O que fazer se meu filho não quiser tomar fórmulas infantis?

· 3 de abril de 2018
A alimentação infantil começa com o leite materno, responsável por fornecer os nutrientes necessários nessa fase da vida. Para os casos nos quais não é possível amamentar ou que é necessário complementar, existem as fórmulas infantis.

Desde o nascimento até os 6 meses de idade, o único alimento para os bebês é o leite. Embora existam muitas opções no mercado, em alguns casos a criança pode não querer tomar as fórmulas infantis.

Por causa das novas configurações familiares e dos avanços na ciência, nos últimos anos a lactância deixou de ser sinônimo de amamentação. Uma das alternativas ou de complemento ao leite materno são as fórmulas infantis.

A decisão do adulto sobre a alimentação do recém-nascido não é tarefa fácil. É comum que essa decisão varie de acordo com as circunstâncias particulares pelas quais a família passa durante o crescimento do bebê. Na melhor circunstância a mãe pode escolher combinar diferentes alternativas de alimentação para o seu bebê.

Uma substância para cada bebê

Os médicos recomendam o leite materno antes de qualquer outro tipo de alimentação. Segundo a Associação Médica Americana e a Organização Mundial de Saúde, o leite materno é a melhor opção de alimentação para os bebês.

O leite que o bebê toma da sua mãe fornece defesas adequadas contra infecções e previne alergias e outras doenças mais sérias.

fórmulas infantis

No entanto, existem alguns casos em que o leite materno infelizmente não é uma opção. Isso pode acontecer devido a algumas circunstâncias: impossibilidade de amamentar, intolerância do bebê à lactose ou simplesmente porque a mãe não produz quantidade de leite necessária. Nesses casos, o que fazer se o bebê não quiser tomar as fórmulas infantis?

É normal que o bebê rejeite as fórmulas infantis?

É uma situação comum que o bebê que anteriormente passou por um período de amamentação com o leite materno não queira tomar as fórmulas infantis. Para muitas crianças, o fato de mudar do seio para a mamadeira muitas vezes leva a algumas dificuldades.

A adaptação da sucção ao novo recipiente pode exigir certo período para a criança se acostumar. Essa nova fase exige que a criança se familiarize com o novo objeto e, ao mesmo tempo, renuncie a exclusividade do seio da mãe.

Além do fato de que é biologicamente impossível amamentar por muito tempo, parar de amamentar também é um passo necessário em toda constituição psíquica.

Uma das características importantes pelas quais os especialistas recomendam incluir fórmulas infantis na dieta do bebê é porque contém vitamina D. Essa vitamina, muito importante no desenvolvimento dos pequenos, não está presente no leite materno. Além disso, a fórmula hipoalergênica também é uma opção quando a criança desenvolve intolerância ou alergia à lactose.

Várias tentativas de incorporar as fórmulas infantis na dieta do bebê

A Associação Espanhola de Pediatria explica que as crianças costumam mudar de rotinas e gostos ao longo da infância. Por esta razão, se após várias tentativas o seu filho ainda não quiser beber as fórmulas infantis, não é preciso se preocupar demais. Uma criança que não tem intolerância à lactose pode começar a beber as fórmulas infantis depois de algumas tentativas.

A associação também aconselha esses pais a substituir o leite por outros alimentos que contenham os mesmos nutrientes. Porém, é preciso lembrar que o leite de vaca orgânico não é uma opção até que a criança complete um ano de vida. O sistema digestivo de um bebê de até 12 meses ainda não tem capacidade de digerir um alimento mais complexo do que o leite materno ou as fórmulas infantis.

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As organizações veganas, em ascensão em muitos países do Ocidente, aprovam a preferência pelos alimentos substitutos do leite. Elas dizem que o ser humano é o único mamífero que continua bebendo leite após o desmame e que ingere leite de outras espécies, como a vaca, o que consideram desnecessário e insalubre.

Essas organizações também discordam da amamentação prolongada. Em vez disso, propõem a incorporação precoce de alimentos sólidos, aos 6 meses de vida.

Existem muitas indicações que recomendam a alimentação de sólidos desde cedo. Argumenta-se que esses alimentos podem fornecer todos os nutrientes necessários para o desenvolvimento do bebê, e tem como consequência a diminuição da demanda por leite. Além disso, esta prática garantiria um desmame simples e tranquilo tanto para o bebê quanto para a mãe.