A apendicite na gravidez: sintomas e riscos

· 5 de janeiro de 2018

A apendicite na gestação é um inconveniente que pode aparecer a qualquer momento, seja no primeiro, no segundo ou no terceiro trimestre. Trata-se de um problema que não está ligado à gravidez e que, embora não represente um risco mais grave, deve ser tratada imediatamente.

Hoje em dia, considera-se que a apendicite não tem nada a ver com a fase de gestação. No entanto, quando se trata de uma gestante, todas as precauções e cuidados são poucos. Assim, diante de um caso de apendicite na gestação, devemos levar em consideração que não é apenas a vida da mãe que está em jogo, mas sim, e, principalmente a vida do bebê da gestante.

“A apendicite é uma emergência cirúrgica e não obstétrica mais frequente durante a gestação, e pode ser perigosa tanto para a mãe quanto para o feto se não for diagnosticada de maneira precoce”

Como diagnosticar uma apendicite na gravidez?

Da mesma forma que outros problemas de saúde, a apendicite na gravidez pode ser detectada através de uma ultrassonografia obstétrica ou abdominal. Esses e outros exames como o hemograma ou os check-ups da paciente são feitos com o objetivo de descartar qualquer doença abdominal ou que possa estar ligada diretamente ao feto. Contudo, não se pode esperar o check-up do especialista para diagnosticar uma apendicite.

mulher segurando a barriga com um travesseiro

A gestante que sofre de inflamação no apêndice manifesta os seguintes sintomas:

  • Dor abdominal no lado direito. Tudo começa como um leve incômodo no meio da barriga, em seguida o incômodo se torna uma dor e passa para o lado direito. Embora no começo a mulher pense que se trata da criança que se encontra encostada nesse lado e, como se diz geralmente, “está encaixada debaixo das costelas”, a dor não para quando o bebê muda de lugar, pelo contrário, ela se torna mais intensa.
  • Náuseas e vômitos. Durante a gravidez é normal sentir náuseas e vomitar frequentemente. O que diferencia a apendicite desses sintomas é que esses últimos não costumam vir acompanhados de dor abdominal.
  • Febre (não tão alta).
  • Prisão de ventre.
  • Falta de apetite.
  • Diarreias.

Apesar de a apendicite manifestar alguns sintomas muito específicos, durante a gestação eles podem ser confundidos com as sensações de mal-estar típicas dessa fase. Na verdade, muitas vezes, a falta de segurança e certeza faz com que a mulher grávida fique em casa mais tempo do que o recomendável, à espera de que as dores passem sozinhas. Isso provoca, em longo prazo, a exposição a riscos que aparecem quando a gestante não se submete a um diagnóstico ou a uma cirurgia a tempo.

A quais riscos o bebê e a gestante estão sujeitos em caso de apendicite?

Em caso de apendicite, a gestante pode correr o risco de aborto e parto prematuro. Além disso, quando a intervenção cirúrgica não chega a tempo e o apêndice supura ocorre a inflamação do peritônio. Essa inflamação pode fazer com que o intestino estoure e seu conteúdo vaze, contaminando a cavidade abdominal. Esse quadro clínico pode ser tratado a partir do momento em que a mãe receber tratamento intensivo, acabando com o risco à sua vida.

No entanto, esses e outros finais trágicos podem ser evitados, se a gestante receber atendimento a tempo. Por isso, é importante que diante de qualquer dúvida, por menor que seja, a gestante procure um especialista o mais rápido possível.

“Se você suspeitar que pode estar sofrendo de apendicite, deve procurar, o mais rápido possível, uma emergência”

O que fazer se você sofrer de apendicite na gravidez?

Os especialistas recomendam que diante dos sintomas de uma apendicite na gravidez, a mulher evite tomar medicamentos analgésicos. Além disso, não adianta beber água, suco, chá e qualquer outra bebida, ou ingerir qualquer tipo de alimentos.

mulher segurando a barriga

Sentir a dor pode acelerar o diagnóstico da apendicite e o fato de estar com o estômago vazio facilita o procedimento cirúrgico se, realmente, se tratar dessa doença.

A apendicite sempre acarreta em cirurgia, já só assim a vida da gestante e do bebê podem ser salvas. Nesse sentido, procurar o hospital com calma e o menos estressada possível facilita as coisas. É recomendável entrar na sala de cirurgia sossegada, sem medos e com a confiança de que tudo vai dar certo. Ficar assustada não resolve o problema, pelo contrário, ficar nervosa pode elevar a pressão arterial e desencadear outros inconvenientes que também são perigosos.