A maternidade faz você mais forte

24 de julho de 2017

Recentemente um grupo de pesquisadores asiáticos descobriu que as células do bebê em formação passam para o cérebro da mãe e o regeneram.

Ser mãe faz você mais forte. Não acredita? Continue lendo e descobrirá.

O cérebro das mulheres grávidas muda literalmente. Estudos recentes demonstram que a massa cinzenta das gestantes se reduz em áreas relacionadas com a empatia.

As conexões neurais da mãe otimizariam determinadas funções, como interpretar os estados mentais do filho ou antecipar possíveis ameaças do entorno. Inclusive, as mudanças não percebidas se mantêm até dois anos após o parto. 

Por que ser mãe lhe faz mais forte?

Aumentam teus sentidos

Os sentidos se acentuam a fim de poder estar mais atenta aos filhos. Isto parece ser devido ao hormônio prolactina. O mesmo ocorre com a audição: as mães geralmente reconhecem o choro de seu bebê entre diferentes choros.

A capacidade visual também aumenta, a fim de preservar seu filho de potenciais perigos. Ainda que o sentido mais importante seja o tato. As partes do córtex cerebral dedicadas ao tato, mudam na maternidade.

Quando uma mãe toca um bebê e ele a toca, recebe informação muito sutil, mas muito poderosa, sobre como é seu bebê, sobre o que sente e sobre como é sua relação com ele. Isto tem um efeito a nível cerebral.

A Capacidade de fazer múltiplas tarefas

As mães ao darem à luz têm que fazer frente à muitas tarefas novas ao mesmo tempo. Para garantir a sobrevivência do bebê a progenitora tem que priorizar tarefas, o que inclui ter maior eficiência nas atividades a desenvolver.

É comum estar cozinhando e falando ao telefone, aproveitar enquanto o bebê dorme para ligar uma máquina de lavar roupa, arrumar as camas, cozinhar, varrer etc… 

Resistência: reduzir o estresse

Os hormônios oxitocina e prolactina, que tendem a segregar durante a criação, especialmente durante a amamentação, ajudam a reduzir o stress.

Os neurônios que se encarregam da produção de oxitocina, se reestruturam literalmente durante o parto e a amamentação. 

Proteção contra o câncer

A gestação e amamentação ajudam a mãe a diminuir o risco de ter câncer de mama, de ovários, e de endométrio.

Isto poderia ser porque a gestação interrompe as menstruações, o que reduz a exposição ao estrógeno e à progesterona, hormônios que aumentam o risco desta terrível doença.

Você é mais forte

Também graças ao hormônio prolactina, que funciona a nível cerebral como neurotransmissor, as mães são mais valentes.

Nas mães lactantes, por exemplo, seu nível no sangue é até oito vezes superior ao habitual.

É como se a maternidade fosse um poderoso programa de afirmação pessoal.

As mães estão sempre dispostas a lutar pelos seus filhos. Esta capacidade de luta pode refletir na existência de associações de mães contra muitas injustiças sociais.

Uma conexão indestrutível com seu filho

Desde antes de nascer. Se estabelece um forte vínculo entre a mãe e o bebê que cresce dentro dela.

Durante nove meses você o leva em seu ventre; a partir daí o bebê escuta sua voz e as batidas do seu coração, e ao nascer se produz uma sincronização hormonal tão brutal, que o bebê é capaz de rastejar para o peito da mãe para alimentar-se guiado pelo instinto.

A conexão é indiscutível.

Maior inteligência emocional

O cérebro da mulher está com um de seus momentos mais plásticos, ou seja, momentos de maior crescimento neuronal e maiores conexões entre neurônios, durante a maternidade.

Autoconfiança

A partir de agora você precisa confiar 100% em suas capacidades, portanto faça-o.

Os pais são a principal referência, tudo o que verem em você é o que aprenderão.

Desde os limites que você aplique sobre eles, passando pelos hábitos alimentares e boas costumes, como praticar esporte ou fazer uma caminhada, são todas coisas que lhes você lhes deixará como herança.

Certamente a mente de uma mãe não está para memorizar ou lembrar-se de certos detalhes que são supérfluos em comparação ao cuidar de seu bebê, seu cérebro está muito ocupado. Tem um objetivo de maior importância: criar um ser humano.