É possível engravidar após uma laqueadura?

· 19 de setembro de 2018
A laqueadura é o método contraceptivo mais utilizado pelas mulheres atualmente. Acredita-se também que se trata do método mais efetivo e que é irreversível.

Quem costuma escolher a laqueadura como método contraceptivo são mulheres que têm certeza de que não vão querer outra gravidez no futuro.

Também escolhem essa alternativa mulheres que têm entre 40 e 50 anos e possuem histórico familiar de câncer de ovário. No entanto, a ciência indica que devemos considerar uma margem de erro, por menor que ela seja. Os pesquisadores também afirmam que é possível religar as trompas.

Então, é possível engravidar após ter realizado uma laqueadura? É claro que sim e nós já sabemos quais são as causas. Descubra neste artigo informações mais que interessantes sobre essa prática cada vez mais difundida.

Laqueadura: é possível voltar atrás

Os especialistas indicam que a laqueadura não é um método contracepção definitivo. Pois, após ter se submetido a esse procedimento, é possível engravidar. Isso pode ser possível por meio de dois mecanismos distintos: um deles é a reversão da laqueadura e o outro consiste na fertilização in vitro.

a laqueadura

A técnica da fertilização in vitro costuma ser recomendada para mulheres que possuem mais de 40 anos. Mas, caso a mulher ainda não tenha completado essa idade, a reversão do processo é sugerida. É válido mencionar aqui que a reversão apresenta altos índices de sucesso.

Essa operação microcirúrgica chega a atingir até 55% de sucesso de gravidezes, índice que pode chegar a 70% em mulheres com menos de 35 anos. Entretanto, é preciso levar em consideração muitos aspectos antes de decidir dar esse passo.

Pois, para que a reversão da cirurgia seja possível, é essencial que a técnica realizada no momento da laqueadura tenha preservado a parte final das trompas, ou seja, as terminações próximas ao ovário. Essa região deve apresentar uma longitude mínima de 4 cm. Quando menores que esse comprimento, provavelmente terão perdido sua funcionalidade.

A ausência dessa condição reflete uma realidade bastante dura para aquelas mulheres que desejam voltar a engravidar. Se na laqueadura foi retirada grande parte ou a totalidade das trompas, então a reversão será impossível de ser realizada. Por esse motivo, sempre se recomenda consultar o médico que realizou a intervenção cirúrgica.

São muitas as mulheres que desejam religar as trompas. Segundo a Revista Colombiana de Obstetrícia e Ginecologia, as causas desse desejo são muitas. As mais frequentes são a formação de um novo casal, o desejo de ter mais filhos, a morte de um filho e motivos religiosos.

Laqueadura: um método que pode falhar?

Sim, é possível engravidar após ter realizado uma laqueadura. Estudos mostram que esse método não garante 100% de eficácia em matéria de contracepçãoMas, sem dúvida, as probabilidades são muito baixas, já que há somente 1% de chance de engravidar.

Muitos anos após ter realizado a laqueadura, o risco de engravidar aumenta para até 2%. Outro fenômeno observado em relação a esse assunto é que nesses casos geralmente ocorrem gravidezes ectópicas. Isso significa que a gestação acontece na trompa de Falópio e não no útero.

Isso se deve ao fato de que o esperma encontra uma pequena passagem ou uma fístula após o procedimento, resultando em gravidezes inesperadas. Assim, é fertilizado um óvulo que não consegue descer ao útero devido à obstrução.

Não é nem um pouco descabida essa possibilidade. De fato, as estatísticas e os números oficiais reconhecem esse dado. Estima-se que, aproximadamente, uma em cada duzentas mulheres que realizaram laqueadura engravidam devido a essa abertura ou obstrução incompleta.

No que consiste a laqueadura?

a laqueadura

Trata-se de uma cirurgia que demora, aproximadamente, 30 minutos e é realizada com anestesia geral ou local. Essa intervenção cirúrgica pode ser realizada logo após o nascimento do bebê, tanto por parto natural quanto por cesárea. É uma cirurgia que pode ser realizada de diversas maneiras.

Em um dos tipos de laqueadura, o médico cirurgião realiza duas pequenas incisões no abdômen, na região em volta do umbigo. É bombeado um gás para expandir o ventre e poder ver o útero e as trompas de Falópio, a fim de introduzir uma sonda com o laparoscópio em seu extremo.

Por meio deste último, é possível introduzir o instrumento que vai selar ou bloquear as trompas. Elas podem ser queimadas (cauterização) ou mesmo ser fechadas por meio de um gancho ou um anel (banda). Por outro lado, o método alternativo se realiza por meio de espirais inseridas na região onde as trompas se conectam com o útero.

Essa segunda alternativa se denomina procedimento histeroscópico de oclusão das trompas e se realiza através do colo do útero. Contrariamente à primeira técnica, não exige a realização de cortes no abdômen e, em algumas situações, não requer anestesia geral.