Você não tem que bater para ensinar, nem seu filho apanhar para aprender

· 30 de janeiro de 2017

Apanhar para aprender é uma velha técnica empregada por alguns professores para ensinar.  Naquela época, acreditava-se que os alunos deviam se empenhar em aprender (dogma que por sorte chegou até nossos dias), mas acreditavam que os ensinamentos “entravam” melhor quando eram aplicados cascudos, beliscões, reguadas nas palmas das mãos, ofensas, gritos e muitos outros castigos. Há alguns anos, escola e castigo caminhavam juntos.

Hoje tudo mudou. As normas educativas são totalmente contra qualquer ataque à integridade física, emocional e psicológica dos alunos. As professoras já não colocam as crianças de joelhos sobre tampinhas de garrafa, pedrinhas ou grãos de milho. Não há mais o costume de puxar as orelhas de algum adolescente, por mais rebelde que seja. Entretanto, o ensino em casa não segue sempre as regras aplicadas nas salas de aula.

Seu filho não precisa apanhar para aprender

Uma criança precisa se sentir relaxada, com pouca pressão para ter um bom aprendizado, quer dizer, um aprendizado que se converta em conhecimento e dure a vida inteira.

Em seu aprendizado deve contar com o apoio não só dos seus professores, como também do restante da família. Em casa, na hora de fazer seus deveres escolares, pai e mãe devem ajudá-lo.

A criança que está em paz e tem um ambiente tranquilo para fazer suas tarefas, livre de sermões, reprimendas pode encontrar tempo, espaço e desejo para estudar.

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Devemos estimular a criança, despertar seu lado curioso e investigativo: devemos fazê-la ver que somente mediante o aprendizado das matérias, irá aumentar seu intelecto e atingir o desenvolvimento cognitivo, que lhe servirá para alcançar limites absolutos na sua futura vida profissional.

É fundamental levantar sua autoestima e premiar seus méritos, ainda que estes sempre fiquem abaixo do que seus pais esperam dele.

É primordial que a criança, desde pequena, aprenda o que significa crescer: ser o responsável das tarefas que lhe impliquem tempo e esforço, conhecer e apreciar o valor das riquezas materiais e imateriais que desfruta, aprender a fazer diversas tarefas em acordo com sua idade e comprometer-se com o mesmo, sua família e a sociedade em que vive.

A uma criança se deve incutir os pontos positivos e negativos da inconformidade e do egoísmo. Se deve explicar as desvantagens da procrastinação, como expressar carinho e ser simpático com quem convive, seus amigos e as demais pessoas. Porém também deve ser ensinado a eles como se defender dos insultos, dos que querem magoá-lo e ferir seu amor próprio, ainda que essas ofensas venham de seus mais queridos. Porque eles não precisa apanhar para aprender e isso ele precisa saber.

Demuestra amor por las cosas que ellos aman

Você não tem que bater para ensinar

Educar com amor é brindar conhecimentos de qualquer índole através do carinho. Significa estar atenta aos sentimentos e emoções da pessoa que mais lhe importa no mundo.

Não fique atenta ao tempo que você dedica a ele ou ela, contando os minutos que leva para seu filho aprender. Que diferença faz se são duas ou três horas? O que deve importar aqui é que a menina ou o menino se sintam motivados e estejam a vontade com seu sistema de ensino. E aprendam o que você deseja ensinar-lhes: matemática, deixar de lado o computador e melhorar a letra escrevendo a mão, corrigir seus erros de ortografia, expressar-se melhor, sentar-se à mesa…, enfim.

Então ponha todo o empenho em sua educação e respeite seu aprendizado como respeita a si mesma. Não ofenda, grite ou bata quando sua paciência se esgote, porque não há razão para isso, para seu pavio ser curto demais.

Melhor ensiná-lo a pensar: a querer saber o porquê de todas as coisas, chegar a conclusões por sua própria conta, distanciar-se dos estereótipos, aprender com seus erros como os melhores ensinamentos que pode ter, e tomar decisões baseando-se em suas próprias observações.

Mãe, eduque a criança emocionalmente, para ela ser sã e feliz, que não sinta temor de aventurar-se, sem sempre ficar com receio do que “fazer”, porque se preocupa se você aprovará ou não. Seja a melhor professora para ele ou ela. Ensine seu filho a não ter medo de você.