A depressão pós-parto: causas, sintomas e conselhos para combatê-la

A depressão pós-parto: causas, sintomas e conselhos para combatê-la

Última atualização: 11 Novembro, 2017

Ser mãe é mais do que alguém pode te explicar. As vezes nem tudo é tão bonito como você acreditava e isso pode te confundir. Não é raro ouvir falar da depressão pós-parto, mas com certeza você deseja saber mais sobre esse fenômeno comum.

Quando você ouve “depressão pós-parto”, geralmente pensa numa mãe oprimida com um bebê chorando nos seus braços. Mas a depressão pós-parto é muito mais do que isso. A depressão pós-parto é um tipo de depressão que as mulheres sofrem, caracterizada por se apresentar logo depois do parto e que pode durar até um ano. Também existe depressão pós-parto masculina, ainda que a incidência seja menor do que a feminina.

Segundo estudos realizados, até 25% das mulheres podem apresentar um ou vários sintomas característicos da depressão pós-parto. Isso indica que sua frequência é bastante alta, por isso vale a pena saber tudo sobre ela.

Causas da depressão pós-parto

A depressão pós-parto pode ser o resultado de vários fatores que predispõem a mulher a passar por isso. Alguns deles são:

  • Mudanças físicas. A gravidez transforma o corpo de uma mulher por completo. Assim que você dá a luz, a razão de todas essas mudanças passa a estar fora do seu corpo, por isso é complicado reconhecer que o seu corpo precisará de um tempo para se recuperar.
  • Mudanças no seu entorno. Você agora tem um filho. Um bebê que vai precisar de todos os seus recursos desde o primeiro momento. Você verá como suas relações sociais ou profissionais serão afetadas já que você não pode estar em todos os lugares como ao mesmo tempo.
  • Perda de independência e espaço pessoal. O nível de atenção que o bebê precisa supera muito o que você imaginava, o que leva a uma perda por um momento do seu próprio espaço.
  • Falta de sono. É conhecido o cansaço que acompanha os primeiros meses de maternidade. A falta de descanso favorece o esgotamento que acompanha os pensamentos depressivos.
  • Conceito do que é ser uma boa mãe. Deixar-se influenciar pelo seu entorno sobre o que você deve fazer, mais as suas próprias crenças, pode levar a um choque de realidade. Esse choque de ideias pode confundir a mãe.
  • Transtornos associados como a depressão, o transtorno bipolar ou problemas de ansiedade.
  • Consumo de drogas, álcool ou comportamentos nocivos durante a gravidez.

Busque se recuperar para dar ao seu bebê a melhor versão de você mesma

Mãe cansada e com depressão pós-parto

Sintomas da depressão pós-parto

Antes de falar de sintomas, é necessário esclarecer que as duas primeiras semanas após o parto são cheias de momentos de choro, ansiedade e sensação de sufocamento. No entanto, a depressão pós-parto leva a tristeza para um outro estado, causando mudanças de comportamento da mãe em relação ao bebê:

  • Interesse excessivo ou nulo pelo recém nascido.
  • Medo de ficar a sós com o bebê.
  • Falta de cuidado total em relação a si mesma e ao bebê.

A essas mudanças comportamentais é preciso acrescentar a seguinte sintomatologia:

  1. Agitação ou irritabilidade.
  2. Altos níveis de ansiedade.
  3. Problemas para dormir.
  4. Mudanças no apetite.
  5. Sentimentos de inutilidade ou culpa.
  6. Apatia.
  7. Perda de concentração e energia.
  8. Pensamentos de morte/suicídio.

O que é possível fazer para combater a depressão pós-parto

O mais importante é que você saiba que é mais comum do que parece. A maternidade é difícil e carrega consigo muitas mudanças em que é preciso se adaptar rapidamente porque se encarregar de tudo não é fácil.

A depressão pós-parto afeta mais as mulheres do que os homens.

Depressão pós parto

Se você notar que a tristeza das primeiras semanas com o seu bebê recém nascido se prolonga muito, busque a ajuda especializada de um profissional. Tanto medicação como terapia, o importante é que você siga as recomendações profissionais.

Além disso, esses conselhos podem ser úteis na hora de enfrentar essa situação:

  • Busque apoio no seu meio mais próximo. Seu companheiro, sua família e seus amigos próximos podem te ajudar com as tarefas da casa ou com o bebê.
  • Não sinta vergonha do que está acontecendo. Não esconda seus sentimentos nem se sinta culpada por isso. Você está no seu direito de se sentir triste e oprimida com a situação.
  • Tente falar com outras mães sobre isso. Muitas mães acreditam que devem ser felizes e ocultam o que realmente acontece por medo de serem julgadas.
  • Não existe a mãe perfeita, existe uma boa mãe. Preocupe-se em se recuperar e dar ao seu bebê a melhor versão de si mesma. Ele vai te amar acima de tudo e todos, não se preocupe.

Portanto, a ideia de que o seu filho vai precisar de você mais do que ninguém no mundo te ajudará a tirar as forças de dentro, as forças das quais você tanto precisa.

Pode interessar a você...
Kraamzorg, cuidando da mulher no pós-parto
Sou MamãeLeia em Sou Mamãe
Kraamzorg, cuidando da mulher no pós-parto

O pós-parto não é uma etapa fácil da vida da mulher. Embora, naturalmente, seja diferente de mulher para mulher, costuma ser um momento difícil, confuso e chato. É preciso levar em consideração que a mulher está se recuperando de um parto ou de uma cesária, e que além disso está cuidando de um recém-nascido. Dessa forma, ela se vê sem energias, e, muitas vezes, se encontra exausta. Deve ser por isso que criaram uma nova iniciativa na Holanda. Lá, eles contam com um serviço de cuidado pós-parto para todas as mulheres que acabaram de ter um bebê, o Kraamzorg.



  • Evans, M., Vicuña, M., & Marín, R. (2003). Depresión postparto realidad en el sistema público de atención de salud. Revista chilena de obstetricia y ginecología, 68(6), 491-494.
  • Hasbún Hernández, J., Risco Neira, L., Jadresic Marinovic, E., Galleguillo U, T., González A, M., & Garay S, J. (1999). Depresión postparto: prevalencia y factores de riesgo. In Rev. chil. obstet. ginecol.
  • Medina, E. (2013). Diferencias entre la depresión postparto, la psicosis postparto y la tristeza postparto. Perinatología y Reproductiva Humana.
  • Mendoza, C., & Saldivia, S. (2015). Actualización en depresión postparto: el desafío permanente de optimizar su detección y abordaje. Revista médica de Chile, 143(7), 887-894. https://scielo.conicyt.cl/scielo.php?pid=S0034-98872015000700010&script=sci_arttext
  • Miranda Moreno, M. D., Bonilla García, A. M., & Rodríguez Villar, V. (2015). Depresión Postparto. Trances.