A estimulação pré-natal é importante?

· 12 de setembro de 2018
Os bebês podem sentir muitas coisas desde o momento em que estão no útero materno. Por essa razão costuma-se realizar a estimulação pré-natal. Contudo, essa é uma prática bem recente. Talvez por isso muitas mães não a realizem.

Como todos sabem, o feto humano é capaz de escutar a partir das primeiras dezesseis semanas de gestação. Além disso, ele pode sentir mudanças que acontecem no exterior do ventre da mãe.

De acordo com estudos realizados, os bebês podem perceber com maior claridade a estimulação quando já estão no segundo trimestre da gestação. Pois, nesse momento, os sentidos já estão, em sua maior parte, desenvolvidos.

Os principais estímulos que o bebê recebe enquanto está no útero materno acontecem por meio da audição. Por isso, recomenda-se conversar com ele, colocar uma música para ele ouvir ou cantar. Pois essas práticas podem influenciar o crescimento do bebê. Além disso, acredita-se que o bebê possa enxergar, ainda que não com tanta clareza. Também é possível que ele seja capaz de perceber certas variações da luz que penetram na escuridão do ventre materno.

Como a estimulação pré-natal influencia o crescimento do bebê?

De acordo com a opinião do Dr. Jorge Sandoval, ginecologista, é muito importante realizar uma estimulação precoce porque ela propicia vínculos entre o bebê e sua família. Além disso, foi comprovado que a estimulação pré-natal beneficia o desenvolvimento físico, emocional, mental e sensorial do bebê. Especialmente porque os sentidos serão ativados diante de qualquer sugestão.

estimulação pré-natal

Existem certos estímulos que, embora sejam físicos, podem ser percebidos pelo bebê a partir de uma perspectiva diferente. Por exemplo, quando fazemos carinho na nossa barriga, estamos transmitindo um sentimento que chegará ao pequeno de uma maneira diferente. De forma geral, essas expressões funcionam como acompanhamento para o processo. Pois permitem que o bebê no útero não se sinta só e que os sentidos estejam mais desenvolvidos quando ele nascer.

Quanto mais conexões afetivas forem desenvolvidas durante a gestação, maiores serão as probabilidades de que o bebê se adapte mais facilmente à vida extrauterina. Talvez ele possa reconhecer as vozes que escutava dentro do útero. Sendo assim, é possível que ele se acalme mais rápido e perceba o mesmo carinho de sempre.

Segundo o Dr. Sandoval, a estimulação pré-natal também está relacionada ao desenvolvimento da inteligência, pois se torna parte da formação e do crescimento neurológico por meio das conexões que forem se desenvolvendo nessa etapa. Nesse sentido, desde os primeiros quatro meses de gestação, o bebê se conecta com o exterior por meio do sistema auditivo. Esse sistema é favorecido quando se trata de músicas e sons agradáveis.

No entanto, ao mesmo tempo em que o bebê pode receber estímulos positivos, também pode perceber sensações não tão saudáveis. Por exemplo, discussões familiares, estresse profissional ou situações que alterem a paz da mãe. Por isso, é importante tentar ficar tranquila e se lembrar que, depois de cada momento de estresse, devemos estimular o bebê através de sensações positivas e reconfortantes.

estimulação pré-natal

Estimulação pré-natal dos sentidos

O bom desenvolvimento dos sentidos dos bebês é importante para que eles nasçam preparados para todas as mudanças que vão experimentar na nova vida. O ambiente ao qual o recém-nascido vai chegar, é totalmente diferente daquele onde ele se desenvolveu. Por isso, é positivo que ele tenha se adiantado em alguns aspectos. Por exemplo, que ele consiga reconhecer, pelo menos, alguns sons.

Outros sentidos que se desenvolvem durante a gestação são: o paladar, o olfato e o tato. Eles aparecem entre as primeiras 11 e 13 semanas de gravidez. Por meio da placenta, são transmitidas ao feto aquelas substâncias de odores e sabores diversos. Isso também nos permite realizar uma estimulação através dos alimentos que consumimos. Quanto mais aromáticos eles forem, melhor.

Ao mesmo tempo em que se desenvolve a audição, também começa a se formar a visão. Para comprovar que esses sentidos são ativados, os especialistas realizaram exames de ultrassom, nos quais verificaram variações no ritmo cardíaco do bebê. Além disso, é possível visualizar a atividade cerebral nos casos de estímulo visual e auditivo.

O bebê também pode reagir diante do movimento da mãe ou do estado de ânimo dela, devido à alteração hormonal que surge em certos casos. Ou seja, algumas substâncias produzidas pelo organismo podem estimular mecanismos capazes de alterar o ritmo cardíaco, a pressão arterial ou a respiração materna.

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