O teste de Kolb para determinar estilos de aprendizagem

29 de março de 2020
Todos somos diferentes, e isso se reflete em todos os âmbitos e aspectos da vida. A nossa forma de aprender também é singular e, por isso, vamos descobrir neste artigo como alguém pode responder a um estilo específico.

Nós, pessoas, somos diferentes e, portanto, temos características diversas e distintas formas de perceber e processar as informações e os conhecimentos que nos rodeiam. Nesse sentido, o teste ou modelo de Kolb, desenvolvido por David Kolb, para determinar os estilos de aprendizagem é uma ferramenta interessante que os docentes podem utilizar para identificar as diferentes formas e as estratégias particulares de aprendizagem dos seus alunos.

O que é um estilo de aprendizagem?

Um estilo faz referência a um traço peculiar que caracteriza uma pessoa. Ou seja, relacionado com a aprendizagem, um estilo é uma forma ou uma maneira própria que alguém tem de aprender.

Portanto, se aprender é adquirir um conhecimento, existirão diversas formas para isso, dependendo das características intelectuais pessoais de quem aprende e, além disso, da maneira como a pessoa prefere aprender.

Teste de Kolb e estilos de aprendizagem: brainstorm

Então, levando em consideração as características do conteúdo do qual estamos tratando, para alguns será mais fácil entender algo novo mediante o estudo de anotações ou livros. Por outro lado, para outros será melhor compreender mediante exemplos. Ainda, haverá também pessoas que prefiram por estudar valendo-se de exercícios, esquemas ou mapas conceituais.

Modelo de Kolb para descrever estilos de aprendizagem

David Kolb, teórico da educação, desenvolve uma categorização de estilos de aprendizagem. Para isso, ele considera duas dimensões necessárias para que a aprendizagem ocorra. Por um lado, há a percepção do meio, à qual temos acesso mediante a:

  • Experiência concreta (EC).
  • Conceitualização abstrata (CA).

E, por outro lado, o processamento da informação que o meio nos proporciona a partir da:

  • Experiência ativa (EA).
  • Observação reflexiva (OR).

Assim, da combinação dessas dimensões, surgem os quatro estilos de aprendizagem, que são os seguintes:

  • Convergente (CA + EA). Pessoa racional e prática, pragmática, organizada, analítica, mais orientada aos objetos do que às pessoas. Assim, ela é capaz de resolver problemas aplicando o raciocínio hipotético-dedutivo.
  • Divergente (EC + OR). São imaginativos e consideram diferentes perspectivas para resolver problemas. Diz-se que são cinestésicos e que aprendem com o movimento. Além disso, são flexíveis, criativos, espontâneos e experimentais.
  • Assimilador (CA + OR). São indivíduos menos sociais, mais herméticos. Caracterizam-se por serem mais teóricos e reflexivos, raciocinando de acordo com uma lógica indutiva e de observação até conseguirem a abstração e a teorização. Além disso, são organizados e metódicos.
  • Acomodador (EC + EA). Pessoas que tendem a fazer e a se envolver em coisas novas com grande capacidade intuitiva. São pessoas pragmáticas, depois de analisar e descartar diferentes teorias, e observadoras, capazes de relacionar aspectos e conteúdos. Além disso, adaptam-se a diferentes circunstâncias e se relacionam bem com as pessoas.
Teste de Kolb e estilos de aprendizagem: menino aprendendo matemática

Teste de Kolb para determinar estilos de aprendizagem

O teste consiste em responder a supostas situações de aprendizagem mediante quatro opções de resposta, assinalando uma pontuação de 4 à situação que mais ofereça benefícios quando está aprendendo, e 2, 3 e 1 às outras, de acordo com o critério de efetividade.

Assim, o modelo de Kolb utiliza uma tabela e um sistema de coordenadas para calcular e estabelecer pontuações e resultados, determinando, dessa forma, a modalidade de aprendizagem de um aluno (EC, OR, CA, EA) e os diferentes estilos de aprendizagem (convergente, divergente, acomodador e assimilador).

Considerações finais

Devemos levar em consideração que o modelo e o teste de Kolb não descrevem como os estudantes aprendem e as suas diferenças de forma absoluta. Na verdade, ele orienta e ajuda os professores para que entendam melhor as estratégias de aprendizagem mais usadas e repetidas pelos seus alunos.

Inclusive, os educadores devem considerar aplicar, em uma forma de aprendizagem individual, uma combinação dos estilos descritos pelo teste de Kolb.

Por fim, a importância de contar com ferramentas com essas características reside na possibilidade que elas proporcionam para os educadores de poder adaptar o ensino aos diferentes estilos de aprendizagem dos seus alunos, conseguindo, assim, resultados educativos muito mais efetivos.