Pais conseguem reconhecer câncer em bebê de 6 meses graças a fotos tiradas por eles

Conheça a história de um casal que percebeu um câncer no filho de apenas 6 meses através de fotos diárias.
Pais conseguem reconhecer câncer em bebê de 6 meses graças a fotos tiradas por eles

Escrito por Equipo Editorial

Última atualização: 19 abril, 2022

O nascimento de um filho é um momento de muita felicidade e esperança no futuro. Os pais começam a imaginar o que esperam para a vida de seus filhos e desejam apenas coisas boas para eles. Com o nascimento do pequeno Luca Brennan, os pais experimentaram apenas bons sentimentos, sem desconfiar da luta que começariam a enfrentar em algumas semanas: o pequeno tinha um câncer, mesmo tendo apenas 6 meses de vida.

O pai comenta que quando a criança tinha cerca de 2 meses a família começou a perceber um certo volume em um dos lados do rosto do bebê. O formato era semelhante a um caroço e estava localizado na parte inferior da bochecha direita.

“Não nos preocupamos muito porque todos os bebês se desenvolvem de maneiras diferentes e ele estava comendo e bebendo bem e fazendo todas as coisas que bebês deveriam fazer”, contou o pai, Kieran, em uma entrevista concedida ao jornal The Sun.

Um agente de saúde local da área onde a família vive, em South Lanarkshire, na Escócia, viu o caroço e recomendou que os pais levassem a criança a um hospital para que um profissional verificasse o caso.

Eles fizeram isso e também solicitaram um ultrassom, mas nenhum problema foi detectado. De acordo com os médicos, provavelmente o inchaço seria devido a uma inflamação e foram receitados antibióticos para a criança.

A descoberta do câncer

No entanto o pai continuou desconfiado e decidiu tirar fotos do filho diariamente para comparar o formato e o tamanho do caroço. Ao analisar as imagens ele percebeu que de fato o caroço estava aumentando e procurou outro médico.

Com as imagens em mãos, o médico os encaminhou para um hospital infantil, desconfiando que a criança estivesse com um tumor.

“Mostramos as imagens para o médico ver que que o caroço estava crescendo e ele nos deu uma carta, recomendando que fôssemos direto ao Royal Hospital for Children para fazer uma ressonância magnética. Os exames confirmaram que se tratava um tumor, mas ainda não se sabia naquele momento se era maligno”, explicou o pai.

“Eles fizeram mais testes, uma biópsia e, depois, nos chamaram para entrar no hospital e foi aí que soubemos que era sério. O câncer dele é muito raro, os tumores IMT normalmente são benignos”, ele complementa.

Devido à localização e ao tamanho o tumor, são atravessadas algumas veias e nervos no rosto da criança, o que dificulta a remoção cirúrgica. Por esse motivo, foi preciso que a criança passasse por algumas sessões de quimioterapia antes da cirurgia, com a esperança de que o tumor diminua um pouco de tamanho.

“O tumor está diminuindo lentamente, mas o sistema imunológico de Luca está tão comprometido com a quimioterapia que ele entra e sai muito do hospital. O plano é fazer quimioterapia por 12 meses e depois parar por três meses para ver o que acontece – não será uma solução rápida como esperávamos”, comenta o pai da criança.

A criança atualmente está com 17 meses e felizmente conta com o apoio do irmão Leo, de 5 anos, que também sofre com as idas do irmãozinho ao hospital. O pai comenta que Luca se sente mal no meio da noite com frequência devido ao tratamento e com isso Leo precisa ser acordado e levado à casa do avô para ficar acompanhado enquanto os pais correm para o hospital com o bebê. “Leo, o mais velho, está sempre perguntando do irmão”, diz o pai.

Felizmente o tumor não está prejudicando o desenvolvimento de Luca, que já está falando suas primeiras palavras (em uma idade considerada normal). Os pais têm planos de continuar o tratamento até que o filho possa realizar a cirurgia.

Para retribuir os cuidados recebidos pela criança, os pais estão fazendo uma vaquinha virtual para arrecadar dinheiro para o hospital que está realizando os tratamentos de Luca.


Este texto é fornecido apenas para fins informativos e não substitui a consulta com um profissional. Em caso de dúvida, consulte o seu especialista.