Por que evitar dar beijos na boca do bebê?

· 18 de janeiro de 2017

Muitas mães, avós e parentes em geral costumam beijar os bebês na boca. Entretanto, é certo dar beijos na boca de um bebê tão pequeno? Essa é uma questão que muitas mães costumam se perguntar.

Existem várias posições sobre as consequências de dar beijos na boca de crianças tão pequenas. Cientificamente, predominam as opiniões negativas que enfatizam as consequências à saúde física e psicológica do pequeno ser.

Beijos sim, beijos não. O certo é que muitas mães aprendem por meio de infortúnios ou momentos difíceis os motivos pelos quais se deve evitar dar beijos na boca de uma criança. Descubra neste artigo antes que seja tarde.

Beijos na boca, por que não?

Chega a ser inevitável para as mães loucas por beijos. Aquelas que chegam a bater recordes mundiais por amar e beijar seus pimpolhos. Pois os beijos são a melhor forma de demonstrar afeto aos bebês. Entretanto, hoje em dia existe um debate sobre as consequências de dar beijos na boca das crianças.

Mesmo que em muitos países beijar nos lábios seja um costume arraigado, em outros esse tema é muito debatido. Além de gerar uma exagerada indignação. Sem dúvidas, a polêmica está servida e as águas estão divididas, pois as opiniões divergem.

Assim, enquanto para alguns é uma demonstração de afeto, para outros a prática em questão causa alguma rejeição. Entretanto, a verdade é que a ciência se manifestou a respeito desse tema. A maioria dos profissionais da saúde não recomenda dar beijos na boca dos pequenos.

beijos na boca

O ponto de vista físico

Assim como se afirma, dar beijos nas bocas das crianças é uma prática pouco higiênica. Esse costume pode transmitir muitas doenças infecciosas, que vão desde uma gripe até a mononucleose, podendo inclusive causar problemas nas gengivas dos pequenos.

Não se esqueça de que frequentemente molhamos os lábios para umidificá-los e lubrificá-los. Assim, essa prática é uma fonte transmissora de vírus e bactérias que os adultos possuem. Ao serem transmitidas a crianças com tão pouca idade podem  causar uma verdadeira catástrofe.

Também foram registrados casos de pais ou tutores que contagiam as crianças com doenças como citomegalovírus e outras patologias virais adquiridas por meio da saliva, do aperto de mão ou também ao espirrar no antebraço.

Por outro lado, a infecção mais comum e recorrente é a chamado doença do beijo, pertencente a família da herpes. Essa doença é transmitida por meio do contato com os lábios, beber do mesmo copo ou garrafa ou ao compartilhar alimentos.

Então como posso agir nesse caso? Simples: se você sente que alguma coisa está errada no seu corpo, evite dar beijos na boca do neném. Lave suas mãos corretamente, não assopre os alimentos do bebê nem empreste sua escova de dentes à criança.

E, nas primeiras refeições do bebê nunca mastigue os alimentos para dar de comer. Prefira utilizar um liquidificador ou espremedor para evitar que a criança se contamine com doenças respiratórias. Você tem os anticorpos necessários para combater as doenças, mas seu bebê não possui essas defesas.

beijos na boca

O ponto de vista psicológico

De acordo com psicólogos, o beijo na boca agrada o bebê, pois esse contato nos lábios o faz se lembrar do agradável momento de mamar no seio materno. Por outro lado, quando a criança cresce e se transforma em um ser social ela compreende que o beijo nos lábios é símbolo do amor de um casal.

Por isso, alguns especialistas em saúde mental sugerem que nesse ponto o pequeno pode ficar confuso. Assim, chega o momento de colocar um ponto final nesse costume. Isso deve ser feito com muito carinho e inteligência, pois com o passar do tempo os pequenos podem se confundir e imitar essa prática com outras pessoas, de fora da família.

De acordo com a opinião dos especialistas, um beijo na boca pode passar às crianças entre 3 e 11 anos uma mensagem errada. Em algumas ocasiões pode causar um trauma que vai repercutir na adolescência e na vida adulta, posteriormente.

Então o que devo fazer?

Certamente, os motivos psicológicos podem ser prevenidos e evitados por meio do diálogo com nossos filhos. Provavelmente, ao falar e explicar o panorama você vai conseguir resolver essa questão.

Mas no âmbito da infectologia pediátrica sobram motivos para abandonar esse costume urgentemente.

Obviamente, beijar seu bebê é um ato único que estreita o vínculo entre mãe e filho por meio da manifestação do carinho. Mas leve em consideração algo fundamental: você tem muitas outras partes do corpo do seu pequeno para encher de beijos! Por acaso não é deliciosa a sensação de beijar as bochechinhas ou a barriguinha dele?

Certamente a escolha é sua. Você tem o costume de beijar a boquinha do seu pequeno? A opinião dos especialistas vai mudar sua posição a esse respeito ou você considera que o amor é mais forte?