Transtornos que podem afetar a placenta durante a gravidez

24 de agosto de 2018
A saúde da placenta é vital durante a gravidez, tanto para a mãe quanto para o desenvolvimento fetal. A placenta proporciona oxigênio, nutrientes e filtra os dejetos do feto durante a gravidez.

Durante a gravidez, a placenta também tem um papel importante na produção de hormônios e protege o feto de bactérias e infecções.

A placenta se una à parede uterina e se conecta ao bebê através do cordão umbilical. Geralmente, esse órgão se adere à parte superior ou lateral da parede uterina. Às vezes, porém, pode crescer ou se anexar ao útero de uma maneira que pode causar problemas de saúde. Desse modo, a mulher pode apresentar transtornos placentários.

Fatores de risco que levam a transtornos placentários

O risco de transtornos placentários é influenciado pela etnia, pelo estilo de vida e pelo histórico médico da mãe. Em geral, muitos fatores interferem na saúde da placenta, incluindo os seguintes:

  • Etnia
  • Histórico de mãe que fuma ou fumava
  • Alta pressão sanguínea
  • Gravidez múltipla
  • Transtornos de coagulação sanguínea materna
  • Histórico de cirurgia uterina, como um parto por cesárea
  • Histórico de problemas na placenta
  • Abuso de substâncias narcóticas, como o consumo de cocaína
  • Traumatismo abdominal, como uma queda ou um trauma contuso
  • Idade materna. Mulheres de mais de 40 anos têm alto risco de desenvolver problemas na placenta
  • Ruptura prematura de membranas. O risco de problemas na placenta aumenta quando o saco amniótico se rompe antes do tempo
a placenta

Complicações que podem afetar a placenta durante a gravidez

Em primeiro lugar, devemos saber que existem muitas complicações que podem afetar a placenta. A seguir, veremos os transtornos mais comuns:

Placenta prévia

A placenta prévia é uma condição em que a placenta se adere à parede do útero muito mais abaixo do que o normal. Ao fazer isso, a placenta cobre parcial ou completamente o colo do útero. Contudo, esse problema pode se resolver sozinho à medida que a gravidez progride. Como resultado, a placenta prévia pode causar sangramento vaginal antes e durante o parto. Esse sangramento, às vezes, pode ser grave.

A placenta prévia pode causar as seguintes complicações durante a gravidez:

  • Rompimento da placenta
  • Aumento do risco de infecção fetal
  • Sangramento
  • Contrações
  • Trabalho de parto prematuro

Muitas vezes, é preciso fazer um parto por cesárea para retirar o bebê de forma segura.

Descolamento da placenta

O descolamento da placenta ocorre quando a placenta se separa do útero durante a gravidez. O descolamento pode ser parcial ou completo. Nesse sentido, a pressão arterial alta é um fator importante que deve ser levado em consideração, já que pode aumentar o risco de descolamento da placenta.

O descolamento da placenta se apresenta com maior frequência no terceiro trimestre. É o transtorno mais comum de placenta e é a principal cauda de morte fetal neonatal. Além disso, também é causa das altas taxas de partos prematuros e restrições do crescimento fetal.

Devido ao papel que a placenta tem na condução de oxigênio e nutrientes, seu descolamento pode causar a privação destes nutrientes vitais. Por conseguinte, essa privação pode conduzir a desenvolvimento anormal do feto, parto prematuro, restrição do crescimento fetal e morte fetal.

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Insuficiência placentária

Já vimos que a placenta tem um papel vital no desenvolvimento fetal, proporcionando ao feto nutrientes e oxigênio e a filtragem da produção de dejetos. Contudo, às vezes a placenta pode não funcionar corretamente. Quando isso acontece, ela pode deixar de fornecer quantidades adequadas de nutrientes, causando, portanto, insuficiência placentária.

Essa anomalia placentária muita vezes acarreta uma restrição do crescimento fetal e baixo peso do bebê ao nascer. Nesse sentido, mulheres com insuficiência placentária podem notar menos movimentação fetal. Desse modo, alguns sintomas de insuficiência placentária são o descolamento da placenta, o parto prematuro e a pré-eclâmpsia.

Infartos placentários

Os infartos placentários são áreas de tecido morto que são encontrados dentro da placenta. Em geral, são causados por complicações nos vasos sanguíneos. Essa anomalia placentária diminui o fluxo sanguíneo às zonas afetadas. Consequentemente, às vezes, pode causar a restrição do crescimento fetal ou a morte.

Os infartos placentários são comuns em mulheres que têm hipertensão grave.

Placenta acreta

A placenta acreta é uma condição na qual a placenta e seus vasos sanguíneos se aderem e crescem profundamente na parede do útero. Mesmo que os fatores de risco desta condição não estejam totalmente claros, sabe-se que fazer um parto por cesárea pode aumentar o risco de ter placenta acreta no futuro.

Essa condição médica é grave e pode acontecer de três formas:

  • A placenta se une ao músculo da parede uterina
  • A placenta fica unida através do músculo da parece uterina
  • A placenta que cresce através de toda a parede do útero e se adere a outros órgão próximos

Ademais, as complicações dessa doença podem incluir sangramento vaginal a partir do terceiro semestre, hemorragia pós-parto severa, parto por cesárea e histerectomia (remoção do útero).