A menstruação após o parto

· 23 de julho de 2017

Assim que seu pequeno nasce, seu corpo vai começar a buscar o equilíbrio novamente para retornar ao seu estado habitual, por exemplo, com a volta da menstruação.

Já se passaram nove meses de gravidez, na sua frente está um bebê que lhe acompanha no seu colo e certamente você já se perguntou: Quando tempo depois do parto a menstruação volta? Seu organismo começa a se recuperar desse processo árduo, os órgãos vão estar tentando voltar ao seus lugares originais e seu organismo vai estar focado em produzir leite materno para o seu pequeno.

Ou seja, todos os seus hormônios estão trabalhando para continuar proporcionando o que seu pequeno precisa para ser forte e saudável. Mas cada corpo é diferente. Assim a amenorreia pós-parto (ausência da menstruação nesse período) varia muito de uma mulher para outra. Mesmo assim, o mecanismo neuroendócrino já entrou em cena.

A amenorreia pós-parto depende diretamente da amamentação materna

Da mesma forma que aconteceu no momento de menstruar pela primeira vez, as novas mamães podem viver de novo essa experiência no momento em que seu organismo estiver preparado. No entanto, um fator que vai influenciar consideravelmente no retorno da menstruação é a amamentação materna.

Depois de expulsar os chamados lóquios no pós-parto, que são as secreções vaginais que se mantêm entre as seis e oito semanas após dar à luz, a menstruação pós-parto pode aparecer em poucas semanas se você não amamentou seu bebê. Mas se você proporciona essa via de alimentação é possível que demore a voltar a aparecer, inclusive durante anos.

Menstruação pós-parto: o que você deve saber

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De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a maioria das mulheres que não amamentam seus pequenos voltam a menstruar em apenas quatro meses após o nascimento dos seus bebês. O mais normal é que quem não estiver amamentando apresente um retorno da atividade dos ovários em 30 dias.

No entanto, independente desses números os sintomas que você vai apresentar podem variar em comparação com o que acontecia com você anteriormente à gravidez. O mesmo vai acontecer com o seu fluxo, já que é comum a ocorrência de certos desajustes nos primeiros ciclos ou, simplesmente, será algo muito diferente do que você vivia.

A menstruação pós-parto pode vir acompanhada da ovulação

Por outro lado, é possível que essa primeira menstruação pós-parto venha acompanhada de ovulação. Sendo assim, há chances de engravidar se você e seu companheiro não utilizarem um método anticoncepcional adequado. Segundo as estatísticas, entre 1 e 12% das mulheres ficam grávidas durante esse período da amenorreia.

É importante destacar que se você engravidar de novo não há motivos para deixar de oferecer leite ao seu filho. Esses dois processos não se relacionam entre si, e a gravidez não afeta a alimentação do seu filho.

A menstruação e amamentação materna

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Você já se perguntou por que as mães que dão de mamar não costumam menstruar? A resposta é química. Quando o bebê suga o seio da mãe, de imediato o corpo produz um famoso hormônio da amamentação que se chama prolactina, o qual tem o poder de inibir as funções do ovário.

Nesse contexto, esse processo é considerado um método contraceptivo natural, também chamado de Método de Amenorreia Lactacional. Mas tenha cuidado! Não confie somente nesse método, já que ele não funciona em todos os casos igualmente, e você pode acabar engravidando de novo.

Iniciar a alimentação complementar pode induzir ao aparecimento da menstruação

A natureza é impressionante. De alguma forma, o organismo considera que você deve se dedicar à tarefa de amamentar e vai lhe proteger de outra gravidez enquanto isso. No entanto, a efetividade desse método chega a somente 98%. Além disso, para atingir essa taxa, a amamentação precisa obedecer à determinadas condições: amamentação totalmente – ou quase completamente – exclusiva, não passar de seis meses e ocorrer a cada seis horas.

Em geral, quando se inicia alimentação complementar, se observa o primeiro sangramento. Isso se deve ao fato de que a frequência com que a mãe dá de mamar diminui e, consequentemente, também diminuem os níveis de prolactina. Apesar disso, algumas mulheres apresentam amenorreia até o final do processo de amamentação.

A dinâmica do seu organismo vai dizer qual o momento exato para retomar essa rotina. O importante é você se sentir bem, proporcionar a melhor alimentação ao seu pequeno anjo e se concentrar nesses momentos de encontro com ele.