Como ajudar seu filho a desenvolver a autoestima

· 23 de julho de 2018
A autoestima é um fator importante para o nosso bem-estar. Você sabe como ajudar a desenvolver a autoestima do seu pequeno? Veja aqui!

A autoestima é a forma como uma pessoa pensa sobre si mesma. Isso significa que com uma autoestima elevada somos capazes de nos ver como pessoas capazes, boas e seguras do nosso valor. Por outro lado, quando existe uma baixa autoestima significa que não nos vemos com valor suficiente, pensamos que não somos bons o bastante e nos sentimos inseguros.

Todos os pais querem que os seus filhos gostem e respeitem a si mesmos, porque dessa maneira poderão crescer como pessoas seguras e felizes. No entanto, alguns pais também se preocupam com o fato dos seus filhos terem uma autoestima muito baixa ou muito alta.

Mas a verdade é que se achar muito bom, muito capaz ou muito valioso é tão negativo quanto sempre se ver por baixo. O segredo está em encontrar o equilíbrio.

A autoestima nas crianças

Existe certa preocupação dos pais tanto por uma alta autoestima quanto por uma baixa, mas é preciso prestar atenção a diferentes aspectos.

É possível que como pai você veja nas crianças uma autoestima muito “inflamada” em relação a suas próprias capacidades ou talvez pense que é melhor que outras pessoas. Quando isso acontece, não é uma alta autoestima o que aparece, é uma baixa autoestima camuflada, é um sentimento de grandiosidade causado por grande insegurança.

A baixa autoestima às vezes pode ser expressada como um comportamento autocrítico, mas normalmente se expressa através da arrogância ou da necessidade de acreditar que somos melhores que os outros. Isso é uma defesa contra o medo profundo de acreditar que não somos bons o suficiente, que os outros irão nos criticar ou que os outros são melhores.

Por outro lado, as pessoas com uma autoestima elevada, são bastante seguras e sabem que têm um grande valor, e o melhor é que são pessoas (nesse caso crianças) que não precisam se comparar com os outros para poder melhorar suas habilidades. O bom conceito que têm de si mesmos é suficiente para que se sintam bem.

a autoestima

Como ajudar uma criança a desenvolver uma boa autoestima

A criança deve ter a possibilidade de se sentir apta em relação a fazer as coisas. Para isso, ela deverá saber que o esforço é mais importante que o resultado, que não importa se você tem sucesso ou se fracassa, o que importa é que se esforçou para conseguir bons resultados. Quando uma criança se sente capaz, poderá satisfazer suas necessidades e alcançar seus objetivos.

A criação deve corresponder às necessidades e emoções das crianças

É importante que a criação corresponda ao apego seguro, que ajude a criança a se sentir digna e segura sempre. Os pais deverão estar conectados com a criança inclusive quando ela se tornar independente. Deverão aceitar e afirmar quem é a criança, respeitando suas necessidades e inclusive respeitando os momentos mais difíceis, quando as crianças estão com os sentimentos bagunçados.

Todos os pais podem se encontrar em momentos que devem manter uma atitude positiva diante de um acesso de raiva, um adolescente rebelde ou de uma criança de dez anos que responde de forma grosseira… mesmo que às vezes pareça uma missão impossível, já que a tentação de acabar com essa raiva é mais potente. Mas o amor incondicional em relação ao filho deve impulsionar você a agir de determinada maneira, administrando a disciplina positiva para que as crianças saibam que você estará ao lado dela aconteça o que acontecer. 

a autoestima

Com orientação e sem castigos

Talvez “sem castigos” pareça algo muito irreal, mas é possível quando uma disciplina positiva e as consequências acordadas com as crianças se transformam em realidade. As crianças precisam de limites porque não é possível permitir que corram pela rua ou insultem seu pai, mas os castigos solapam a autoestima das crianças, então… o que fazer?

É necessário estabelecer limites através da empatia e da assertividade, ajudar as crianças a aprender a administrar as emoções e portanto, a administrar seu comportamento. Dessa maneira as crianças podem enxergar a si mesmas como pessoas boas e capazes de conseguir as coisas, algo que sem dúvida, as ajudará a aumentar sua autoestima.

Por outro lado, o castigo não ajuda as crianças a aprender a administrar suas emoções. Apenas agrava a situação e elas começarão a sentir emoções negativas como a raiva, visto que não conseguem controlá-la. Assim, acreditam que são pessoas ruins que não são capazes de se controlar. E isso não é verdade! Apenas precisam da sua ajuda para conseguir melhorar sua autoestima de forma radical.