Como saber se meu filho é hiperativo?

27 de novembro de 2016

As crianças podem ser muito alegres, proativas, enérgicas e impulsivas, porém devemos prestar atenção à intensidade do nível de atividade delas para, assim, identificar se trata-se de uma possível hiperatividade.

Como mães, podemos nos perguntar como saber se nosso filho é hiperativo ou se ele está somente passando por uma fase de inquietação e excesso de travessuras. O caso é que a hiperatividade reflete algumas coisas que apenas uma atitude agitada não transparece. Porém, antes de tentar investigar, devemos conhecer mais a fundo o que é a hiperatividade.

De acordo com o Centro para o Controle e a Prevenção de Doenças dos Estados Unidos: “O transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) é uma síndrome de conduta. Trata-se de um transtorno de comportamento caracterizado por distração moderada a grave, pequenos períodos de atenção, inquietação motora, instabilidade emocional e condutas impulsivas.”

Essa síndrome é completamente tratável e corrigível uma vez diagnosticada. Mesmo que o caso do nosso filho seja uma simples inquietação, como pais, devemos fazer tudo que for possível para corrigir as condutas negativas, premiar o bom comportamento e deixar que a criança se desenvolva naturalmente no ambiente.

“A hiperatividade aumenta quando o pequeno está na presença de pessoas com as quais não se relaciona frequentemente. Por outro lado, pode diminuir consideravelmente a atividade quando está completamente sozinho.”

Meu filho é hiperativo?

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Se você suspeita que seu filho seja hiperativo, difícil de educar e não consegue se controlar, é importante que reavalie cada uma das características que identificam esse leve transtorno de conduta para colocar em prática os tratamentos pertinentes:

  • Atividade motora excessiva ou inapropriada.
  • Problemas para se concentrar.
  • Atitudes ou condutas destrutivas.
  • Pouca disposição para realizar uma tarefa que exige atenção.
  • Desejo de se movimentar compulsivamente (a criança não consegue ficar quieta ou sentada em um só lugar).
  • Incapacidade para finalizar tarefas.
  • Dificuldade para se concentrar em algo individualmente (desejam fazer mais do que suas capacidades cognitivas e físicas conseguem).
  • Pouca disposição para ser discreto: dizem sempre o que pensam e falam demais. Não conseguem parar ou deixar de fazer as coisas de que gostam mesmo quando pedimos para parar (exemplo: pular).
  • Ignoram os deveres e as obrigações.
  • Quase sempre se precipitam cognitivamente, não pensam nas coisas antes de agir.

Recomendações para tratar a hiperatividade

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Depois de identificar se o caso de seu filho é mesmo de hiperatividade, você deve saber que existem diferentes formas de tratamento. Algumas delas são voltadas aos métodos de conduta, à combinação de terapias e aos tratamentos médicos. Alguns desses tratamentos são:

  • As técnicas ou métodos de conduta conseguem a transformação do comportamento por meio de uma educação reforçada. Uma das recomendações para tratar a hiperatividade é conhecer o comportamento do pequeno na sala de aula para oferecer um desenvolvimento adequado às suas necessidades.
  • Existem instituições nas quais a quantidade de alunos é consideravelmente menor. Dessa forma, os professores conseguem oferecer mais atenção individual às crianças e uma relação menos agressiva com o ambiente. Nelas há maior facilidade para identificar algum problema que as crianças possam apresentar.
  • Outras recomendações enfatizam a casa, já que provavelmente o ambiente familiar é o lugar onde as crianças passam a maior parte do tempo. Essas técnicas requerem paciência e envolvimento por parte dos pais.
  • As cores dos quartos devem ser claras, o ambiente onde as crianças brincam deve ser limpo e organizado. Além disso, nenhum ambiente pode estar sobrecarregado.
  • As crianças com hiperatividade costumam imitar o que as pessoas à sua volta fazem. Por isso, a mamãe e o papai podem se utilizar desse fato para obter resultados positivos. Por exemplo, ambos podem, ao realizar as tarefas de casa, repetir as instruções ou o passo a passo em voz alta de forma clara e objetiva.
  • Outros métodos cognitivos de conduta têm como objetivo o controle da própria conduta da criança ou o autocontrole. Mas para conseguir isso, a criança deve aprender a observar e corrigir seus próprios comportamentos.
  • As terapias ou o psicólogo poderiam solucionar em poucas sessões os problemas para, assim, a criança conseguir atingir o autocontrole. Se o transtorno for um pouco mais grave, o processo poderia ser indicado à psiquiatria. Nesses casos, o médico recomendaria um tratamento farmacológico para a ansiedade.

Uma vez cumpridas todas essas recomendações é sua responsabilidade premiar as mudanças que a criança consiga efetuar durante esses métodos de conduta. Combinar prêmios quando a criança merecer, como balas ou jogos, irá motivá-las a realizar as mudanças que os pais pretendem que sejam atingidas.