Como os irmãos influenciam o grau de socialização das crianças?

· 24 de janeiro de 2019
A ‘má fama’ de ser filho único levou muitos pais a buscar a reprodução com a finalidade de que o mais velho não ficasse com esse estigma. Mas, acontece que muitas vezes eles são considerados caprichosos, egocêntricos ou mimados.

Com irmãos ou não, o grau de socialização de uma criança em casa vai depender mais da educação que ela receber dos pais ou da sua capacidade de se integrar ao grupo. O papel dos pais, portanto, é fundamental para que a criança não se torne cada vez mais introvertida.

Obviamente, não precisa ser necessariamente assim e tudo vai depender da educação dada pelos pais. Mas de que forma ter mais irmãos influencia o grau de socialização das crianças?

Apesar dos clichês sobre irmãos e filhos únicos, os costumes e os modelos familiares mudam, destruindo, assim, os preconceitos.

Ter mais irmãos afeta o grau de socialização?

Certamente o ambiente em que uma criança se desenvolve, especialmente nos primeiros anos de vida, tem uma influência vital na definição da sua personalidade. Um ambiente saudável e uma criação baseada no amor e no cuidado são as necessidades mais importantes.

grau de socialização

A empatia, a confiança, as habilidades intelectuais e, em geral, as habilidades sociais da criança dependem em grande parte do que acontecer nos primeiros 12 ou 24 meses. Além disso, é claro, do apoio e da proximidade que receberem dos pais.

A paternidade foi adiada

As famílias atuais, em sua ampla diversidade, não são muito governadas por moralismos antiquados. Pelo contrário, os casais muitas vezes preferem priorizar o trabalho e a profissão, a juventude ou as viagens antes de dar o enorme passo da paternidade.

Na prática, o fato de o casal aproveitar sem filhos supõe um atraso na formação da família. Quando ambos os cônjuges atingem certa idade, não querem nada além de se dedicar a criar bem um único filho ou filha.

Tanto para quem chega a uma casa com irmãos quanto para quem os recebe depois de muito tempo, as dificuldades para enfrentar o mundo social são as mesmas.

Nos seus relacionamentos sociais, o filho único geralmente tem uma maior predisposição para fazer amizades com o mundo, forçado pela falta de irmãos. Por outro lado, as casas onde várias crianças são criadas geralmente favorecem situações de socialização endogâmica entre elas.

Mais irmãos, menos irmãos, nenhum irmão

A presença de irmãos supõe belas vantagens e difíceis desafios para as crianças. Para o filho único, também há desafios e, certamente, vantagens. Assim, para a pergunta acima, se ter mais irmãos influencia o grau de socialização das crianças, a resposta é que não necessariamente.

Crianças no colo de mãos dadas

No entanto, uma criança com irmãos vai ter com quem brincar em todos os momentos e também vai receber menos pressão, uma vez que as expectativas dos pais em relação a ela vão ser compartilhadas. Pelo menos durante a infância, os irmãos e irmãs amenizam o dia a dia.

O filho único vai lutar silenciosamente contra a solidão. Se tiver sorte, seus pais não vão compensar a falta de irmãos com mais e mais brinquedos. Eles vão dar amor e atenção de qualidade, para que seu desempenho social, acadêmico e profissional possa até mesmo superar em grande medida aqueles que os pais tiveram.

Certamente oferecer à criança um desenvolvimento saudável, um ambiente acolhedor, harmonioso e equilibrado é a melhor receita para que ela tenha relacionamentos com a mesma qualidade.

Com ou sem irmãos, cada criança é única e merece ser criada de uma maneira especial.

Em conclusão, a única coisa que impede um bom grau de socialização nas crianças com ou sem irmãos é o exemplo que elas recebem do ambiente.

Por sua vez, uma criança que tenha suas demandas básicas atendidas – tendo irmãos ou não – vai ser feliz e capaz de se comunicar de forma saudável com os amigos, assim como com as outras gerações.