5 atividades para prevenir o bullying na escola

A comunidade educativa deve ter um papel proativo nas atividades de prevenção ao bullying. O fenômeno do assédio cria um clima de desconforto para todos.
5 atividades para prevenir o bullying na escola

Última atualização: 22 junho, 2022

As situações de bullying “são cozinhadas a fogo lento”. Não se trata de um assédio específico e isolado, nem de algo que acontece de um dia para o outro. Ao contrário, são aproximações sucessivas da vítima e desconfortos que se repetem dia após dia sob diversas modalidades. Às vezes são verbais, às vezes físicas, às vezes ambas.

É por isso que quando suas consequências se tornam visíveis — às vezes da pior maneira — poucas pessoas se surpreendem. Aliás, várias já presenciaram, outras foram cúmplices e algumas tentaram fazer alguma coisa que foi insuficiente.

O bullying exige a ação e o comprometimento de todos, pois ninguém fica bem em um ambiente onde o bullying reina. Então vamos ver algumas atividades para prevenir o bullying nas escolas.

O que é o assédio moral?

Chamamos de bullying uma situação sustentada de assédio e perseguição realizada por uma ou mais pessoas contra outra. Geralmente, ocorre em ambientes escolares, esportivos ou sociais e causa grande sofrimento a quem a vivencia.

Quando se trata de bullying, muitos o veem como um problema entre duas pessoas: a vítima e o agressor. Mas não é assim, pois toda a comunidade é afetada, seja por ação ou omissão, por ser testemunha e cúmplice ou por ser participante.

Garota sofrendo com as palavras ofensivas dos outros
Com o bullying, a boa convivência escolar é dificultada e a instituição de ensino deixa de ser um espaço seguro e criativo que promove o aprendizado.

Atividades escolares para prevenir o bullying

A seguir, apresentaremos algumas estratégias ou atividades para enfrentar o problema do bullying na escola e prevenir novos eventos.

1. Use exemplos em que a diversidade é valorizada e apreciada em todos os seus sentidos

Isso pode ser alcançado de várias maneiras simples. Por exemplo, mostrando aos alunos imagens de diferentes corpos, etnias, tipos de famílias, funcionalidades, entre outros.

Dessa forma, as crianças são ensinadas que existem outras realidades além da sua e o objetivo é deixar de lado estereótipos e padrões universais e hegemônicos de beleza como se fossem ideais.

2. Use histórias ou filmes, dependendo da idade dos alunos

Por meio de outras histórias, é possível abordar indiretamente algumas situações cotidianas de bullying. É importante acompanhar esse material com um espaço de reflexão sobre as emoções, para descobrir como meninos e meninas se sentem diante de determinadas cenas.

3. Desenvolva um código de convivência

Com todos os alunos reunidos, você pode fazer um brainstorming sobre as normas e regras que contribuem para a harmonia do grupo no dia a dia.

No final, é aconselhável elaborar um “contrato” que todos devem assinar e através do qual se comprometem a cumprir e respeitar as regras de convivência. Se surgirem muitas ideias, eles terão que escolher algumas e, assim, também serão ensinadas habilidades de comunicação e negociação.

4. Promova atividades em grupos rotativos

Com essas propostas, os membros do grupo são estimulados a se conhecerem. Além disso, você pode convidá-los a contar algo pessoal, como seu hobby favorito, por exemplo. Muitas vezes, ao socializar as experiências, as crianças descobrem que têm mais semelhanças com os outros do que imaginam.

5. Desenhe atividades que trabalhem a inteligência emocional

A escola não pode ser um ambiente “asséptico”, onde apenas o conhecimento é transferido, pois as emoções fazem parte da vida das pessoas e o valor da empatia deve ser incutido desde a infância.

Uma maneira de conseguir isso é pensar em um dia para “dar-se ao próximo”. Por exemplo, toda sexta-feira um grupo desenvolve uma atividade para surpreender os demais colegas e compartilhar um momento agradável: uma brincadeira para começar o dia, uma música ou um lanche delicioso. Essa é uma forma de aproximar as crianças, de gerar coesão no grupo e de ajudá-las a aproveitar o momento juntas.

Além dessas medidas, é importante que existam protocolos de prevenção ao bullying, com consequências específicas quando ele ocorre. É preciso levar em conta que punição não equivale a aprendizado. Embora seja uma medida que serve a curto prazo para estancar o problema, não modula o comportamento da pessoa que realiza determinado comportamento.

Formas de denunciar o bullying.
Quando se trata de bullying, devemos ter uma visão mais ampla, capaz de fazer uma leitura complexa da realidade. Isso porque quem assedia também pode ser vítima em outras áreas. Por isso, é necessário juntar as partes para compreender o todo.

Bullying é assunto de todos

Às vezes, subestimamos os efeitos do bullying justificando-nos com o fato de ser algo que sempre existiu. Mas só porque o bullying e o assédio têm uma longa história, não significa que sejam bons ou devam ser normalizados. Além disso, devemos parar de pensar no bullying como um problema infantil ou “algo que vai tornar as crianças fortes” para enfrentar as adversidades da vida.

O bullying nos fala de deficiências, falta de recursos para se relacionar e dificuldades próprias. Tem graves consequências, tanto para a saúde física quanto mental, na pessoa e no meio ambiente. Portanto, vamos parar de pensar que o bullying é algo que só acontece no pátio da escola porque seus efeitos nocivos afetam a todos nós.

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Todos nós desempenhamos um papel fundamental na hora de prevenir o bullying e, portanto, devemos assumir essa responsabilidade.



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