O que é a angústia do oitavo mês?

Seu bebê ficava feliz nos braços de qualquer membro da família e agora não deixa você nem ir ao banheiro sozinha? Fique tranquila! Seu filho é perfeitamente normal.
O que é a angústia do oitavo mês?

Última atualização: 27 Agosto, 2021

Mais de uma vez os pais já pensaram ter ganhado na loteria com o filho. “É um bebê muito bom! Ele fica no colo de qualquer pessoa.” Mas um belo dia, do nada, a sorte parece desaparecer e a criança se transforma em um ser completamente diferente.

Ela não quer mais ficar no colo daquela tia, nem tolera ficar sozinho com o pai quando a mãe está ausente por alguns segundos. As reclamações se traduzem em crises de um choro angustiante por parte da criança, e isso gera um sentimento de culpa e desconforto nos pais.

Apesar da confusão gerada, a angústia do oitavo mês ou ansiedade de separação é um estágio normal do desenvolvimento emocional e social da criança. A seguir, vamos contar mais sobre o que se trata. Você quer vir com a gente?

O que chamamos de ansiedade de separação?

A ansiedade da separação é um marco no desenvolvimento socioemocional das crianças, que ocorre entre os 8 e 18 meses de idade. É caracterizada por um sentimento de intensa angústia no bebê, quando sua principal figura de apego se afasta dele.

Geralmente, a ansiedade ocorre quando a mãe desaparece da vista do bebê. Isso porque as mamães costumam ser as pessoas que mais passam o tempo com a criança nos primeiros meses de vida. Portanto, elas se tornam sua principal figura de apego.

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Por que o bebê manifesta a ansiedade de separação aos 8 meses?

Por volta dos 8 meses, os bebês começam a se reconhecer como indivíduos e a entender que seus pais são seres diferentes deles. Mas, por sua vez, eles também são sua fonte de cuidado, carinho e segurança. Portanto, ao se distanciar dos pais, os pequenos se sentem inseguros e desamparados.

Por outro lado, nessa fase o bebê ainda tem pouca noção do tempo e o que para nós é um segundo, para eles pode representar uma eternidade. Desaparecer por um momento de sua vista pode ser entendido pela criança como um abandono permanente.

Por esse motivo, as reações de angústia costumam ser excessivas e se revertem automaticamente quando o cuidador retorna.

Por fim, nessa fase, os bebês estão desenvolvendo o conceito de permanência do objeto. Isso é o que o ajuda a entender que quando um objeto ou pessoa se move para fora de sua vista, este não desaparecem completamente. Por mais que a mamãe mãe saia da sala, ela voltará. Normalmente, essa ideia se concretiza após o primeiro ano de vida.

Dicas para ajudar seu bebê a lidar com a ansiedade da separação

Como primeira medida, é importante lembrar diariamente que essa etapa é esperada e necessária para o correto desenvolvimento do bebê.

Em segundo lugar, é importante manter uma atitude atenciosa e compreensiva em relação ao sofrimento da criança. Não pense que isso é um “capricho” para chamar nossa atenção. Essa angústia é real para o bebê e simboliza apego seguro com seus cuidadores.

Por fim, é importante levar em consideração algumas dicas para passar dessa fase da melhor maneira possível. Aqui estão algumas delas:

  1. Seja simples e breve ao se despedir.
  2. Planeje uma rotina diária, para que o bebê possa se antecipar aos acontecimentos sem tanto sofrimento.
  3. Tenha empatia com o bebê e ofereça carinho quando ele exigir. Encontre uma maneira amorosa de deixá-lo se a configuração atual o deixa inquieto.
  4. Prometa apenas o que você pode cumprir, caso contrário nosso filho perderá a confiança em nossas palavras.
  5. Adapte as mensagens ao nível de compreensão da criança.
  6. Faça ensaios antes de mudanças repentinas na rotina, como o início na creche ou a volta ao trabalho. Isso permitirá que o bebê se acostume com os novos cuidadores e aceite gradativamente a separação.
  7. Brinque de esconde-esconde com um cobertor sobre o rosto ou de jogar e recolher objetos, para ajudar a criança a processar suas emoções e ordenar sua estrutura psíquica nessa fase.
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O que você deve evitar?

Em consonância com o exposto acima, é importante não interpretar as manifestações dessa fase como estratégias de manipulação dos bebês. Embora a angústia cesse com o retorno do cuidador principal, o que motiva essa reação é o sentimento de abandono e vulnerabilidade da criança.

Por esse motivo, é importante ajudá-la a compreender as transições, validando o que ela sente. Ou seja, adote uma postura empática e amorosa com a criança para ensiná-la que estamos saindo de sua visão, mas que voltaremos mais tarde.

Não é aconselhável adiar a saída de casa, mas é importante planejá-la com antecedência. Evite coincidir com os momentos de fome ou sono do bebê. Caso precise ser assim, tente fazer com que o cuidador responsável crie alguma distração para que a despedida seja breve e leve.

Se a criança tiver que ser deixada em algum lugar fora de casa, não é aconselhável que a mãe desapareça abruptamente e sem avisar. Isso só vai piorar o medo da criança de abandono e o sentimento de angústia. Pelo contrário, é importante estar atenta aos sinais da criança e retirar-se quando for o momento mais apropriado.

Por fim, é importante saber que evitar despertar a ansiedade de separação da criança não é a solução. Embora seja desejável que a angústia seja controlada rapidamente, não expor a criança à separação dos pais não permitirá que ela encontre uma saída para essa crise vital.

Sobre as crises de infância

Como acontece com todas as crises infantis, os pediatras ficam tranquilos ao saber que elas ocorrem. Esses fatos informam que o cérebro da criança está amadurecendo da maneira esperada. Apesar das dificuldades para passar por essas etapas, são os passos necessários para um desenvolvimento saudável.

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