5 dicas para prevenir o analfabetismo emocional

25 de dezembro de 2018
O analfabetismo emocional é um conceito que se refere à incapacidade de se mover, de se sentir confortável, de administrar e ser donos de nossas emoções.

O analfabetismo emocional aponta para a falta de desenvolvimento das habilidades emocionais mais básicas. Nesse sentido, podemos dizer que todos nós nascemos de alguma forma analfabetos a esse respeito.

Portanto, é responsabilidade dos pais educar seus filhos para que o analfabetismo emocional não os acompanhe até a idade adulta. Entendemos que isso pode ser evitado prestando atenção às emoções básicas.

Como o analfabetismo emocional é observado?

A educação emocional não é algo ensinado na escola. É a aprendizagem que as crianças assimilam desde que nascem dependendo do ambiente e do relacionamento com outras pessoas.

Por outro lado, a inteligência emocional se desenvolve à medida que é praticada e em qual quantidade. Isso ajuda a ser mais empático, sociável e ter maior autoconfiança, o que ajudará a tornar as pessoas mais felizes.

Para reconhecer se uma pessoa sofre desta carência, podemos observar os seguintes sinais:

  • Fanatismo político, esportivo, ideológico, religioso e sexual. Muitas vezes são relacionados a aspectos como o separatismo, o patriotismo ou o racismo.
  • Manifestação doentia de querer estar certo em tudo.
  • A atitude autocrata não é apenas apreciável a nível político. Também é percebida a nível individual em diferentes contextos.
  • Intolerância à críticas e inflexibilidade
  • Repressão e censura
  • Estresse
  • Comprometimento físico, emocional e psicológico
  • Vícios diversos: trabalho, jogos, álcool, drogas, comida, sexo, etc.
  • Pessimismo
  • Violência
  • Vitimismo
  • Doenças crônicas diversas
analfabetismo emocional

5 dicas para desenvolver a prevenção do analfabetismo emocional

Para educar as crianças na gestão de suas emoções, é importante que os pais saibam como lidar com elas.

A este respeito, existem elementos básicos que cuidam de nosso interior. Mesmo que não tenhamos recebido este tipo de educação, as relações sociais permitem que nos adaptemos.

Essas dicas são indispensáveis para ter consciência de nossas emoções:

  • Reconhecer as emoções e perceber o que se sente. Às vezes sentimos coisas que não reconhecemos, mas é importante saber que elas existem.
  • Aceitar o que sentimos. Não é conveniente negar as coisas que se sente, seja lá o que for. Sobretudo, é importante que reconheçamos os sentimentos como nossos próprios. Sabemos que certas emoções talvez nos envergonhem, mas devemos enfrentá-las.
  • Gerenciar as emoções. Considerar que há um espaço, um tempo ou um momento que faz com que a pessoa possa observar e decidir o que deseja fazer com o que sente. Dê tempo e permita que as emoções se aflorem no momento certo.
  • Expressar-se com liberdade. Uma vez que a decisão é tomada, sinta liberdade para demonstrar essa emoção. Você é livre para expressá-la como quiser.
  • Criar nossas próprias emoções. É possível gerar emoções em nosso interior. Isso pode tornar a vida mais fácil, tanto pessoal como interpessoal. É preciso estar consciente de que isso pode ser percebido por outros e nos afeta para melhor ou pior.

Como ajudar as crianças nesse processo?

Como dissemos, isso não é algo que se aprende na escola ou com instruções exatas. As habilidades emocionais são desenvolvidas através de experiências diárias. A conexão com nosso ambiente e as orientações familiares são decisivas.

Ajudar as crianças a evoluir neste aspecto é uma missão que podemos abordar seguindo estas recomendações.

Conexão com o bebê

É importante a forma como os pais abordam seus filhos, pois essa interação gera conexões neurais que traçam seu mapa mental.

Por exemplo, olhar para o bebê, falar com ele e reagir às suas emoções. A inteligência emocional é ensinada desde que a criança está no útero.

Escutar a criança

Entre os fatores mais importantes para o desenvolvimento emocional, está o exemplo. Ou seja, a forma como a criança é tratada será a forma como ela tratará os outros.

Se os pais são alegres, carinhosos e respeitosos, a criança tomará essas atitudes como exemplo e fará igual. O método de escuta ativa é muito importante para que o bebê se sinta cuidado e saiba que ele está recebendo a devida atenção.

Ajudar a criança a identificar emoções

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É imprescindível que as crianças sejam capazes desde muito jovens a identificar e nomear suas emoções e sentimentos. É importante que se sintam livres para expressá-los sem nenhum medo e que os aceite.

Raiva, tristeza ou felicidade têm o mesmo valor. Isso pode ser feito através de jogos ou livros para desenvolver emoções mais complexas, como a frustração.

Expressar as emoções

Normalmente, quando as crianças são muito jovens, não sabem o que realmente sentem e de que forma podem reagir. Portanto, o mais comum é chorar e fazer birras.

É por isso que devemos falar que não há problemas quando choram ou sentem medo. É conveniente que saibam que existem emoções positivas e negativas, e que ambas são normais. Nunca devemos zombar de suas emoções.

Contato físico

A inteligência emocional é muito bem praticada com o contato físico. Portanto, carícias, abraços e beijos são indispensáveis para as crianças. A proximidade faz com que elas se sintam mais seguras e autoconfiantes, o que gera uma sensação de bem-estar.