Os hormônios do parto: uma mistura de lindos sentimentos

· 8 de agosto de 2017

Às vezes parece mentira, mas tudo o que acontece no corpo de uma mulher está intimamente ligado a essas substâncias chamadas hormônios. E o parto não é exceção. A oxitocina é um dos hormônios protagonistas da maternidade: sua presença é vital durante os orgasmos, na gravidez, no parto, na amamentação e durante todas as etapas da infância.

A oxitocina, que também é chamada de o hormônio do amor, é segregada por uma glândula que está no cérebro, chamada hipófise. Esse hormônio do amor também é o responsável químico do sentimento de proteção e responsabilidade que lhe enche o peito cada vez que você olha para seu filho.

Mas esse hormônios não é o único que interfere durante a etapa da gestação, quando seu corpo de mulher desempenha a função de alimentar, proteger e transportar seu bebê.

Nesse período também interferem hormônios como a gonadotrofina coriônica, os estrógenos, a progesterona, o lactogênio placentário, a relaxina, a prolactina, a adrenalina e as endorfinas. Cada um tem uma tarefa fundamental durante esta etapa tão delicada de sua vida e da vida do bebê.

O hormônio do amor, presente nesse momento

O hormônio do amor é um dos protagonistas da gravidez por várias razões. A oxitocina é segregada durante toda a gravidez e seus níveis se mantêm estáveis graças a ação da progesterona, entretanto sua ação é decisiva quando chega o momento do parto.

Quando você vai dar a luz os níveis de oxitocina vão aumentando progressivamente, e sua ação tem maior efetividade nas contrações que por sua vez permitem a dilatação do colo uterino.

Em algumas ocasiões, quando as contrações espontâneas da parturiente não são suficientes, os médicos costumam administrar pequenas doses de oxitocina sintética para ajudar no processo de dilatação.

Quando nasce o bebê, o hormônio do amor, estimula para que o leite brote de seus seios e, além disso, favorece para que você e seu bebê se apaixonem. Também ajuda o útero para que se contraia até recuperar seu tamanho habitual ,e evita que ocorram hemorragias dentro do útero.

A adrenalina também tem um papel fundamental no parto

Se a oxitocina é o hormônio do amor, a adrenalina é a encarregada de nos manter alertas. É o hormônio do ataque e da defesa, a que se ativa quando você tem a impressão que existe perigo ou quando sente medo.

Antes do momento do parto, o corpo de cada mãe prepara para o bebê certas quantidades de adrenalina, as quais fazem que o bebê esteja alerta ao seu entorno, e possa desenvolver os reflexos necessários para sobreviver diante do ambiente que ele começa a conhecer.

A adrenalina na mulher tem funções distintas, pois ainda que favoreça nela o desenvolvimento de um sentimento instintivo de proteger ao bebê e a ajuda a estar alerta durante o processo de parto, quando seus níveis ficam acima do normal, inibem a secreção de oxitocina. Isso faz com que o parto seja mais lento e também diminui o fluxo sanguíneo para o útero, o qual afeta diretamente ao bebê, que poderia sofrer durante o processo do parto.

Quando isso ocorre é porque a mãe está a ponto de dar a luz e percebe uma situação de perigo para seu bebê.

O fato de que os níveis de adrenalina subam muito durante o parto tem relação com o puro instinto,  e é quando o corpo de maneira irracional detêm o parto para poder proteger ao bebê; justamente por isso é tão importante cuidar do ambiente em que ocorre o parto, porque um ambiente tranquilo favorecerá para que esse processo tão delicado se desenvolva com normalidade.

A elasticidade da relaxina

A relaxina, como o nome sugere, é o hormônio encarregado de relaxar os músculos e as articulações. Sua ação é muito positiva no parto, pois favorece a elasticidade e a mobilidade dos ossos da pélvis. Este hormônio também se encarrega de adaptar sua coluna ao novo centro de gravidade durante a gravidez; e é o responsável pela lombalgia que muitas mulheres sofrem no final da gravidez.

O hormônio da anestesia

As endorfinas atuam com um efeito anestésico. Nosso organismo as segrega de maneira natural. Antes que o parto comece o corpo da mulher começa a segregar endorfinas, cujos níveis aumentam à medida que o processo do parto avança.

Este hormônio altera a percepção da dor que você sente quando da à luz e é responsável, junto com a oxitocina, pela euforia que você sente quando vê seu bebê pela primeira vez.

Para que o hormônio da anestesia apareça é preciso que você se sinta relaxada e segura. Assim, para aproveitar os favores das endorfinas trate de se distanciar do estresse, das preocupações e dos medos durante o parto. Também é bom que você saiba que o uso de analgésicos farmacológicos – como a anestesia epidural- inibe a produção natural das endorfinas.