20 doenças que podem ser prevenidas com a amamentação

25 de março de 2019
Você sabia que há muitas doenças que podem ser prevenidas com a amamentação? Vamos apresentar todas as informações relacionadas a esse assunto para que você entenda a importância vital dessa fase para o bebê.

A essa altura, ninguém mais duvida de que o leite materno é o melhor alimento que uma mãe pode oferecer ao filho. Os benefícios são muitos, tanto para a mãe quanto para o bebê. Mas você sabia que existem muitas doenças que podem ser prevenidas com a amamentação?

Sem julgar a decisão de amamentar ou não, uma vez que cada mulher deve escolher livremente e sem culpa, a verdade é que todos os estudos científicos corroboram as consequências positivas dessa prática.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que uma criança deve ser alimentada exclusivamente com leite materno durante os primeiros 6 meses de vida. Esse período deve ser prolongado, se possível, até os 2 anos de idade, já em combinação com outros alimentos.

Qual é a composição do leite materno?

Talvez você se surpreenda ao saber que o leite materno é um fluido vivo, capaz de se adaptar às necessidades nutricionais e imunológicas do bebê à medida que ele vai crescendo.

Durante os primeiros 3 ou 4 dias após o parto, a mãe produz colostro, um líquido amarelado e espesso, de baixo volume, mas rico em nutrientes. Então, entre os 15 dias e o primeiro mês, é produzido aquilo que se conhece como leite maduro.

Por mais surpreendente que possa parecer, a totalidade dos componentes do leite materno ainda não é conhecida, uma vez que mudam não só dependendo de cada mulher, mas também em uma mesma mulher dependendo da mama, das mamadas e das diferentes etapas da amamentação.

No entanto, é possível identificar as seguintes características do leite materno:

  • É composto por carboidratos, proteínas e gorduras de que o bebê precisa.
  • Fornece proteínas digestivas, minerais (ferro, cálcio, zinco, sódio), vitaminas (E, A, D, K) e hormônios que os bebês requerem.
  • Tem anticorpos que ajudam a impedir que o bebê adoeça. Por exemplo, contém imunoglobulinas, que protegem as membranas mucosas da criança; linfócitos e macrófagos, que atuam como uma barreira contra o ambiente; lactoferrina, que além de proteger de germes e bactérias, também contribui para a absorção do ferro.

Com tudo isso, não é nenhuma surpresa que existam muitas doenças que podem ser prevenidas com a amamentação. Agora, a que doenças estamos nos referindo mais especificamente?

doenças que podem ser prevenidas com a amamentação

Algumas das doenças que podem ser prevenidas com a amamentação

Durante a amamentação, os componentes que o bebê recebe ajudam a combater alguns problemas de saúde. Estes são os principais:

  • O colostro protege o recém-nascido de uma doença hemorrágica, graças aos antioxidantes e às quinonas.
  • As imunoglobulinas recobrem o trato digestivo, ainda imaturo, e impedem a aderência de vírus, bactérias e parasitas como, por exemplo, Escherichia coli, rotavírus, salmonela, pneumococos, estafilococos, entre outros.
  • Reduz o risco de infecções respiratórias, tais como bronquite ou pneumonia, pois ajuda a amadurecer os órgãos envolvidos nessa função.
  • Promove a redução da morte súbita infantil.
  • Previne doenças alérgicas.
  • É uma barreira contra problemas de pele.
  • Diminui o risco de contrair conjuntivite.
  • Evita infecções de ouvido.
  • É eficaz contra diarreia ou constipação.
  • Melhora as conexões neuronais e o desenvolvimento cerebral.
  • Reduz o risco de anemia.
  • Melhora a capacidade visual.

Além de tudo que foi exposto acima, é interessante ressaltar que sua função vai além de proteger o bebê nos primeiros anos de vida. Ele também tem a capacidade de defendê-lo contra doenças na vida adulta, tais como asma, diabetes, arteriosclerose, ataques cardíacos, etc.

Durante os primeiros 3 ou 4 dias após o parto, a mãe produz colostro. Então, entre os 15 dias e o primeiro mês, é produzido aquilo que se conhece como leite maduro.

Benefícios para a mãe

Além das doenças que podem ser prevenidas com a amamentação, essa forma de alimentação também tem muitos pontos positivos para a mãe. Nessa fase, o vínculo que é gerado entre a mãe e o bebê vai muito além do que imaginamos. É uma conexão única e verdadeiramente inexplicável.

Por outro lado, a segregação da ocitocina aumenta quando se amamenta, assim como acontece com o contato físico. Isso tem um efeito positivo sobre a mãe, uma vez que, dessa forma, o risco de depressão pós-parto é reduzido.

Devido ao aumento desse hormônio, o seu nível de confiança também aumenta, os níveis de cortisol diminuem – o hormônio do estresse, diminuindo assim a ansiedade – a sensação de dor é reduzida e a produção de leite é estimulada.

Outro benefício é que, enquanto uma mulher amamenta, a ocitocina ativa todos os hormônios necessários para a sua própria digestão. As funções do estômago e do intestino melhoram de tal forma que geram um melhor aproveitamento energético de todos os alimentos que a mãe ingere.

Além disso, após o parto, a sucção da mama faz com que o útero se contraia e retorne ao seu tamanho natural mais rapidamente. A amamentação também reduz o risco de câncer de mama, de ovário ou de colo do útero. Por fim, um ponto extra a favor da amamentação é que ajuda a mãe a recuperar a forma mais rapidamente.

Benefícios para a mãe

Além da saúde

Está claro que existem muitas doenças que podem ser prevenidas com a amamentação e que os benefícios para a mãe e para o bebê são enormes. No entanto, seus benefícios vão além da saúde. Por exemplo, podemos destacar outros aspectos, tais como a disponibilidade constante de alimento para o bebê.

Da mesma forma, sabemos que o leite está sempre pronto e na temperatura certa. Também não é necessário qualquer tipo de equipamento para transportá-lo e, como se tudo isso não fosse o suficiente, é 100% higiênico e seguro para o bebê. Sem dúvida, um alimento que não pode ser desperdiçado de jeito nenhum.

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