Como abordar as brigas entre irmãos

· 1 de fevereiro de 2017

As brigas entre irmãos são mais comuns do que se imagina. No entanto, isso não é razão para permitir que tomem força, pois podem interferir na harmonia familiar e o que é ainda mais importante: no respeito mútuo que deve existir entre irmãos. Aqui compartilhamos com vocês uma série de recomendações para superar essas situações incômodas.

Mesmo que se trate de algo comum não devemos dar pouca atenção às frequentes brigas entre irmãos que costumam ter nossos filhos. Os motivos podem ser banais como quem tem o controle da TV, quem tem que recolher o lixo da lixeira, não querer compartilhar atribuições, brigar pela atenção dos pais.

Qualquer que seja a razão nós não devemos subestimá-las e temos a obrigação de estimular o respeito e a tolerância entre eles.

Alguns pais cometem o erro de tornar as brigas entre irmãos em um show no qual podem estar apoiando um ou outro.

Mas, não é um jogo de futebol, e não podemos comemorar as brigas porque de alguma maneira estaríamos incentivando a rivalidade entre irmãos.

Existem irmãos que na idade adulta se lembram com humor das brigas que protagonizavam durante a infância, mas lamentavelmente existem casos em que depois de muitos anos, se desatam sentimentos de rancor, ciúmes e inveja.

Os pais devem manter uma atitude neutra para não promover a rivalidade entre irmãos. Diante dessa possibilidade, os pais devem abordar o quanto antes as brigas familiares, explicar aos filhos a importância de se aceitarem, se respeitarem e de se amarem.

Quando intervir nas brigas entre irmãos?

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Os psicólogos e terapeutas familiares aconselham que quando as crianças brigam, os pais devem ficar atentos à briga, mas devem ter muito cuidado em não participarem do conflito até que seja estritamente necessário. Pelo contrário, devem se manter como espectadores silenciosos para analisar as causas das diferenças entre os irmãos.

Determinar quem gerou o motivo da briga é muito difícil e, embora eles saibam com certeza qual das duas crianças começou, é contraproducente disciplinar um e o outro não; porque se iniciaria um ciclo vicioso sobre quem conseguirá triunfar sobre o outro.

Assim, o recomendável é não opinar nem fazer parte da briga, mas sim observar que a situação passou dos limites estabelecidos pelos pais e considerar que devem impor um castigo, e esse deve ser imposto a ambos. O objetivo é que as crianças experimentem as consequências da briga e que aprendam a reconhecer que o erro está em se tratarem de maneira desrespeitosa.

Diferença de idades

Quando é muito grande a diferença de idade entre os irmãos, aumenta a possibilidade de que em meio à briga, o mais velho queira se impor sobre o mais novo. Se isso acontece com frequência, o menor pode desenvolver inseguranças e complexos diante do mais velho.

Ao levar em consideração esse risco, os pais devem procurar ensinar ao filho mais velho a se tornar o protetor do seu irmãozinho. Com certeza, é impossível evitar as brigas entre as crianças, mas fora do campo da discussão é bom dizer ao maior que ele é o exemplo para o pequeninho e que deve ser cuidadoso, inclusive, no meio das brigas.

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Conselhos para os pais

As brigas entre irmãos em alguns pontos de seu crescimento costumam ser inevitáveis, mas você deve conversar com seus filhos sobre a importância do respeito mútuo que deve ser posto em prática sempre, sobretudo, quando a raiva toma conta.

Ensinar os filhos que todos os membros de uma família têm direito a ter diferenças, a se incomodar com o outro, mas isso, não lhe dá a desculpa de maltratar e humilhar.

As crianças devem saber que depois das brigas entre irmãos, amigos ou qualquer outra pessoa, a reconciliação é obrigatória. Nesse sentido, papai e mamãe devem destacar a suma importância que tem oferecer desculpas ao outro e perdoar.

Comparar os filhos é um erro gravíssimo que cometem alguns pais. Cada criança tem a sua personalidade e não tem por que se parecer com seu irmão. As comparações serão o ninho perfeito onde nascerá a rivalidade entre irmãos, por essa razão é prioritário evitá-las a todo custo.

A vida em família não é fácil em virtude das diferenças de caráter, gostos, interesses e personalidades de cada um de seus membros.

Embora às vezes pareça um desafio impossível a convivência em harmonia deve ser o objetivo em comum, enquanto que o amor e o respeito devem se tornar as principais ferramentas para enfrentar qualquer dificuldade.