O que é a catapora congênita?

17 Outubro, 2017

A catapora é uma doença que pode acontecer em qualquer etapa das nossas vidas. No entanto, costuma ser associada a doenças de criança. Trata-se de um processo infeccioso com grande capacidade endêmica, que pode afetar gravemente uma mulher grávida.

Sabe-se que essa infecção, causada pelo vírus zóster, não ocorre com frequência durante a gravidez. No entanto, pode provocar graves problemas quando ocorre durante a gestação. Nesse sentido, se a mulher grávida é afetada pela catapora, seu bebê em formação pode sofrer uma versão conhecida como catapora congênita.

A catapora congênita pode provocar graves problemas ao feto. Além da característica inflamação da pele, podem ocorrer anomalias nos olhos, danos no sistema nervoso central e até mesmo a morte do feto.

De acordo com a avaliação dos especialistas, pelo menos 10% das mulheres em idade fértil são suscetíveis a contrair o vírus da catapora. Além disso, sabe-se que a maioria das mulheres nessa fase não possuem a quantidade de anticorpos suficientes para combater o vírus.

Como a catapora congênita atinge o feto?
mulher grávida com as mãos nas costas

 

O feto pode ser afetado pela catapora quando essa doença afeta a mãe durante a gravidez. A experiência dos especialistas indica que quanto mais avançada estiver a gravidez, mais mal a doença pode fazer ao feto.

Acredita-se que se a mãe se contagiar com catapora quando estiver a ponto de dar à luz, o bebê vai nascer sem a capacidade de lutar contra o vírus. Como dissemos, a mãe não possui os anticorpos contra o vírus zóster, portanto seu filho também não terá.

Da mesma maneira, durante o primeiro trimestre de gestação a doença é igualmente perigosa. Nessa fase o bebê está se formando e, por isso, a doença pode prejudicar diferentes aspectos. Os prejuízos que a catapora congênita pode provocar são:

  • Lesões na pele
  • Defeitos oculares
  • Enfraquecimento do sistema nervoso central
  • Atraso no crescimento
  • Microcefalia
  • Problemas no fígado
  • Problemas renais
  • Cegueira
  • Morte do feto

Diagnóstico da catapora congênita

Além do cuidado que se deve ter antes e durante a gravidez em relação à catapora, é conveniente realizar um acompanhamento. Em qualquer consulta pré-natal é possível identificar o problema. No entanto, quando a grávida tem o vírus a situação do feto é o foco nesse momento. Ou seja, quando estiver com a doença, a mãe deve se submeter a uma série de exames para verificar a condição do bebê. Dentre os testes mais utilizados, temos os seguintes:

 

  • Um resultado positivo para essa infecção é, por exemplo, encontrar hipoplasia de membros no feto. Essa condição se refere ao desenvolvimento incompleto de alguns órgãos ou de algumas partes do corpo. Pode ser determinada em um ultrassom de rotina ou especializado.
  • É possível diagnosticar a doença também por meio da análise do líquido amniótico ou do sangue do feto através da realização de um cultivo viral ou da reação da polimerase em cadeia.
  • É visível em um teste de cordocentese, que se refere à obtenção de uma amostra de sangue do cordão umbilical.

Recomendações para a grávida

A mulher que está planejando uma gravidez deve se certificar de estar vacinada contra a catapora. Se não estiver imunizada, é adequado se vacinar pelo menos seis meses antes da concepção. Caso isso não seja possível, porque a gravidez foi uma surpresa, é recomendável tomar precauções rigorosas.

Não é aconselhável que a mulher grávida se exponha ao vírus. Evitar permanecer em contato com potenciais contaminantes, por exemplo, hospitais ou lugares com pouca ventilação. A mulher grávida não deve entrar em contato com a pele ou a saliva de uma pessoa infectada com catapora. Para uma maior precaução, é recomendado evitar o contato com pessoas doentes no geral.