As cores não definem as crianças

6 de abril de 2017

Vivemos em uma sociedade em que se uma mulher está grávida de uma menina, automaticamente, ela recebe presentes de cor rosa e, se for menino, de cor azul.

Quando o bebê nasce e é uma menina, lhes dão de presente bonecas e “coisas de menina” e se for menino, carrinhos e “coisas de menino”. Parece que os bebês chegam rotulados a este mundo, e as cores começam a adquirir importância na vida deles.

Porém, o que importa na vida das crianças não são as cores que lhes digam que são mais apropriadas a eles, mas sim que se sintam bem e que saibam que sua integridade é o principal em qualquer momento da vida deles. Talvez uma menina goste de azul e um menino de rosa, e isso é normal. Quem sabe uma menina goste de jogar futebol e de brincar de carrinho, e um menino goste de brincar com bonecas e de cantar. E o que há de errado nisso?

Nem azul, nem rosa…

Hoje em dia, as empresas que comercializam brinquedos criam anúncios e a publicidade pensando no momento atual e parece que começam a entender que não precisam se fixar de forma tão estrita na questão do gênero. Pouco a pouco a sociedade vai se dando conta de que uma menina pode gostar de muitas coisas diferentes sem importar o gênero e continuará crescendo de forma estável e equilibrada.

Os pais não devem se deixar levar pelas cores, mas sim deverão ao longo do crescimento da criança, respeitar aos gostos dos filhos, sejam quais forem. Por exemplo, para não cair na tentação de decorar o quarto de uma menina de rosa ou de um menino de azul, então, o ideal seria pensar em cores neutras que não enquadrem a criança dentro de um gênero ou outro? Ou simplesmente pensar em uma cor que as crianças gostem. Sem importar se ela for a cor rosa, azul ou qualquer outra cor.

É melhor não ficar obcecados pelas cores

Além disso, existem mães que decidem que suas filhas nunca vestirão rosa nem usarão vestidos nem brincarão de bonecas. Mas; e se a menina gosta de bonecas? Ir em direção ao extremo oposto também não é o certo, porque estaremos impedindo-a de ter a oportunidade de decidir por si própria, as cores ou os brinquedos que mais ela pode gostar. O ideal não é se concentrar em estimular o rosa ou o azul, outras cores ou proibi-las… O ideal é levar em consideração os gostos dos filhos e respeitar esses gostos.

Quando um menino ou uma menina está brincando, acaba sendo apropriado oferecer-lhes toda a oportunidade de brincar com todo tipo de brinquedos. Por exemplo, se for uma menina, você pode oferecer caminhões ou trens e se for um menino pode oferecer um carro de bonecas e se estão brincando juntos os meninos e as meninas, oferecer todo tipo de brinquedos para que sejam eles que escolham com qual brinquedo preferem se divertir.

Nós pais não podemos lutar contra a natureza das pessoas, se os seus filhos gostam de carros e de caminhões, está bem; e se eles gostam de quebra-cabeças e construir coisas também. Talvez, eles também gostem de calçar os seus sapatos e vestir capas de super-heróis, e que mal há nisso? Nenhum mesmo; permita que a imaginação dele cresça e evolua sem proibir os gostos e interesses dele.

É importante não ficar obcecados também pelo gênero neutro, porque, então, você também poderia provocar o afastamento dos seus filhos em relação às coisas que eles realmente gostam… E é quando você asfixia a alma dele que está em crescimento. É fundamental respeitar os filhos pelo que são e pelo que gostam; ensinar-lhes a aceitar os demais porque também são como são.