Como evitar que as crianças busquem a aprovação das outras pessoas

07 Janeiro, 2021
Fazer com que uma criança tenha uma autoestima notável é a melhor maneira de evitar que ela busque a aprovação das outras pessoas constantemente, tanto em casa quanto em outros âmbitos sociais, como na escola.

Você certamente já viu mais de uma vez a cena em que um estranho pergunta algo a uma criança e ela automaticamente olha para os pais para saber o que pode ou deve fazer. Uma situação que a princípio é bastante normal, mas que pode se tornar um problema para as crianças que buscam a aprovação das outras pessoas constantemente.

Contudo, é bom que as crianças sempre precisem da aprovação de um adulto, de um tutor, de um dos pais ou mesmo de outra criança? Na verdade, não. Isso nem sempre é positivo, pois pode comprometer a sua segurança, o seu autoconceito e a sua autoestima.

Precisamos lembrar que se a criança crescer e se desenvolver sendo insegura e duvidando dela mesma constantemente, é assim que ela vai se comportar ao longo da sua vida. Por isso, se não quisermos que os pequenos terminem como adultos com baixa autoestima e com más lembranças da infância, é importante evitar que busquem a aprovação das outras pessoas o tempo todo.

evitar que as crianças busquem a aprovação das outras pessoas

Portanto, as experiências iniciais são fundamentais e vão marcar a personalidade da criança por toda a sua vida. Assim, é necessário que a criança se desenvolva em um ambiente de segurança e bem-estar, com limites claros, sem sentimento excessivo de frustração e com uma autoestima elevada, em vez de baixa ou exacerbada.

Por que devemos evitar que as crianças busquem a aprovação das outras pessoas?

Basicamente, a criança conhece dois ambientes nos quais ela passa grande parte da sua infância: a família e a escola. Se analisarmos bem, vamos perceber que a criança está na escola ou em casa durante mais de três quartos do dia.

O que isso significa? Significa que para trabalhar a segurança da criança e evitar que ela busque a aprovação das outras pessoas constantemente, devemos focar nos dois ambientes, o familiar e o escolar.

A criança em casa

É normal que a criança dependa dos pais, pois são eles que dão carinho, apoio e proteção. Porém, se o adulto não naturalizar esse fato, pode acabar afetando a autoestima da criança.

Ou seja, um pai ou uma mãe deve dar confiança às crianças para que elas saibam que não precisam ganhar o seu sustento ou carinho. Assim, será mais fácil garantir que a criança não precise sempre estar buscando o respeito e o amor dos seus pais.

Com uma criação com apego seguro, as crianças sabem que têm o direito de ter as próprias opiniões, de aprovar a si mesmas, de ser mais confiantes e de confiar nas suas possibilidades, sem precisar ficar sempre buscando a ajuda, a aprovação e a opinião dos adultos.

Porém, isso não deve ser confundido com atitudes paternas e maternas que sejam superprotetoras ou excessivamente rígidas. Não se trata de criar filhos submissos e obedientes, mas sim responsáveis ​​e capazes de se controlar adequadamente.

Escuta constante

Assim, teremos que manter uma constante atitude positiva de escuta ativa. Dessa forma, poderemos compreender a criança, conhecer as suas opiniões, dar a elas a importância que têm e permitir que a criança as expresse e se sinta respeitada e amada, sem que em nenhum momento ela pense que isso poderia nos levar a retirar o nosso amor e carinho.

Sem dúvida, também devemos deixar claro quando um comportamento for impróprio ou se uma opinião não parecer apropriada e a nossa posição for contrária à sua.

A escola

Nesse sentido, devemos lembrar em todos os momentos que a escola também desempenha um papel socializante vital na formação da criança. Na sala de aula, ela pode buscar a aprovação constante de professores ou dos colegas para se sentir integrada.

evitar que as crianças busquem a aprovação das outras pessoas

Por isso, os professores devem buscar que as crianças construam uma autoestima forte e sólida, para que as suas relações não se tornem problemáticas, tóxicas ou de muita dependência.

Devemos lembrar que impedir que as crianças busquem a aprovação das outras pessoas serve para prevenir o abuso. Por isso, os professores devem mostrar às crianças que têm carinho e respeito por elas e que ser mais ou menos dependente não vai mudar a situação.

É fundamental que cada criança entenda que os seus princípios importam, assim como o seu jeito de ser. Devemos respeitá-la incondicionalmente para que ela não se sinta obrigada a buscar constantemente a aprovação de ninguém.

Em suma, pode ser que certos comportamentos da criança precisem ser corrigidos. No entanto, saber como evitar que as crianças busquem a aprovação das outras pessoas constantemente envolve resolver cada problema que surgir sem afetar a autoestima e a confiança dos nossos pequenos.

  • Branden, N. (2001). Los seis pilares de la autoestima. Barcelona: Temas de Hoy.