Mulheres grávidas ao volante

6 de julho de 2017

O dia a dia das mulheres grávidas é cheio de restrições. Por isso elas têm tantas dúvidas sobre o que fazer. Mas uma mulher ao volante recebe muitas recomendações, independentemente de estar grávida ou não.

As leis para as futuras mamães que dirigem são as mesmas das avós. As medidas de segurança devem ser redobradas quando uma mulher grávida está ao volante, a seguir diremos o porquê.

Não é que seja proibido uma grávida dirigir, elas só devem tomar mais cuidado. Os especialistas recomendam que as grávidas parem de dirigir depois do segundo trimestre de gestação. No entanto, se fizermos tudo direitinho, poderemos continuar dirigindo até o final da nossa gravidez.

De qualquer forma, entende-se que é durante o primeiro trimestre que há mais risco. No começo da gestação, o principal temor é o possível desprendimento da placenta. É perigoso porque no final da gestação o feto pode sofrer lesões diretas, e há risco de rompimento do útero. Os riscos são potenciais na hora de dirigir devido à colisão e à desaceleração violenta.

É perigoso que uma grávida dirija?

O principal risco que uma mulher em estado de gestação corre quando está em um carro, é um eventual movimento brusco. Como sabemos, seja como passageira ou como condutora o risco poderá ser o mesmo, a única diferença é que se a mulher grávida for dirigir deverá ter mais responsabilidade.

Além disso, às vezes é proibido o uso do cinto de segurança nas mulheres gestantes, e é exigido uma distância mínima de 20 centímetros com relação ao airbag. Essas medidas impedem que a mulher dirija durante a sua gravidez, já que a mesma não poderá cumprir a Lei.

Da mesma forma, a gravidez pode produzir mudanças na capacidade de dirigir da mulher. Por exemplo, ela poderá sofrer alterações nos níveis de açúcar no sangue, sofrer problemas de tensão e sua visão poderá falhar. Sendo assim, é importante que a gestante consulte o seu médico para garantir uma boa saúde.

No geral, não é perigoso que uma mulher grávida dirija, e também isso não é proibido pela Lei. No entanto, a mulher grávida deve analisar bem os riscos que poderão ser enfrentados antes de decidir dirigir.

Os inconvenientes mais significativos estão relacionados à segurança dentro do veículo e uma possível colisão. Apesar de todos nós corrermos o mesmo perigo ao dirigir, a gravidez provoca uma condição delicada em muitos sentidos.

Medidas de precaução para as mulheres grávidas ao volante

Antes de dirigir, a mulher grávida precisa pensar primeiro na sua saúde. Recomenda-se que a futura mamãe cheque a pressão e se assegure que não está sentindo enjoo ou sonolência antes de dirigir.

Caso já tenha dirigido com regularidade durante a gravidez, é importante comprovar que se sente segura até o momento. Outras medidas podem ser:

  • Usar corretamente o cinto de segurança, por baixo do abdômen e por cima da virilha. Sob nenhuma circunstância a barriga deve ficar pressionada. A parte de cima do cinto deve ser colocada entre os seios e recomenda-se o cinto de três pontos para as mulheres grávidas.
  • Retroceda o assento para evitar que o volante fique roçando na barriga.

  • É importante que o encosto para cabeça esteja na altura certa para garantir uma proteção para o pescoço.
  •  Indica-se dirigir com roupas e sapatos confortáveis, que não estejam apertados, e permitam mais flexibilidade.
  • Deve-se posicionar a direção e a altura do volante sempre na direção do peito.
  • Quando os trajetos forem longos, a futura mamãe deve fazer pausas regulares para esticar as pernas, ir no banheiro e se sentir confortável.
  • No caso de acidentes, é indicado esperar pela ajuda de especialistas e acudir ao seu médico mesmo não apresentando lesões aparentes.
  • Manter sempre o airbag ativado.
  • Evitar dirigir se estiver sentindo contrações
  • Manter as costas retas
  • É preciso adequar sempre a nossa forma de dirigir com a situação que vivemos. Não se deve acelerar muito ou de maneira brusca, muito menos fazer uma manobra violenta, como frear ou fazer curvas.
  • Depois de dar à luz, o médico irá decidir quando poderemos voltar a dirigir.