Por que o contato físico com o bebê é benéfico?

29 de março de 2017

Uma das maiores críticas ao excesso de contato físico com o bebê é a excessiva dependência que se supõe que esse ato provoca na criança. Mas isso é realmente verdade? A verdade é que essa crença pode estar parcialmente correta, mas ela é motivada por atitudes exageradas. Sempre que usarmos a coerência e o bom senso vamos estar fora de perigo. Vamos entender o porquê.

O contato físico com o bebê

O contato físico com o bebê é necessário e positivo desde o primeiro minuto de vida do nosso filho. Apesar de qualquer coisa, essa é uma verdade que nos acompanha desde sempre. Vamos apresentar à você os motivos.

A criança se sente indefesa

Durante os primeiros anos de vida do nosso pequeno ele é completamente indefeso. Ainda não desenvolveu suas capacidades físicas e mentais e vai demorar bastante para desenvolver todas. Ou seja, ele necessita da nossa proteção constantemente.

Ao nascer, seu bebê desenvolveu somente 25% do cérebro. É lógico pensar que esse ser precisa de proteção e segurança. Você consegue pensar em uma forma melhor de fazer isso, do que o contato físico? Com o contato, conseguimos fazer com que o bebê se sinta seguro, o que é imprescindível à sobrevivência dele, ao desenvolvimento correto, e à autonomia. Nenhuma criança vai crescer independente e segura de si se não se sentir cuidada e protegida.

O excesso de contato físico com o bebê não é tão excessivo assim

Ao nascer, um bebê passa a maior parte do tempo cochilando e dormindo. Enquanto nosso pequeno sonha não estamos com ele no colo nem estamos fazendo contato físico. Na verdade, não são tão longos os momentos em que estamos em contato com ele, se contarmos quantas horas por dia isso acontece.

Além disso, quando nosso querido bebê acorda ele costuma ficar inquieto. Nesse momento, o bebê precisa de atenção e segurança. Sério que você acha que pegar seu filho no colo lhe proporcionando toda a tranquilidade e o carinho que puder, não é a melhor ideia?

Dessa forma, um bebê que tem contato físico e afetivo enquanto está acordado dorme mais, além de sentir mais tranquilidade e segurança. É dessa forma que criamos um ambiente excelente para ele se desenvolver adequadamente.

 

contato físico

O vínculo afetivo

Um dos vínculos mais fortes que se pode criar no mundo é entre uma mãe e seu bebê. A criança esteve durante 9 meses na sua barriga, ela se alimenta no seu seio e precisa da segurança de se sentir querida e protegida por sua progenitora.

É somente por meio do contato físico com o bebê que uma mãe pode criar o vínculo afetivo que permite à criança estabelecer laços emocionais que vão ser muito úteis no futuro. Esse vínculo é algo mais, é biológico, é instintivo.

Tanto mãe como filho sentem uma necessidade ancestral de estar unidos, protegidos, e seguros. Um ato natural e antropológico que tem origem na nossa própria formação biológica, devido à necessidade inata e natural de perpetuar a espécie.

O primeiro contato

Se o contato já é precoce, uma vez que o bebê nasceu, ele se torna indissolúvel. A criança deseja e precisa sentir a pele da sua mãe, daí que se ela encostar no peito da sua mãe, vai tentar buscar alimento. É natural e um ato de reflexo.

Fique de olho na dependência

Vemos que o contato físico com o bebê não é somente recomendável e benéfico, como também é necessário. No entanto, como tudo na vida, é preciso agir com sensatez e bom senso.

 

contato físico

Nunca se esqueça de que seu filho não é um brinquedo nem uma criação exclusivamente sua. Ele é um ser independente que merece que você lhe dê o melhor de si para ser feliz. Mas nunca se deve transferir suas próprias necessidades para ele.

Se na nossa vida pessoal sentimos que precisamos de mais contato afetivo e físico, não devemos tentar compensar esse fato com o nosso bebê, pois as consequências vão ser muito negativas para a criança. Dessa forma, podemos sim criar uma dependência excessiva que vai ser muito prejudicial para o bebê pelo simples fato de que procuramos no nosso bebê o que nos falta na nossa vida. Esse é um erro grave.

Se você quer que seu filho seja autônomo, independente, feliz e alegre, estabeleça a quantidade de contato físico que seu bebê precisar. Nine, abrace e o ame muito. Mas não transfira para ele suas frustrações, pois assim você vai acabar frustrando seu pequeno também. Ele merece ser uma pessoa maravilhosa que alegra seu coração.

Lembre-se: o contato físico com seu bebê alegra a vida dele e, assim, você também vai poder dar a ele uma vida melhor, pois vai se contagiar com a sua alegria.