É possível escolher o sexo do bebê?

· 29 de março de 2018
Se você deseja planejar o futuro e ter controle sobre a composição dos membros da sua família, você vai ficar feliz em saber que existem métodos científicos inovadores para escolher o sexo do bebê. A seguir, contaremos quais são os principais deles.

Um dos sonhos de muitos casais que desejam formar uma família é poder escolher o sexo do bebê. Há alguns anos, essa ideia pareceria absurda. É claro que a ciência e a tecnologia estão cada sai mais promissoras, mas sempre resta a dúvida…

A resposta é: sim, é possível escolher o sexo do bebê! Apesar disso, vale ressaltar que os tratamentos são muito caros e, em alguns casos, pouco aconselháveis devido aos efeitos secundários.

Quem não concordar com a ideia pode argumentar que a natureza é sabia e que o ser humano não deveria se intrometer em um assunto que está além das suas possibilidades.

Por outro lado, há quem promova essas técnicas para evitar o contágio de doenças hereditárias para determinado sexo, por exemplo, ou, simplesmente, pelo fato de poder escolher o sexo dos membros da família.

Essa discussão acontece há vários anos. Ao mesmo tempo, a ciência vai progredindo. Quais são, então, os métodos que podem ser utilizados para escolher o sexo do bebê? Vamos ver a seguir.

Dificuldades na hora de escolher o sexo do bebê

Apesar da evidente utilidade para as pessoas que desejam escolher se os filhos serão meninos ou meninas, as técnicas atuais envolvem várias dificuldades. Entre elas temos:

  • Custo elevado.
  • Técnicas de fertilidade invasivas.
  • Efeitos colaterais (em alguns casos).
  • Muitas exigências. As clínicas costumam pedir histórico médico da mulher, exames hormonais ou a obrigatoriedade de já ter pelo menos um filho do sexo oposto ao que se deseja.

Métodos para escolher o sexo do bebê

Seleção de embriões obtidos por meio da fecundação in vitro

Essa é a técnica mais aceita e, ao mesmo tempo, mais cara. Apesar de ser a mais eficiente, em alguns países só é permitida quando:

  1. O objetivo é evitar a transmissão de doenças hereditárias.
  2. Se deseja que o bebê, além de ser saudável, sirva como doador para curar um irmão.

A fecundação in vitro consiste na análise das células dos embriões para detectar possíveis anomalias genéticas. Em seguida, os embriões saudáveis são selecionados e transferidos ao útero. Esse exame é chamado de diagnóstico genético pré-implantacional.

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Inseminação artificial

Esse é o tratamento de fertilidade mais antigo. Data do início do século XX. Claro que, hoje em dia, a metodologia está muito mais avançada e segura.

A inseminação intrauterina é o método mais comum de inseminação artificial e é utilizada nos casos em que:

  1. A produção de espermatozoides do homem é baixa.
  2. A motilidade (velocidade do esperma) é insuficiente para proporcionar a fecundação. Ou seja, os espermatozoides não conseguem se movimentar o necessário para chegar ao útero.
  3. Outros problemas de fertilidade.

Basicamente, consiste na implantação do esperma em uma das áreas mais próximas de onde ocorre a fecundação. Por meio de um tubo, os espermatozoides são colocados no colo do útero. Além disso, esse método pode ser complementado com medicamentos para a fertilidade.

Através do Método Ericsson, que consiste na seleção dos espermatozoides “masculinos” ou “femininos”, é possível escolher o sexo do bebê que vai nascer.

Essa metodologia tem uma efetividade próxima a 80%. Apesar disso, vale ressaltar que no caso dos espermatozoides “mulheres” essa eficiência é um pouco mais baixa. Além disso, é mais em conta do que a fertilização in vitro.

O custo elevado, as técnicas de fertilidade invasivas e os efeitos colaterais de alguns métodos são o aspecto negativo dessas práticas.

Microsort

Por meio de um aparelho chamado citômetro de fluxo, o tamanho e o conteúdo dos cromossomos é analisado para escolher os embriões a serem utilizados (os femininos contêm 2% a mais de DNA). Em seguida, é utilizada a fertilização assistida de qualquer tipo para realizar a fecundação.

Ainda está em fase de testes e não foi aprovado pela Food and Drug Administration (FDA) nos Estados Unidos.  Afirma-se, entretanto, que as chances de sucesso variam entre 70% e 80%.

É possível escolher o sexo naturalmente?

Apesar de muitas pessoas questionarem a credibilidade desses métodos, existem duas técnicas muito populares para tentar escolher o sexo do bebê. Ambas se baseiam no período fértil da mulher.

1. Método de Shettles

As relações sexuais são programadas para ocorrer em dias específicos, de acordo com o ciclo menstrual da mulher. A base desse método é o fato de que os cromossomos masculinos vivem menos do que os femininos.

Portanto, se o casal tentar engravidar aproximadamente 4 ou 5 dias antes da ovulação, haverá muito mais cromossomos X, ou seja, os da mulher.

Apesar de algumas pessoas duvidarem dessa técnica, as chances de sucesso são de aproximadamente 75%. É necessário, no entanto, saber com precisão em que fase do ciclo de ovulação a mulher está.

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2. Método de Whelan

Essa teoria afirma o oposto da anterior. Como as reações bioquímicas que favorecem a ovulação dos cromossomos Y ocorrem antes, é melhor que a relação sexual ocorra dias antes da ovulação para que haja mais chances de se ter um menino.

Existem vários métodos para escolher o sexo do bebê. Alguns mais eficientes e caros, outros mais “caseiros” e econômicos.

Os primeiros dessa lista são proibidos em muitos países porque se considera que não oferecem nenhuma vantagem para casais com problemas de fertilidade, exceto nos casos de prevenção de doenças congênitas.

No entanto, essa medida levou à criação do turismo reprodutivo, que consiste em visitar outros países para poder praticar esses métodos de reprodução assistida.

Embora possam ser métodos moral e religiosamente discutíveis, é um fato que a possibilidade de escolher o sexo do bebê está cada dia mais frequente e sofisticada.