Meu filho vai começar a escola!

3 de março de 2020
É incrível, mas, ao mesmo tempo, gera todo tipo de dúvidas e temores. Para a criança que não se separou ainda do seio materno, o começo da sua etapa na escola significa a abertura a um novo mundo. Novos colegas, novas regras, muito para aprender e também para aproveitar.

O dia em que nosso filho vai começar a escola chegou, e costuma ser um momento de muitas dúvidas. Junto com a afirmação “meu filho vai começar a escola”, vêm esperanças e temores, ansiedades e alegrias. Além disso, esses sentimentos se potencializam mais ainda se a criança tiver passado os seus três primeiros anos de vida exclusivamente no seio familiar.

A seguir, veremos algumas dicas para facilitar para as crianças, mas também para as famílias, a adaptação à escola. Mantenha-as em mente para enfrentar com sucesso essa nova etapa para ambos.

Em que consiste o período de adaptação à escola?

Não se fala apenas de novas pessoas, atividades e ambiente quando se inicia a escolarização aos três anos. Também são abertas as portas para um mundo com uma estrutura de regras, permissões, limites e proibições que, talvez, sejam diferentes daqueles experimentados em casa.

Para cuidar da integridade emocional das crianças, algumas instituições dispõem de um período de adaptação que pode variar de escola para escola, inclusive de região para região.

Se você for daquelas mães que tremem quando ouvem a frase “meu filho vai começar a escola”, você tem que saber que não é a única. Por isso, em algumas escolas, o período de adaptação inclui as famílias.

Algumas escolas podem planejar uma atividade inicial para que pais e mães estejam presentes junto com os filhos para conhecer o modo de trabalho docente, o espaço físico e o resto dos colegas da criança. É uma boa oportunidade para transmitir aos pequenos confiança em si mesmos.

Meu filho começa a escola!

Meu filho vai começar a escola: algumas ideias para a adaptação dele

A adaptação à escola para crianças pequenas ocorre de maneira gradual. Uma das tradições é que elas fiquem 15 minutos no primeiro dia e, a cada dia, alguns minutos a mais vão sendo adicionados. Em alguns centros educativos, a adaptação dura um mês, em outras, mais.

É importante perguntar sobre a maneira de abordar esse procedimento na hora de matricular nossos filhos. Em algumas instituições não são dadas muitas explicações, mas é direito das famílias exigi-las.

Algumas crianças ficarão à vontade desde o começo, outras vão precisar de mais tempo. Em qualquer caso, quando a família mostra serenidade e confiança diante da nova etapa, é mais simples resolver a angústia para as crianças.

A escolarização deve ser tão natural quanto visitar a casa dos amigos ou dos parentes. Da mesma forma, falar em casa sobre a escola com calma e familiaridade ajuda a resolver a situação da melhor forma possível.

Certamente, não existem respostas e soluções mágicas, e menos ainda em assuntos que se referem às crianças. Cada criança é diferente e é importante confiar nelas durante essa etapa. Afinal, aos três anos, logicamente, elas não vão expressar os seus sentimentos como um adulto expressaria.

A paciência deve ser central antes, durante e depois da adaptação. Isso porque, sabendo que o meu filho está começando a escola e deve aprender hábitos novos em um contexto estranho, eu, como mamãe, devo entender que ele se mostre um pouco bravo em casa, com atitudes diferentes, com um tom agressivo ou angustiado.

“Quando a família mostra serenidade e confiança diante da nova etapa, é mais simples resolver a angústia para as crianças”.

Dicas para uma melhor adaptação

Essas são dicas úteis no processo de adaptação:

  • A capacidade de dialogar em família sobre a escola possibilita que a criança expresse as suas dúvidas e temores. Assim, a comunicação é indispensável na educação em casa.
  • Mães e pais vão querer perguntar sobre os professores, os colegas, as atividades realizadas. Dessa forma, a criança poderá se sentir compreendida durante a sua escolarização.
Meu filho começa a escola!

  • É tentador, especialmente quando as crianças são muito pequenas, permitir que, alguns dias, elas fiquem dormindo em vez de assistir às aulas. No entanto, durante o período de adaptação, a presença diária é indispensável. Sempre com respeito, escuta e diálogo, temos que pedir que a criança vá à escola.
  • Pode acontecer de a criança relatar algum acontecimento vivido na escola que não chame a atenção dos pais ou que pareça insignificante. Entretanto, é fundamental escutar tudo o que elas tenham a dizer, as suas impressões, as suas preocupações.

Em resumo, as crianças pequenas precisam de um acompanhamento amoroso e consciente na hora de ingressar no sistema educativo. A prioridade deve ser dar espaço para que elas se expressem.

Por fim, devemos acreditar que os pequenos da casa vão se sentir à vontade na escola, que eles vão encontrar o seu próprio modo de se relacionar, de aprender e de ser. Isso vai ajudá-los a construir vínculos felizes com os seus colegas e professores.