Atitudes rebeldes. Como agir?

· 10 de janeiro de 2017

A atitude rebelde aparece quando as crianças começam a mostrar suas opiniões e percepções individuais. Chamamos de rebeldia porque queremos que as crianças obedeçam nossos pedidos, mas às vezes elas se mostram contrárias, o que é natural. Não saber como agir diante de atitudes rebeldes é motivo de preocupação e, inclusive, medo.

Quando nossos filhos são rebeldes desde pequenos nos fazemos muitas perguntas: Com que idade esse comportamento vai passar? Estou fazendo errado? Será que meu filho tem problemas para respeitar as outras pessoas? Entretanto, a ideia de que isso vai nos acompanhar por muito tempo é uma das principais preocupações.

É normal que adolescentes sejam rebeldes mesmo que nem todos mostrem sua rebeldia. Mas é controverso quando as crianças manifestam sua rebeldia durante os primeiros anos de idade. Pois, quando são mais novos é quando deveriam ser mais carinhosos e obedientes.

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Outro motivo de inquietação é a frequência dessa atitude. Por exemplo, quando a criança reage da mesma forma diante de qualquer autoridade, não colabora nas tarefas, discute com frequência ou manifesta uma agressividade perceptível.

Esses casos são alarmantes porque a independência que possuem os faz se sentir incomodados na presença de adultos. Nessas situações eles precisam restringir suas vontades, o que pode acabar sendo prejudicial. Felizmente é possível redirecionar essa postura, mas para isso precisamos seguir as recomendações dos especialistas.

Como agir diante de atitudes rebeldes de um filho?

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Como agir quando nosso filho é rebelde?

É sempre importante ser compreensivo com a personalidade e individualidade das crianças, mas em alguns casos é preciso intervir para controlar as atitudes negativas. A rebeldia, por exemplo, é prejudicial às relações sociais da criança e também à convivência familiar.

Para agir de maneira eficiente diante de uma criança rebelde sugerimos os seguintes conselhos:

  • Para guiar o comportamento das crianças costuma haver na família uma figura de autoridade que é firme e coerente. Essa pessoa, que geralmente é o pai ou a mãe, deve modificar sua forma de dar as ordens. É possível que a criança esteja manifestando sua contrariedade à forma com que as ordens são dadas
  • É preciso refletir sobre as circunstâncias nas quais houve conflito anteriormente. Talvez a criança tenha saído vitoriosa nas discussões passando por cima dos castigos sem consequências. Isso provavelmente concedeu mais força às suas atitudes.
  • Deixar de dar atenção às crianças é um motivo para que elas comecem a perder o respeito pelos pais. Por isso, talvez reajam indiferentemente às orientações que tentamos dar.
  • Não é aconselhável demonstrar abertamente que perdemos o controle porque quando revelamos alguns pontos fracos as crianças podem se aproveitar. É proveitoso fazê-las perceber por si mesmas que o motivo do nosso incômodo é responsabilidade delas.
  • Não é correto obrigar a criança a fazer as coisas. O melhor é orientá-la para que perceba que seu comportamento é incorreto. As crianças rebeldes reagem bruscamente quando são obrigadas a qualquer coisa. Devemos procurar levá-las a refletir sempre buscando fazê-las raciocinar sobre suas ações.
  • Mesmo que não seja nosso modo de lidar, devemos considerar negociar as ordens que damos às crianças. Assim, iremos oferecer ao menos duas opções e elas poderão decidir qual escolher. Entretanto, é óbvio que ambas as opções devem estar vinculadas à conclusão do pedido que estamos fazendo.
  • Dar exemplo e manter a palavra sobre o que foi combinado também é uma garantia para negociar com as crianças. As crianças sempre percebem quando algum membro da família não cumpre os acordos por isso elas aproveitam esses momentos descuidos para conseguir o que querem.
  • Paciência e boa comunicação nunca são demais nesses casos. Ouvir com atenção essas crianças nos permite entender suas intenções e sentimentos. Também é importante se certificar de que a criança compreende as sugestões dadas e as regras estabelecidas.

A última recomendação, mas não a menos importante, é demonstrar afeto. Falar com carinho e demonstrar nosso amor também é essencial quando queremos que as crianças prestem atenção ao que é falado. Entretanto, é preciso saber os momentos de agir dessa forma para que a criança consiga perceber quando se trata de uma recompensa pelo seu bom comportamento.