Como lidar com o medo das crianças

· 6 de novembro de 2016

Os medos podem oprimir nossos filhos, cedo ou tarde. É por isso que devemos saber como agir diante do medo das crianças para usar mecanismos que ajudem a reconhecer quando, de fato, elas estão passando por uma situação de risco ou quando estão com receio por fantasias próprias da idade.  

O medo das crianças é geralmente temporário e mutável. Essa experiência, por mais desagradável que seja, faz parte de seu crescimento. Todo ser humano necessita identificar o momento em que se manifesta o medo para enfrentá-lo e, finalmente vencê-lo.

Estar atento aos medos de nossos filhos e as razões que os originam é uma tarefa de tempo integral para as mães. É muito importante participar ativamente com nossos filhos para identificar os medos e trabalhá-los usando várias ferramentas que permitem minimizá-los ou destruí-los completamente.

O medo das crianças deve ser tratado positiva e assertivamente, pois do contrário, podem se transformar em um problema mais complexo, como a fobia.

Quando as crianças estão pequenas são mais vulneráveis e sentem medo de coisas ou circunstâncias. Durante seu crescimento vão se tornando mais independentes e menos propensos aos medos. 

Razões pelas quais as crianças sentem medo

As crianças têm sempre desejo de conhecer o mundo exterior, e algumas vezes, os resultados não são “nada agradáveis”, o que ocasiona o medo.

O medo pode ser resultado de elementos ou eventos que ocorrem no ambiente onde geralmente se desenvolvem nossos filhos para fazer suas atividades de rotina (escola, lugares de recreação, lar, etc…)

Nenhuma pessoa está isenta de experimentar situações negativas ou elementos que a causem medo. É por isso que devemos ser empáticos para compreender nosso filho pequeno e poder ajudá-lo dando a informação necessária para que aja com sensatez frente a qualquer acontecimento que o perturbe.

Geralmente, tudo o que seja diferente e inexplorado por nossos filhos pode desencadear “os medos infantis”, já que desconhecer como enfrentar  essas situações os faz sentir vulneráveis e em consequência gera muita tensão.

Conselhos para lidar com o medo das crianças

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  • Conhecer de onde vem o medo e como ele funciona facilitará sua atuação no momento de enfrentar a situação.
  • Analisar o tamanho do medo que os perturba é importante para poder fazer as correções ou solicitar a ajuda de um profissional.
  • Mostrar compreensão. Você deve se aproximar, abraçá-lo e protegê-lo, além de proporcionar amor. Assim, ele entenderá que, se você não tem medo, não há o que temer.
  • Dar informação, explicando como deve enfrentar as situações, em que momento deve ser prudente e demonstrar porque não deve existir medo o irracional, o levará a ter calma logo no momento de tensão.
  • Enfrentar a situação: gradualmente deve-se intervir na problemática, fazendo-o enfrentá-la. Dependendo da situação, demonstrar que nada de grave acontecerá e incentive-o para que tente enfrentá-lo juntamente com você (se a situação não gera nenhum risco para os dois, é claro).
  • Educá-lo para que ele entenda quando é necessário ser prudente frente a um potencial perigo. Isso deve ser muito bem explicado sem criar nenhum tipo de alarme. Não se trata de eliminar os medos, mas de trabalhá-los e controlá-los em determinadas circunstâncias.
  • Evitar exteriorizar nossos próprios medos em frente ao nosso filho com o objetivo de não agregar mais carga negativa à situação. É importante recordar que a figura da mãe para uma criança representa segurança, confiança e, até certo ponto, invencibilidade.
  • Os livros, filmes e conversas devem ser adequados. Evitar o contato com temas como terror e violência é uma boa medida para diminuir esse tipo de situação.
  • Nunca devemos minimizar seu medo: subestimar ou enganar os seus sentimentos aumenta a sua vulnerabilidade.
  • Falar abertamente sobre as coisas que o amedrontam, por exemplo: que os monstros ou bruxas são invenções é altamente recomendável, o conhecimento para ajudá-lo a distinguir a realidade da fantasia é vital para a estruturar a vida.
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Se apesar de ter utilizado todas as medidas aqui mencionadas seu filho pequeno ainda tenha contínuos episódios de medo, dependendo da frequência e intensidade dos mesmos, será necessário que se realize uma consulta com um especialista para que ele faça uma avaliação da situação e use terapias específicas para o caso.