O elefante Babar: um personagem clássico

· 24 de fevereiro de 2019
Há muitos livros que podemos encontrar para os nossos filhos nos quais é relatado, de uma forma divertida e adaptada à idade, como lidar com as adversidades da vida.

Quem não se lembra do elefante Babar, da série de desenhos animados da sua infância? Esse personagem alegrou a infância de várias gerações com suas histórias cheias de ternura, reflexões e diversão. Pois bem, o famoso rei Babar já tem mais de oitenta anos de idade.

É isso mesmo, esse adorável elefante é o protagonista do livro L’histoire de Babar, le petit éléphant (A história de Babar, o pequeno elefante). Ele foi publicado pela primeira vez em 1931, na França e foi escrito por Jean de Brunhoff, um famoso ilustrador e escritor de literatura infantil.

Graças à excelente recepção que a história de Babar teve, o texto foi traduzido para muitas línguas. Dessa forma, pouco a pouco foi conquistando o seu lugar entre os personagens mais amados pelas crianças do mundo todo. Em especial, depois da Segunda Guerra Mundial.

A inspiração

A ideia que deu vida a Babar surgiu de um belo hábito familiar da família Bruhnoff. De fato, todas as noites, a esposa de Jean contava histórias para os seus dois filhos, principalmente para ajudá-los a dormir. Assim, elas serviram como inspiração para criar todo o universo que gira em torno de Babar.

O começo da história do elefante Babar

O enredo da vida de Babar começa quando ele precisa fugir do caçador que havia matado a sua mãe. Para evitar ser encontrado, ele abandona a sua casa e se dirige para a cidade grande.

Chegando lá, ele se veste com roupas humanas e aprende a se comportar de maneira civilizada. Depois de um tempo, Babar consegue retornar à sua selva e é coroado rei dos elefantes.

Encantados com a fascinante vida do elefante, os dois filhos de Bruhnoff pediram ao pai que ilustrasse a história para poder tê-la com eles. E foi assim que surgiram as primeiras imagens de Babar.

O começo da história do elefante Babar

O sucesso de Babar foi quase instantâneo, já que ele era muito impressionante visualmente. Quem já tinha visto antes um elefante vestido com um terno verde e uma coroa?

Além disso, as ilustrações das paisagens e do restante dos personagens eram adoráveis. L’histoire de Babar foi a série ilustrada mais extensa até o momento.

As histórias de Babar não têm um grande conflito do começo ao fim, mas se concentram nas reviravoltas que ocorrem ao longo do caminho em cada aventura. Isso proporciona uma beleza não apenas visual, mas também emocional.

No ano de 1937, após ter escrito 7 livros do popular personagem, Laurent de Brunhoff, seu criador, morreu aos 37 anos de idade devido à tuberculose. No entanto, seu filho Laurent não se esqueceu de Babar.

Aos 20 anos, Laurent continuou a dar vida a todos os personagens e ainda hoje, aos 93 anos, continua cuidando do legado de seu pai.

O salto dos desenhos animados para o cinema

O sucesso internacional do elefante Babar não permaneceu nas páginas dos livros. Os desenhos animados do personagem estrearam no final dos anos 50 na telinha. Inclusive, acabou se tornando um longa-metragem nos anos oitenta.

Essa história foi retratada em uma série de 78 capítulos nos anos de 1989 e 1991, onde o rei Babar vive na França com sua esposa Celeste e, a cada capítulo, conta a seus filhos sobre o passado e suas aventuras.

O salto dos desenhos animados para o cinema

Babar era muito impressionante visualmente. Afinal, quem já tinha visto um elefante usando um terno verde e uma coroa?

Antes de ir para as telonas, Babar já tinha uma obra musical, consistindo de uma trilha para narrador e dois pianos, criada pelo compositor francês Francis Poulenc.

A origem dessa partitura, que se intitula L’histoire de Babar, le petit éléphant, remonta ao verão de 1940, quando o compositor estava improvisando ao piano e uma garotinha pediu que ele tocasse a música da história que estavam lendo.

Alimente a imaginação das crianças

A história de Babar é ideal tanto para começar na leitura quanto para incentivá-la. A narrativa é muito bem balanceada pelas ilustrações e não deixa espaços em branco.

E o mais valioso é que as histórias falam da felicidade como um estilo de vida, e não como uma meta. Também falam sobre manter o bom humor, mesmo diante de dificuldades e por que é importante sempre tentar progredir.

Certamente, é uma história perfeita para usar em sala de aula. Principalmente porque não só tem uma história divertida para aproveitar através da leitura, mas também oferece, ao mesmo tempo, imagens com as quais as crianças podem se identificar e recriar com a imaginação.