia podem chegar a perder o controle e sofrer ataques de ansiedade ou de pânico.

Além de gerar grande desconforto, isso também é incapacitante e bastante limitante, já que essas pessoas tentarão evitar certos contextos nos quais possam se ver completamente expostas ao seu medo.

A importância de tratar o medo dos fogos de artifício

Se o seu filho tem medo de fogos de artifício, é importante que, seja em casa (nos casos mais leves) ou com a ajuda de um especialista (nos casos mais graves), ele comece a tratar esse medo desde a infância, ou seja, a partir do momento em que o problema for detectado.

Quanto mais cedo a intervenção ocorrer, mais cedo ele poderá levar uma vida normal, de forma que ir a uma festa ou comemoração não seja uma situação estressante, angustiante ou aterrorizante.

  • Nardone, G. (2012). Miedo, pánico, fobias: la terapia breve. Herder Editorial.