Nunca interfira na relação entre o seu filho e o seu ex

15 de novembro de 2017

Entre o seu filho e o seu ex não deve existir nenhuma interferência, pelo menos não da sua parte. O motivo do seu divórcio, se ele foi um marido bom ou ruim, os defeitos que, segundo você, ele possui, não devem ser pretextos para interferir na relação que, como pai e filho, eles precisam ter.

Uma situação que deve começar com uma preparação saudável da criança para enfrentar, da melhor forma possível, a separação conjugal dos seus pais, não deve continuar com a discórdia entre as duas pessoas que mais amam na vida.

Faça o seu papel de mãe. Não queira desempenhar também o papel que cabe ao pai

Você, como mãe do filho que cria em casa, é uma das principais responsáveis pelo bem-estar do pequeno. Mas não é a única. 

O pai do seu filho – atualmente o seu ex – assim como você deve se ocupar do sustento econômico, da saúde física e psicológica, sua educação e da proteção da criança.

Se a tarefa de acordar seu filho todas as manhãs é sua, além de preparar o café da manhã, supervisionar a sua higiene, seu vestuário e seu penteado, pode ser responsabilidade do pai levá-lo ao colégio, ou buscá-lo na saída.

Nunca se meta entre o seu filho e o seu ex

Permita que seu ex compartilhe as responsabilidades que tem como pai do seu filho e também deixe que a criança aproveite o tempo ao lado do pai.

Não queira se transformar na única pessoa que se encarrega da educação, do cuidado e das distrações do seu filho. Não queira ser a única a dar afeto e a passar um tempo com ele.

A não ser que se trate de preservar a saúde, o bem-estar, a vida da criança... o fato do seu ex não ser o melhor exemplo para o seu filho nunca deve ser um obstáculo, nem um empecilho, quando os dois quiserem passar um tempo juntos.

“Uma criança tem o direito de desfrutar de um pai e de uma mãe que zelem pelo seu cuidado; pais que o amem e o criem da melhor maneira e que ajam como uma base que proporciona segurança e confiança para se encaminhar na vida.”

Independente de viverem em casas diferentes e do casamento que se desfez, o filho que vocês têm em comum nunca deve sentir a ausência física do pai. Toda criança tem o direito de ter o seu pai, principalmente quando não vive mais com ele. 

A maneira como seu ex e você devem agir

Os pais devem agir em conjunto pela felicidade do filho

“A melhor maneira de impedir que uma criança sofra as consequências de uma relação conjugal que acaba de terminar é fazendo-a se sentir segura, amada; dando toda a atenção de que precisa.”

Mesmo quando seu parceiro e você já tenham se divorciado, mesmo que quem por anos foi o seu marido agora seja apenas “o pai do seu filho” você não tem o direito de dificultar a relação afetiva que deve existir entre o seu filho e o seu ex.

Por nada nesse mundo você deve ter como objetivo ferir, ofender, menos ainda na frente da criança, a pessoa que você amou no passado. Tenha em mente que ambos têm como objetivo comum uma prioridade que os manterá unidos a vida toda. Mesmo que não façam mais parte do mesmo núcleo familiar.

Procure uma maneira de estar de acordo com o seu ex para manter a estabilidade emocional da criança. As orientações a seguir podem ajudar os dois:

  • Ambos os pais dividirão as responsabilidades que têm com a criação do filho.
  • Vocês nunca devem se desrespeitar, principalmente na frente da criança.
  • Nenhum dos dois vai falar mal do outro na presença do filho.
  • Ambos vão escutar as opiniões e os sentimentos da criança. É ela quem mais importa.
  • É preciso que a criança saiba que, mesmo separados, você e o seu ex a amam muito e continuarão sendo a base da sua vida.
  • Vocês nunca vão colocar a criança na posição de juiz para decidir entre qualquer desavença que, como adultos, vocês tiverem.
  • Jamais usarão a criança como arma para causar sofrimento mútuo.

Entre o seu filho e o seu ex

Entre o seu filho e o seu ex deve existir somente amor. Também é essencial uma comunicação saudável e aberta, além de confiança, respeito e admiração. Faça tudo o que estiver ao seu alcance para reforçar isso.

“Pai e mãe devem estar sempre dispostos a colocar de lado suas diferenças. Ambos devem ter como objetivo em comum o bem-estar da criança”