Bolhas nas crianças: como cuidar?

· 31 de janeiro de 2019
Você sabia que as bolhas nas crianças são mais comuns do que imaginamos? Elas podem aparecer devido a uma queimadura, um acidente, o atrito com o sapato ou por exposição ao sol sem proteção.

Tanto diante dos diferentes acidentes domésticos quanto nas férias, é essencial saber como ajudar os nossos filhos a cuidar dos machucados. As bolhas nas crianças são mais comuns do que imaginamos. Por isso, neste artigo, vamos te contar como cuidar delas.

Como as bolhas se formam

Basicamente, uma bolha é uma parte levantada da pele, com ou sem líquido dentro. Ela pode surgir devido a uma queimadura, ao atrito, a uma alergia ou à aplicação de uma vacina. As bolhas podem ser de diversos tamanhos e medem de alguns milímetros a vários centímetros de diâmetro.

Elas geralmente não representam nenhum tipo de perigo, mas incomodam muito, principalmente quando aparecem nas mãos ou nos pés. Geralmente, as bolhas nas crianças têm um líquido dentro que age como um hidratante e protetor da pele nova que está sendo formada por baixo do machucado.

O principal problema ocorre quando as bolhas estouram. Então, elas podem infeccionar no contato com a terra, plantas, pelos de um animal de estimação, etc.

Por que as bolhas aparecem?

As razões são variadas. Mas as mais comuns são: usar sapatos novos que causem atrito no calcanhar ou na lateral dos dedos, tocar uma superfície muito quente – água fervendo, ferro de passar – ou se expor ao sol do meio-dia sem protetor solar.

Às vezes, as bolhas nas crianças também podem surgir como resultado de um eczema, de tocar plantas venenosas – entre elas, a hera ou o sumagre – ou de certas doenças, tais como as doenças autoimunes epidermólise bolhosa, herpes simples, varicela zoster ou impetigo, bem como outras infecções de pele.

Como as bolhas se formam

O que fazer se aparecerem bolhas nas crianças?

Além da razão pela qual uma bolha apareceu na pele da criança, é necessário ter muito cuidado com ela para que não estoure e acabe causando dor.

Uma boa maneira de proteger é colocar um curativo ou band-aid para que a bolha não seja atingida, nem infectada pelo contato com agentes patogênicos.

Isso nem sempre é uma coisa fácil em uma criança porque ela vai querer tirá-lo. Mas é muito importante que a bolha não fique suja. Se você colocar um curativo ou algo do gênero, lembre-se de trocá-lo em intervalos regulares, antes de tomar banho e na hora de dormir.

Você não deve perfurar a bolha por nada nesse mundo porque, dessa forma, o líquido dentro dela vai sair e não vai mais proteger a pele nova que está se formando por baixo.

Somente se a bolha for muito grande – com pelo menos 10 centímetros de diâmetro – ou se o líquido de dentro estiver turvo ou purulento, você deve levar o seu filho ao médico para que ele analise como tratá-la.

Às vezes, a bolha é aberta com um bisturi e a aplicação de uma pomada com antibiótico ou cicatrizante é indicada. Esse processo, felizmente, não é doloroso. Posteriormente, a área deve ser mantida enfaixada e a sujeira deve ser evitada para que não ocorra infecções de nenhum tipo.

“As causas mais comuns de bolhas nas crianças são usar sapatos novos que causem atrito no calcanhar ou na lateral dos dedos, tocar uma superfície muito quente ou se expor ao sol do meio-dia sem protetor solar”

Como evitar as bolhas nas crianças?

Para evitar a formação de bolhas nas crianças, devemos ter muito cuidado com elas e fazer tudo o que for possível para que não aconteçam certos acidentes em casa.

Por exemplo, não deixar o ferro ligado e ir fazer outra coisa, ainda que no mesmo ambiente, ou não colocar recipientes com água fervente muito próximos da borda da bancada.

As crianças são muito curiosas e não têm noção do perigo. Por isso, elas vão tocar em qualquer objeto que chame a atenção sem saber que ele está quente e pode machucar.

 Bolhas nas crianças

Por outro lado, se a criança for usar sapatos novos, você pode colocar meias leves que não causem atrito nos calcanhares. É até mesmo aconselhável colocar um esparadrapo nessa área tão vulnerável a bolhas.

Além disso, quando saímos de férias, o protetor solar com um fator de proteção alto – de pelo menos 50 fps – deve ser passado a cada duas horas, mesmo em dias nublados ou se a criança não tiver entrado no mar.

A mesma recomendação vale para os dias de piscina ou praia, na colônia de férias ou até mesmo nas caminhadas de verão nos parques.

É verdade que não é possível evitar 100% das bolhas nas crianças. Mas com estas três dicas podemos, pelo menos, reduzir bastante o seu aparecimento. E não se esqueça de sempre ter com você uma pomada com antibiótico e hidratante para esse tipo de acidente!

  • Hashmi, F., Richards, B. S., Forghany, S., Hatton, A. L., & Nester, C. J. (2013). The formation of friction blisters on the foot: The development of a laboratory-based blister creation model. Skin Research and Technology. http://doi.org/10.1111/j.1600-0846.2012.00669.x
  • Zhong, W., Xing, M. M. Q., Pan, N., & Maibach, H. I. (2006). Textiles and human skin, microclimate, cutaneous reactions: An overview. Cutaneous and Ocular Toxicology. http://doi.org/10.1080/15569520500536600