A amamentação prolongada é prejudicial para a mãe?

· 12 de dezembro de 2017

A amamentação prolongada traz muitos os benefícios para a mãe e para a criança. A amamentação pode ser considerada normal até a criança ter seis ou sete anos.

Quando uma mãe amamenta o filho com mais de nove meses ou até mesmo um ano, muitas vezes se depara com muita pressão social como as críticas de familiares, amigos e do seu círculo social mais próximo. Essa pressão é, sem dúvida, a maior dificuldade da amamentação prolongada para a mãe.

Este problema se torna ainda maior quando as mães começam o desmame após os dois anos da criança. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda a amamentação exclusiva com o leite materno durante os primeiros seis meses de vida do bebê. A partir desse momento a mãe pode começar com a alimentação complementar, isto é, combinar o leite materno com outros alimentos, até pelo menos os dois anos. Depois desse período a mãe e a criança podem decidir como querem continuar.

A amamentação prolongada pode ser considerada perfeitamente normal até a criança ter seis ou sete anos, uma vez que não há dados que comprovam que essa prática seja prejudicial para a criança ou para a mãe.

Muitos estudos consideram a amamentação prolongada como forma de fortalecer o vínculo entre mãe e filho. Ao mesmo tempo que proporciona ao filho um alimento nutritivo, estéril, que hidrata e também protege, uma vez que ajuda a desenvolver o sistema imunológico. A amamentação prolongada também ajuda a criança a se sentir segura e protegida pela mãe. Isso ocorre por causa do contato direto com ela.

Os estudos concluem que quanto maior o tempo de amamentação, maior o benefício tanto para a mãe como para a criança. Esse simples ato vai trazer benefícios para a saúde da criança para o resto da vida.

Bebê mamando, amamentação prolongada

É preciso destacar que o período natural de desmame pode acontecer dos dois aos seis anos. Considerando que a criança precisa dos nutrientes do leite materno para o bom desenvolvimento dos ossos e dos órgãos, nesse período ela deveria consumir somente leite materno, e não leite de vaca.

No entanto, apesar dos vários benefícios que o aleitamento materno proporciona à criança e à mãe, é muito mais difícil continuar por um período maior que os dois anos de idade da criança. Para a mãe, a amamentação prolongada pode significar um período de dificuldades sociais e culturais. Mesmo conhecendo e sabendo sobre os benefícios do leite materno para as crianças, algumas mães nem sempre suportam a pressão social.

A amamentação prolongada pode ser considerada perfeitamente normal até os seis ou sete anos da criança.

Barreiras sociais

Acredita-se que a amamentação prolongada pode prejudicar a criança e causar problemas psicológicos. Também existe a crença de que o leite materno não é suficiente para uma nutrição adequada depois dos nove meses.

O único problema da amamentação prolongada é a falta de informação sobre o assunto. A sociedade deveria conhecer os benefícios da amamentação prolongada. Essa seria uma forma de ajudar as mães que escolheram essa opção a continuar amamentando os filhos até quando desejarem.

Benefícios da amamentação prolongada para mãe e para o filho

Alguns estudos científicos provam que quanto mais prolongada for a amamentação, maiores os benefícios para a criança e para a mãe. Entre outros fatores, ajuda a reduzir a morbidade infantil por diarreia, doenças infecciosas e respiratórias agudas, obesidade, diabete e câncer em crianças.

Bebê mamando o peito da mãe, amamentação prolongada

Longe de ser prejudicial, a amamentação prolongada é benéfica para a saúde física e emocional da mãe. Aquelas que escolheram essa opção têm menor probabilidade de ter câncer de mama e de ovário. Além disso, ajuda a controlar a pressão arterial e manter um baixo nível de colesterol. Elas também têm menor chance de sofrer de diabetes tipo 2 e de osteoporose.

Vários estudos indicam que o leite materno não perde seus nutrientes ao longo do tempo. na verdade, após o primeiro ano ele se torna mais rico em gordura e energia. Além disso, o leite materno está relacionado a um maior desenvolvimento cognitivo e psicomotor na criança.

Considerando que até aos sete anos o sistema imunológico da criança ainda não está completamente desenvolvido, os pediatras deveriam recomendar a amamentação prolongada. O leite materno é mais benéfico do que qualquer outro tipo de leite por conter níveis elevados de anticorpos e nutrientes oferecendo ao bebê maior proteção contra infecções.

Em suma, a amamentação prolongada só oferece benefícios para a mãe e para a criança. O questionamento e as críticas sobre esse assunto são baseados em falsas crenças e preconceitos.