Síndrome de Burnout: mães esgotadas

Muitas vezes nos sentimos cansadas, esgotadas, com dor de cabeça... e tudo isso porque nos faltam horas ao dia para querer abranger tudo.
Síndrome de Burnout: mães esgotadas

Escrito por Equipo Editorial

Última atualização: 22 setembro, 2018

Esse estado no qual nos encontramos tem um nome: “Síndrome de Burnout”. Você conhece essa síndrome? Neste artigo, daremos algumas dicas para você analisar se sofre disso.

Muitas mães que sofrem da Síndrome de Burnout exigem muito de si mesmas. Nosso organismo, por sua vez, responde a esse período prolongado de estresse e dá sua resposta.

O que é a síndrome de Burnout?

A síndrome de Burnout é uma resposta do nosso organismo a uma época de estresse intenso. Certamente, todas nós tentamos ser as “mães perfeitas”. Mas isso é impossível.

Combinar trabalho e família nos sobrecarrega com muitas tarefas: cumprir com as funções no trabalho, ir com as crianças ao colégio, levar às atividades extracurriculares, aos aniversários escolares, ao parque, passar as roupas, etc.

Temos esse desejo de perfeição que nos esgota tanto física quanto mentalmente. Evidentemente, essa síndrome também é aplicável a todos os pais.

Os pais também assumem suas tarefas domésticas, querem cumprir seu trabalho, levar as crianças no colégio, buscá-las, fazer coisas divertidas e, ao mesmo tempo, educativas com elas nos finais de semana…

Assim, entre todas essas tarefas, criamos esse desejo de “ser tudo ao mesmo tempo”, o que provoca um grande desgaste e um grande estresse.

Os sintomas da síndrome de Burnout

Embora você não tenha que ter todos os sintomas ao mesmo tempo para sofrer da síndrome de Burnout, aqui te mostramos os principais:

  • Sentimento de esgotamento
  • Fracasso e impotência
  • Baixa autoestima
  • Pouca realização pessoal
  • Estado permanente de nervosismo
  • Dificuldade para se concentrar
  • Dor de cabeça
  • Taquicardia.

 

Fases da síndrome de Burnout

Assim como todas as síndromes, a síndrome de Burnout não aparece de um dia para outro. Mas passa por estágios ou fases que conduzem finalmente ao aparecimento da síndrome. As etapas são as seguintes:

síndrome de Burnout
  • Etapa de entusiasmo. Nessa fase, nos sentimos cheios de energia. Temos aspirações muito altas, já que tudo é muito estimulante. Os conflitos são interpretados como algo passageiro, com uma solução clara.
  • Etapa de estagnação. Essa fase começa quando nossas expectativas são derrubadas. Nós nos tornamos conscientes de que, embora nos esforcemos, não podemos com tudo.
  • Etapa da frustração. Essa fase se caracteriza por ser um período de desilusão. Esse é o momento no qual surgem os problemas emocionais e físicos.
  • Etapa da apatia. É a fase de resignação diante da possibilidade de mudar as coisas.
  • Etapa de Burnout. Nessa etapa, surge a impossibilidade física e psíquica de seguir em frente. Portanto, nesse momento a sintomatologia aparece com força: esgotamento emocional e baixa realização pessoal.

Como tratar a síndrome de Burnout?

O contato social é o melhor antídoto contra o estresse. O rosto e o coração estão conectados entre si através do cérebro. Conversar cara a cara com um bom amigo pode ajudar a acalmar nosso sistema nervoso e aliviar o estresse.

Muitas vezes, somente precisamos de uma pessoa que simplesmente nos escute, embora sejamos conscientes de que também não nos dará uma solução.

Estabelecer uma amizade com pessoas com as quais você compartilha preocupações pode te ajudar a se sentir melhor. Se você sente que não tem ninguém a quem recorrer, nunca é tarde demais para construir novas amizades.

Além disso, tomar um café com mães dos colegas dos filhos ou com amigas que também são mães é uma ideia genial para fazer “terapia em grupo” e perceber que, em maior ou menor proporção, todas estão em uma situação parecida.

Encontrar o equilíbrio em sua vida é fundamental para ficar bem com você mesma. Portanto, concentre-se nas partes da sua vida que te trazem alegria. Tire um tempo livre. Utilize o tempo livre para recarregar as baterias.

síndrome de Burnout

O que fazer para evitar essa síndrome?

É importante conhecermos a nós mesmas e saber do que precisamos em cada momento. Se nosso corpo pede um descanso, precisamos descansar.

Não estamos sozinhos na tarefa de sermos pais. Temos pessoas que nos ajudam: pais ou amigos e, inclusive, em algum momento, podemos deixar nossos filhos com uma babá para poder ter tempo para estarmos a sós e, assim, fortalecer nossa relação de casal.

Se nos sentimos muito estressadas, podemos optar por fazer atividades relaxantes como yoga ou meditação. Muitas vezes, dar um simples passeio e respirar ar puro é suficiente para nos enchermos de energia.

E não se esqueça de seguir hábitos saudáveis: uma dieta correta, fazer exercício, descansar…

E nosso último conselho…

Diante de qualquer sintoma que notamos ou se percebermos que situação vai sair de controle, é importante recorrer a um médico para que nos ajude e nos dê o tratamento que considere conveniente.

E nunca esqueça que “a mãe perfeita” não existe. Nossos filhos querem uma mãe que seja capaz de rir, chorar, cantar e brincar com eles. Porque, para eles, a mãe perfeita é você.


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