A arte dos mimos

11 de setembro de 2017

A arte dos mimos é a linguagem que nasce do coração. Mimar um filho é a coisa mais linda que podemos fazer como mães. Toda vez que encontramos uma criança que nunca foi mimada ou que recebeu muito pouco carinho, percebemos de longe. Sofremos por ela, e nos faz querer recompensar todo o carinho que lhe faltou em algum momento de sua vida.

Na arte dos mimos o mais importante é aprender a diferenciar entre um filho mimado, que recebeu muito carinho, e um filho consentido. A seguir, explicaremos a diferença entre os dois termos.

Às vezes podemos ouvir: você está mimando demais o seu filho.

Embora a pessoa não faça por mal, há uma certa censura em sua declaração. Então pensamos em nós mesmos: estou passando dos limites? Por que me dizem isso toda vez sempre que dou carinho ao meu filho?

Na verdade, há uma diferença sutil entre uma criança mimada e uma criança condescendida. Na verdade, muitas vezes ambos são considerados como sinônimo de malcriação. A conotação negativa pode resultar da falta de informações sobre isso, então queremos esclarecer o problema.

Se diz que uma mãe é mimosa quando ela demonstra carinho por seus filhos. Os beijos, os abraços, os elogios e as palavras bonitas que compõe o seu dia a dia são o seu modo de ser e de educar.

O que for dado às crianças, as crianças darão à sociedade.

-Karl A. Menninger-

De acordo com o Dicionário Michaelis, mimado é aquele e que foi tratado com muitos mimos e agrados; paparicado. O mimo é uma expressão carinhosa com que se trata alguém, mas também pode indicar o agrado em excesso. Por exemplo, quando acariciamos nosso bebê e lhe damos carinho, nós o estamos mimando. Por quê? Porque é uma expressão de carinho, estamos lhe dando mimo e o paparicando.

Uma criança consentida é aquela cuja os pais costumam ser indulgentes. A diferença é que a segunda tem um excesso de permissibilidade por parte dos pais, enquanto a primeira, simplesmente recebe muitos mimos.

Há crianças que são mimadas e consentidas ao mesmo tempo, então acabam sendo malcriadas. Mas nem todos os casos são assim.

A arte dos mimos

Nada é mais lindo do que cuidar dos pequeninos por meio da arte dos mimos realizada com sabedoria. Ser uma mãe amorosa, atenciosa e dedicada é uma forma de proporcionar o bem estar psicológico e emocional dos filhos.

Uma boa mãe sabe como estabelecer as estratégias certas para evitar misturar os mimos com o consentimento em excesso, e consequentemente a má criação. Ela dará todo o seu amor, mas ao mesmo tempo, é sábia o bastante para não criar uma personalidade prejudicial à criança. Além disso, uma criança que recebe o carinho de uma mãe, será uma criança com uma capacidade afetiva mais receptiva e disposta.

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, a criança que recebe carinho e manifestações de amor, constantemente tende tornar-se mais forte e mais confiante do que aquela que não recebe carinho, pelo falso pensamento dos pais “sem esse tipo de bobagem você será mais forte”.

Criação consciente: eu escolho mimar sem mal criar

Dar todo o carinho e mimar realmente afetará os filhos de forma tão positiva? A resposta é SIM e, para entender isso, devemos argumentar a resposta com base na teoria do apego.

O conceito de attachement parenting, criado pelo pediatra William Sears, semeou a ideia deste movimento de criação consciente que conhecemos como “criação com apego”, “criação respeitosa ou consciente”.

Uma criança que recebe mimos pode se tornar um indivíduo com maior maturidade emocional e desenvolverá um apego seguro. Por sua vez, um apego seguro promove o desenvolvimento de uma personalidade segura e independente. Essa segurança também beneficia sua autoestima. Tanto os mimos, como as carícias e atenções, são raízes que constroem crianças com personalidades mais sólidas em longo prazo.

O lema é: eu escolho mimar sem estragar o meu filho. Eu o amo para que se sinta amado e aprenda a valorizar aqueles que o amam.

Uma criança que recebe mimos, segurança, um carinho estável, que não conhece más intenções, nunca se tornará uma criança intolerante ou dependente. A criança que recebe carinho aprende o valor da linguagem afetiva e se sentirá livre e segura para expressar do mesmo modo àqueles que ama.

Liberdade

As mães que mimam os seus filhos fazem isso porque se sentem assim. Elas sabem que mimar é o sinônimo exclusivo de tratar com afeto, de educar com carinho e consideração. Elas também entendem que a criação com respeito tem um propósito muito específico: guiar nossos filhos com o coração para que se sintam mais seguros a cada dia, mais livres, até chegar o momento em que eles embarcam em seus próprios caminhos.

Os mimos não têm uma data de validade. Eles continuarão presente em nossas vidas até a idade adulta, quando estaremos sempre tratando os nossos filhos com o maior afeto. Afinal das contas, tudo isso se resume a amar com sabedoria.